<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854</id><updated>2011-10-21T10:47:50.495-02:00</updated><category term='Reflexão'/><category term='Saúde Mental'/><category term='Psicologia Forense'/><category term='Psicopata'/><category term='Personalidade'/><category term='Idoso'/><category term='Mauro Kwitko'/><category term='Elisabeth Cavalcante'/><category term='Demência'/><category term='Moacyr Scliar'/><category term='Plasticidade Cerebral'/><category term='Justiça'/><category term='Sacrifício'/><category term='Feridas'/><category term='Dr. Jorge Alberto Salton'/><category term='Luta Antimanicomial'/><category term='Luís Vasconcellos'/><category term='Compulsão'/><category term='Izabel Telles'/><category term='Psicologia Jurídica'/><category term='Agressão'/><category term='Nelson Lima'/><category term='Homenagem'/><category term='Inteligência'/><category term='Epilepsia'/><category term='Tato'/><category term='Alzheimer'/><category term='Artigo'/><category term='Psicopatologia'/><category term='Síndrome de Munchausen'/><category term='Alteração da Orientação'/><category term='Bel Cesar'/><category term='Sonhos'/><category term='Medo'/><category term='Sidarta Ribeiro'/><category term='Notícia'/><category term='Dr. Paulo Caramelli'/><category term='Teste'/><category term='Perdão'/><category term='El Morya Luz da Consciência'/><category term='Rosemeire Zago'/><category term='Vida'/><category term='Velhice'/><category term='Relação'/><category term='Comportamento'/><category term='Sentimento'/><category term='Retardo Mental'/><category term='Parada Gay'/><category term='Texto'/><category term='Rosana Braga'/><category term='Silêncio'/><category term='Bipolar'/><category term='Entrevista'/><category term='Silvia Malamud'/><category term='Funções da Mente'/><category term='Saúde'/><category term='Autoconhecimento'/><category term='Ênio Roberto de Andrade'/><category term='Mãe'/><category term='Passado'/><category term='Gloriana Batassa'/><category term='Terapia Corporal'/><category term='Homossexualidade'/><category term='Sono'/><category term='Álcool'/><category term='Depressão'/><category term='Complexo de Inferioridade'/><category term='Esquizofrenia'/><title type='text'>P</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>50</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-4671748075217143244</id><published>2011-10-21T09:42:00.000-02:00</published><updated>2011-10-21T10:47:50.582-02:00</updated><title type='text'>QI não é estático, e pode melhorar ou piorar na adolescência</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma nova pesquisa afirma que a capacidade mental de adolescentes pode  melhorar ou piorar em uma escala muito maior do que se pensava  anteriormente. Até agora, a suposição era de que a capacidade intelectual, medida pelo QI,  ficava completamente estática durante a vida. No entanto, testes realizados em adolescentes com idade média de 14 anos, e  depois repetidos quando a idade média era de 18 anos, encontraram tanto  melhorias quanto deterioração nos QIs.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O estudo envolveu 19 meninos e 14 meninas. Todos passaram por uma combinação  de imagens cerebrais e testes de QI verbais e não verbais em 2004 e, em seguida,  em 2008. Os resultados mostraram que uma mudança no QI verbal foi encontrado em 39%  dos adolescentes, com 21% mostrando uma mudança na “performance QI” – um teste  de raciocínio espacial. Os resultados são considerados válidos, pois pela primeira vez, as variações  no QI foram correlacionadas com mudanças em duas áreas específicas do cérebro  dos adolescentes. Um aumento no QI verbal correspondeu com um crescimento na densidade da parte  da esquerda do córtex motor, uma região ativada durante a fala. E um aumento do QI não verbal foi relacionado com um aumento na densidade do  cerebelo anterior, uma área associada com os movimentos da mão. “Os resultados podem ser encorajadores para aqueles cujo potencial  intelectual pode melhorar, e um aviso para os empreendedores iniciais, que podem  não manter o seu potencial”, disse a pesquisadora Cathy Price. Segundo Price, nós temos uma tendência de avaliar crianças e determinar o  curso da sua educação relativamente cedo na vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O novo estudo mostra que  sua inteligência provavelmente ainda esteja em desenvolvimento em uma fase  inicial. “Temos que ter cuidado para não ‘prever’ performances mais pobres em uma  idade adiantada, quando na verdade o QI da criança ainda pode melhorar  significativamente em mais alguns anos”, argumenta Price. A pesquisa não buscou compreender as causas das mudanças. Uma explicação  possível é que os adolescentes amadurecem em idades relativamente diferentes –  com desenvolvedores mais rápidos e outros mais lentos -, enquanto os padrões  relativos de educação podem desempenhar um papel também. Pesquisas futuras podem se concentrar em quão adaptável o cérebro pode ser  depois da adolescência, e nas implicações para a abordagem das doenças mentais e  outras doenças neurológicas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-15369851"&gt;BBC&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-4671748075217143244?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/4671748075217143244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/4671748075217143244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2011/10/qi-nao-e-estatico-e-pode-melhorar-ou.html' title='QI não é estático, e pode melhorar ou piorar na adolescência'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-5446772807282739332</id><published>2011-10-21T09:25:00.005-02:00</published><updated>2011-10-21T09:39:06.833-02:00</updated><title type='text'>Timidez ou Fobia Social?</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div id="breadcrumbs"&gt; &lt;div style="text-align: center;margin-top: 15px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; " &gt;&lt;i&gt;12% dos adolescentes tímidos podem ter na verdade fobia social&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;margin-top: 15px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fobia social, um medo persistente de situações que possam envolver exame e  julgamento, é um diagnóstico um tanto quanto controverso em crianças e  adolescentes. Alguns pesquisadores argumentam que esse diagnóstico transforma  timidez normal em uma condição médica. Mas um novo estudo indica que uma pequena  parcela de adolescentes tímidos podem realmente ter fobia social e que ela não é  uma simples timidez. Uma pesquisa recente indica que os adolescentes com fobia social também são  mais propensos a desenvolverem depressão, ansiedade e outros transtornos  psicológicos. Essa constatação sugere que a fobia social é uma condição  séria. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pesquisadores questionaram 10.123 mil adolescentes norte-americanos e 6.483  pais sobre níveis de ansiedade, timidez e uso de medicamentos prescritos. Também  foi avaliado se os adolescentes apresentavam fobia social.  Os pais estavam mais propensos a julgar seus filhos como tímidos do que os  próprios adolescentes: enquanto 62,4% deles afirmaram que seus filhos são  tímidos, apenas 46,7% dos adolescentes descreveram a si mesmos dessa maneira.  Dos estudantes que se achavam tímidos, 12,4% foram diagnosticados com fobia  social. Entre os jovens descritos como tímidos pelos seus pais, 10,6% tinham a  fobia. Já entre os adolescentes não identificados como tímidos, apenas 5%  preencheram os critérios de fobia social. Em contraste com a alta frequência de timidez observada entre os adolescentes  dos EUA, a fobia social afeta uma minoria de jovens. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os adolescentes que se  enquadram nessa condição relatam mais lutas sociais e mais distúrbios  psicológicos do que os jovens que são simplesmente tímidos.  Isso mostra que a fobia social deve ser levada a sério. Embora muitos  adolescentes percebam o problema e seus prejuízos, a maioria não procura ajuda  profissional. A gravidade da doença mostra que a timidez, algumas vezes, deve  deixar os pais e jovens em alerta.Fonte: Live Science&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.livescience.com/16567-shy-teens-social-phobia.html?utm_source=feedburner&amp;amp;utm_medium=feed&amp;amp;utm_campaign=Feed%3A+Livesciencecom+%28LiveScience.com+Science+Headline+Feed%29&amp;amp;utm_content=Google+Reader"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-5446772807282739332?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/5446772807282739332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/5446772807282739332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2011/10/timidez-ou-fobia-social.html' title='Timidez ou Fobia Social?'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-3023664807322429887</id><published>2011-10-20T13:39:00.003-02:00</published><updated>2011-10-20T13:48:15.567-02:00</updated><title type='text'>É preciso aprender a lidar com o peso emocional</title><content type='html'>&lt;div class="posttitle"&gt; &lt;h2 style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px; font-weight: normal; " &gt;Por Dra. Gláucia&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px; font-weight: normal; " &gt;O ganho excessivo de peso é freqüentemente um sintoma de uma disfunção  emocional subjacente. A depressão, o aborrecimento, a solidão, a raiva crônica,  a ansiedade, a frustração, o estresse, os relacionamentos interpessoais  insatisfatórios e a baixa auto-estima podem resultar em comer excessivo e, em  sua conseqüência, ganho de peso não desejado.&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="entry"&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Muitos de nós aprendemos que o alimento pode trazer conforto quase imediato,  ao menos por um curto espaço de tempo – o que faz com que descontemos nos  alimentos aqueles sentimentos de estresse emocional. Comer transforma-se em um  vício e nós não aprendemos as habilidades que resolverão, de forma eficaz, nossa  aflição emocional. Identificando os “gatilhos” que nos levam a comer, podemos  tentar substituir, com técnicas apropriadas, as dificuldades em dizer “não” à  comida e evitar o ganho de peso fora do programado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Identificando as situações de “risco” – os “gatilhos” do  comer&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;As situações e as emoções mais comuns que nos levam a comer podem ser  classificadas em cinco categorias principais:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt; &lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Social – envolve o nosso comer quando estamos rodeados de outras pessoas.  Por exemplo, comer excessivo resultado do incentivo do outro para que você se  alimente, comendo para sentir-se aceito, comendo durante uma discussão ou  comendo porque nos sentimos inadequados em um grupo;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Emocional – é uma resposta ao aborrecimento, ao estresse, à fadiga, à  tensão, à depressão, à raiva, à ansiedade ou à solidão (como uma maneira de  “preencher o vazio”);&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Ambiental – ocorre porque a oportunidade está lá: em um restaurante, com o  incentivo de uma propaganda de um alimento em particular, passando por uma  padaria;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Pensamentos - ato de comer em conseqüência a imagem negativa de seu próprio  valor, ocorrendo em pessoas exageradamente críticas com seu jeito de ser ou a  falta de força de vontade e, a partir de tudo isso, inventando-se desculpas para  comer;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Fisiológico – quando se come em resposta à sugestões físicas: a fome  aumentada por pular as refeições, mantendo um tempo prolongado de jejum e  descontando tudo depois em uma única refeição, ou comer para curar dor-de-cabeça  ou outro tipo de dor.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Para identificar os gatilhos do comer excessivo, mantenha um diário alimentar  que mostre a você mesmo &lt;em&gt;o que, quanto e quando&lt;/em&gt; você come, bem como em  que situação isso acontece (você está estressado, tendo pensamentos ou emoções  que pode identificar quando está comendo?). Isso fará com que se identifique  rapidamente os padrões que levam ao comer excessivo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Quebrando a rotina&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Identificar os gatilhos é a primeira etapa. Entretanto, somente isso não é  suficiente para alterar os padrões errados do comer, já que, muito  provavelmente, você os carrega há muito tempo consigo. Agora é preciso mudar  hábitos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Desenvolver alternativas ao comer excessivo é a segunda etapa. Quando você  identificar que vai alimentar-se em resposta a uma situação de risco ou a um  “gatilho”, tente realizar atividades que tragam alguma boa lembrança a você:  assista a um filme que queria, leia um livro que lhe interesse, escute sua  música favorita, saia para caminhar, tome um longo e gostoso banho, faça um  exercício respirando profundamente, jogue cartas, dance, converse com um amigo,  realize tarefas de casa, faça jardinagem, lave o carro, passeio com o cachorro,  escreva uma carta, nade, cuide de você – ou faça outras atividades  prazerosas que farão com que o impulso reconhecido como “comer” passe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Como lidar com isso?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Às vezes simplesmente distrair-se e desenvolver hábitos alternativos ainda  não seja suficiente para controlar a aflição emocional que conduz ao comer  excessivo. Outras maneiras de lidar eficazmente com o estresse emocional podem  ser conseguidas com treinamento e podem envolver exercícios de relaxamento,  meditação, treinamento assertivo comportamental, exercícios físicos,  psicoterapia em grupo ou individual. Essas técnicas trabalham o controle da  aflição emocional e ajudam a resolver o problema original, que, na grande  maioria das vezes, não está no ato de comer, ensinando-nos maneiras mais  eficazes e saudáveis de lidar com a situação do comer em excesso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Recompense você mesmo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Assim que você aprender e incorporar as estratégias mais apropriadas e lidar  bem com o seu comer excessivo, recorde de se recompensar pelo trabalho bem  feito. Nós tendemos a repetir os comportamentos que foram reforçados, assim a  recompensa quando você alcança e gerencia bem seus objetivos nutricionais pode  existir de uma boa forma. Compra aquele livro que tanto queria, saia alguns  dias para aquelas férias já há muito programadas, presentei-se com uma massagem  que queria conhecer e aproveitar, mostre e saiba, no seu íntimo, que realizou um  bom trabalho e se dê a chance de aumentar as probabilidades que você manterá  seus novos hábitos saudáveis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Fonte:&lt;/b&gt; http://draglauciaduarte.wordpress.com/artigos/e-preciso-aprender-a-lidar-com-o-peso-emocional/&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-3023664807322429887?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/3023664807322429887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/3023664807322429887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2011/10/e-preciso-aprender-lidar-com-o-peso.html' title='É preciso aprender a lidar com o peso emocional'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-4747602794350283682</id><published>2009-10-18T21:20:00.004-02:00</published><updated>2009-10-18T21:24:46.600-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicopata'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bel Cesar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>Psicopatas `leves´ pesam muito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;por Bel Cesar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem não conhece um "leve" psicopata? Depois de ter lido o livro "Mentes Perigosas", da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, você vai ver que conhece, e muitos!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Eles são narcisistas, egocêntricos. Pensam muito e sentem pouco. Tomam decisões a partir de como podem ser beneficiados com prazer, auto-satisfação, poder, status e diversão.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Além de terem o prazer no "errado", isto é, de nadar contra a corrente, facilmente se ofendem e tornam-se violentos, pois não suportam contrariedades. São &lt;i&gt;sempre&lt;/i&gt; vítimas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Intolerantes ao tédio ou a situações rotineiras, os psicopatas buscam situações que possam mantê-los em um estado permanente de alta excitação. Por isso, evitam atividades que demandam grande concentração por longos períodos. Compromissos e obrigações nada significam para eles.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Naturalmente, pessoas assim não são confiáveis. Eles mentem, manipulam e chantageiam sem a menor dificuldade. Inteligentes, manipuladores, especializados no assédio psicológico, sabem convencer os outros. Eles conhecem as fraquezas alheias, apesar de não serem capazes de sentir o que os outros sentem.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Um dado importante: todo psicopata, de grau mais leve ou mais alto, tem consciência de seus atos, mas não sente a dor que causa nos outros, porque simplesmente seu cérebro não funciona assim. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Vamos compreender isso melhor. A grande maioria dos seres humanos é formada de empáticos: o sofrimento alheio provoca dor neles mesmos, o que os leva a tentar ajudar seus semelhantes. Ajudar o outro é uma forma de aliviar a dor que este lhes causa. Desta forma, nosso cérebro nos leva a ter comportamentos que garantem a harmonia social. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; De modo simples e didático, podemos resumir nosso cérebro em duas importantes áreas: o sistema límbico (a sede das emoções) e o lobo frontal (sede do raciocínio). &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Uma pessoa empática é capaz de ter ações compassivas e socialmente adequadas pois, como seu sistema límbico é ativado por emoções básicas, como raiva e medo, ele envia sinais para o lobo frontal onde são ativadas as áreas responsáveis pelos aspectos cognitivos - frios e racionais, assim como o julgamento moral.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Estudos comprovam que 4% da população mundial sofre de um déficit nos circuitos do sistema límbico, que deixa de transmitir, de forma correta, as informações para que o lobo frontal possa desencadear comportamentos adequados. Ou seja, chegam menos informações do sistema afetivo para o centro executivo do cérebro. Assim, o lobo frontal, sem dados emocionais, prepara um comportamento lógico e racional, mas desprovido de afeto. Por isso, eles têm consciência de seus atos, mas não sentem a dor que causam nos outros!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Desta forma, os psicopatas não sentem medo nem ansiedade: parecem imunes ao estresse. Permanecem calmos em situações que fariam muitas outras pessoas entrar em pânico. São indiferentes à ameaça de punição. Eles têm até dificuldade de reconhecer medo e tristeza nos rostos e nas vozes das pessoas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Uma vez que admitimos que uma pessoa é assim, biologicamente incapaz de se responsabilizar por suas ações, ficamos atônitos. Segundo a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, estas pessoas nascem assim e irão morrer assim. Então, desista de querer mudá-los!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Mas, como lidar com eles? Como sentir compaixão por estas pessoas capazes de ferir e destruir a vida de tantas outras pessoas? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Tenho pensado bastante sobre isso. Em primeiro lugar, creio que seja importante admitirmos que certas pessoas &lt;i&gt;são mesmo&lt;/i&gt; assim. Não precisamos rotulá-las de psicopatas, associando-as com pessoas criminosas e intencionalmente agressivas. Apenas reconhecer que certas pessoas &lt;i&gt;são mesmo um pouco&lt;/i&gt; assim.  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Um pouco é um dado relevante. Reconhecer este pouco já vai nos ajudar muito! Pois passaremos a investir nos relacionamentos com uma moeda de troca mais real e coerente.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Por exemplo, quando alguém nos mantém refém de suas promessas. Parece que o melhor está sempre por vir e que cabe a nós, tão somente a nós mesmos, saber conter nossa ansiedade, nos responsabilizarmos pelos danos da espera e "confiar neles". Como pessoas empáticas, não somos impulsivos. Mas, quando as promessas revelam-se mecanismos de controle para manter a situação vigente, devemos abrir os olhos!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Nestes casos, segue aqui um conselho: não confunda o que uma pessoa diz ter para oferecer, com ela mesma. Sua capacidade de realizar o que diz não é real!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Portanto, a primeira coisa a fazer é ajustar a intenção com que as promessas são reveladas, com a realidade concreta dos fatos. Uma vez recuperada a lucidez de nossa &lt;i&gt;real&lt;/i&gt; situação, temos que nos preparar para olhá-la sob uma nova perspectiva. Como diz o velho ditado: "mais vale um pássaro na mão do que dois voando".&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Pare e reflita. Você está sendo refém de alguma promessa manipuladora? Caso a resposta seja sim, calma. Mesmo consciente de sua limitação, será preciso ir aos poucos. Procure ajuda daqueles que souberam reconhecer e superar relacionamentos semelhantes. Uma vez livres de tal jogo sedutor, poderemos ter compaixão por eles. Mas, antes disto, é preciso nos curar. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Lembre-se, eles não mudam e não será você que irá provar o quanto é boa e capaz ao tentar mudá-los!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=09211"&gt;STUM&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-4747602794350283682?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/4747602794350283682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/4747602794350283682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/10/psicopatas.html' title='Psicopatas `leves´ pesam muito'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-2501403157803866036</id><published>2009-08-17T08:15:00.003-03:00</published><updated>2009-08-17T08:18:10.643-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Silvia Malamud'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medo'/><title type='text'>Sobre sair da bolha e o medo da morte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; :: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;&lt;a href="mailto:silvimak@gmail.com"&gt;Silvia Malamud&lt;/a&gt; ::&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;Desde o início dos tempos, a questão da morte e da finitude, muitas vezes acaba por alterar a tranqüilidade e o prazer de existir freqüentemente sendo substituídos por fluxos de pavor e mesmo de desorganização psíquica.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;Existe um medo inerente ao ser humano que é o medo em relação ao que alguns costumam chamar de "passagem".&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;As perguntas que ficam em relação ao tema, permeiam questões sobre o desconhecido, sobre a própria finitude, sobre a razão da vida, sobre o que é transcendente.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;Ao longo de nossas vidas, inúmeras são as vezes na qual vivenciamos ciclos emocionais repetitivos. Isso se deve ao fato de que "lá", quando ainda éramos crianças e com os recursos e conhecimentos que pode ter uma criança, entendemos que nos manifestarmos com determinados padrões de comportamentos na certa seria o seria o melhor para sobrevivermos a situações conflitantes.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;Ocorre que com o desenvolvimento que vem através da linha do tempo e com as novas oportunidades que a vida oferece, pode-se gradativamente entender que o que a nossa criança entendeu "naquele tempo" pode ser totalmente redimensionado, abrindo espaço para novos entendimentos sobre nós mesmos bem como sobre as nossas relações para com a vida. Infelizmente, porém, não é sempre que este tipo de transformação saudável acontece.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;Infinitas são as vezes onde pessoas caminham rumo a novas experiências, porém ainda fixadas em referências antigas que de nada servem para as dinâmicas da atualidade individual. Talvez por questões traumáticas, por medo excessivo ou pelo grau de fixação de prazer distorcido daquela resposta vinda da infância, é possível se perpetuar indefinidamente numa situação de realidade onde já não exista nenhuma validade para a consciência atual. Neste sentido, existe uma emergência silenciosa de se sair desta espécie de bolha. Porque se ao se perpetuar neste ciclo vicioso, deixa-se de viver aspectos fundamentais da vida. Toda a energia fica represada de modo circular gerando um tipo de hipnotismo que literalmente impede o mergulho numa realidade mais profunda do existir.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;Por vezes, num engano atroz e por medo do desconhecido que representa sair da "bolha" e de se atirar no mundo da realidade, pessoas e mais pessoas acabam por se perpetuar nas mesmas questões emocionais, vagueando como sonâmbulas, mudando os cenários vivenciais, mas não as questões emocionais envolvidas. Nada se recicla, portanto, é nesta situação que a vida não acontece.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;O medo de morrer, neste sentido, ocorre quando a pessoa sente que ficou em dívida com a vida, ao se lidar com o mundo da realidade, com as alegrias e com as frustrações inerentes a todo aquele que efetivamente está vivo. Quem deixa de vivenciar aspectos fundamentais de sua própria vida, pode ter um medo da morte cristalizado extremamente difícil de ser superado. É uma situação emocional e de alma bastante complexa para ser remodelada. Isso costuma ocorrer principalmente quando o indivíduo tem consciência de que está em dívida consigo mesmo, ou seja, sente que a própria vida não foi suficientemente vivida.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;É freqüente a pessoa saber que tem uma conta a pagar a si mesma e, quer seja pela falta de coragem ou pela falta de iniciativa, sente que não aconteceu a renovação do que já estaria morto.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;A grande questão é a de sair da bolha conhecida que se manteve permeada em meio a um montante de investimento de ilusões, sonhos de realização, idealizações e medos Nesta situação, para que efetivamente uma ruptura e, por conseqüência, uma transformação de vida ocorra, o ego deve estar suficientemente fortalecido para que possa comandar toda essa mudança paradigmática.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;Observem que a questão da morte, da finitude, é um assunto que sempre interessa. Desde um rompimento afetivo, a perda de um animal de estimação, a perda de pessoas próximas e mesmo no vislumbre da nossa própria morte. É lógico que o processo de desligamento é muitas vezes complicado. Existem inúmeras questões envolvidas. Aqui, falo da plenitude da vida para que possamos de algum modo alcançar a finitude que nos espera na condição de humanos que somos de maneira mais autoconsciente e lúcida.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;- Sabendo que as nossas existências estão válidas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;Agora voltando ao caso da suposta "bolha", imagine um ator que não queira abandonar um papel no qual esteja atuando e o personagem acaba assumindo o controle sobre o ator (consciência encarnada), para esse personagem seria a morte. Penso que romper a "bolha" faz parte do caminho da nossa iluminação. Esse tipo de passagem nem sempre é simples ou fácil a princípio... Depois que se toma consciência da dimensão do drama/bolha em que se está inserido é que efetivamente começa-se a sair dele. É quando nos tornamos incorruptíveis num caminho de volta, pelo fato da autoconsciência adquirida. Na seqüência, encaminha-se para perceber que essas mesmas dimensões/bolhas se tornarão apenas imagens, depois memórias distantes e, logo após, alcança-se o status de se ficar totalmente desidentificada com o antigo lugar. É neste momento que a vida começa por ficar totalmente dinamizada de outro modo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;Nesse palco terreno, todos somos protagonistas, elegemos os antagonistas com os quais lutaremos e, nessa luta épica individual, almejamos sair vitoriosos e por vezes a vitória é apenas abandonar um ciclo que se repete e que não leva a lugar nenhum.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;Penso que a vida deveria ser encarada mais esportivamente, onde aprendemos a dar valor tanto as derrotas quanto as vitórias.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;Esse tema sobre vidas não vividas também é muito oportuno, por que vejo isso o tempo todo em muitas pessoas, essa cobrança sobre sonhos e projetos não realizados é muito comum. Também vejo pessoas que para fugir dessa frustração dizem viver só o momento presente, abrem mão de projetos e sonhos para não ter que enfrentar possíveis derrotas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;A filosofia deveria ser: "Deixa a vida me levar, mas que eu tenha o leme em minhas mãos". Ou ainda, "viver todo mundo vive, mas existir é para poucos".&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;Agradecimentos: Este texto surgiu de um bate-papo de Silvia Malamud com Edson de Oliveira.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="99%"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt;  &lt;img src="http://somostodosum.ig.com.br/terapeutas/foto/silviamp.gif" align="left" /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;" &gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.somostodosum.com.br/silvia"&gt;Silvia Malamud&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; é colaboradora do Site desde 2000.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="99%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;" &gt;Psicóloga e atua em seu consultório em São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="99%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;" &gt;Tel. (11) 9938.3142 - deixar recado.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="99%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;" &gt;Autora do Livro: &lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=1593906&amp;amp;ST=SE&amp;amp;franq=123661"&gt;&lt;b&gt;Projeto Secreto Universos&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="99%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;" &gt;&lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/silvia"&gt;&lt;b&gt;Visite seu Site&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="99%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;" &gt;Email: &lt;a href="mailto:silvimak@gmail.com"&gt;silvimak@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-2501403157803866036?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/2501403157803866036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/2501403157803866036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/08/medo.html' title='Sobre sair da bolha e o medo da morte'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-4925278915097593320</id><published>2009-08-11T10:38:00.003-03:00</published><updated>2009-08-11T10:45:08.400-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Complexo de Inferioridade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rosemeire Zago'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>Complexo de inferioridade, o que é isso?</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;:: &lt;a href="mailto:r.zago@uol.com.br"&gt;Rosemeire Zago&lt;/a&gt; :: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma das queixas mais comuns das pessoas são os conflitos internos e nos relacionamentos causados pelo sentimento de inferioridade. Quantas pessoas não se sentem inferiores aos seus colegas de trabalho? Não buscam uma promoção por não se sentirem capazes? Não terminam um relacionamento destrutivo por acreditarem que não conseguirão ninguém que as trate bem? Estão sempre se comparando ao irmão, irmã, vizinho, tendo a certeza que o outro é muito mais? Outros deixam de trabalhar, sair, viver, tudo porque se sentem inferiores aos demais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A denominação complexo de inferioridade foi criada por Alfred Adler (1870-1937), médico psiquiatra, para designar sentimentos de insuficiência e até incapacidade de resolver os problemas, o que faz com que a pessoa se sinta um fracasso em todos, ou em alguns aspectos de sua vida. É o que hoje chamamos de baixa auto-estima, que é quando não se tem consciência de seu valor pessoal. A baixa auto-estima pode comprometer todos os relacionamentos, seja pessoal, profissional, afetivo, familiar, social.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Adler afirmava que todas as crianças são profundamente afetadas por um sentimento de inferioridade, que é uma conseqüência do tamanho da criança e de sua falta de poder perante os adultos. O que desperta em sua alma um desejo de crescer, de ficar tão forte quanto os outros, ou mais forte ainda. Ele sugere que existem três situações na infância que tendem a resultar no complexo de inferioridade:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Inferioridade orgânica:&lt;/strong&gt;Crianças que sofrem de doenças ou enfermidades com deficiências físicas tendem a se isolar, fugindo da interação com outras crianças por um sentimento de inferioridade ou incapacidade de competir com sucesso com outras crianças. Contudo, ele salienta que as crianças que são incentivadas a superar suas dificuldades tendem a compensar sua fraqueza física, além da média, e podem desenvolver suas habilidades de maneira surpreendente. Por exemplo, se dedicam a uma atividade física para compensar a deficiência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Crianças superprotegidas e mimadas:&lt;/strong&gt; Essas crianças podem desenvolver um sentimento de insegurança, por não sentirem confiança em suas próprias habilidades, uma vez que os outros sempre fizeram tudo por elas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Rejeição:&lt;/strong&gt; Uma criança não desejada e rejeitada não conhece o amor e a cooperação na família. Não sentem confiança em suas habilidades e não se sentem dignas de receber amor e afeto dos outros. Quando adultos, tendem a se tornar frios, duros, ou extremamente carentes e dependentes da aprovação e reconhecimento de outras pessoas. Quanto mais necessidade de ser aprovado e reconhecido pelo outro, mais se desenvolve a necessidade de agradar. Isso faz com que as pessoas deixem de ser elas mesmas, tornando-se o que os outros gostariam que fosse, ou o que pensa que gostariam, reforçando cada vez mais o sentimento de inferioridade, pois não satisfazem a si mesmas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não são apenas as situações citadas acima que podem fazer com que a pessoa se sinta inferior, podem existir muitas outras ocorridas durante a infância, mas essas explicam a origem do termo utilizado e podem resultar em isolamento, falta de interesse social e cooperação. Todos sabemos que não é nada fácil para uma criança com alguma doença ou deficiência física conviver socialmente, pois as crianças em geral são implacáveis em brincar com as dificuldades de seus colegas, gerando vergonha, medo e a necessidade de se isolarem com o intuito de evitar ser alvo de piadas. Diante dessa realidade, é muito importante que os pais apoiem seus sentimentos e não os menosprezem; fazendo-a perceber que há muitas outras qualidades e que seu potencial pode ser desenvolvido. Do contrário, crescerão com muita dificuldade em acreditar em si mesmas, pois irá depender de como cada um irá lidar com esses aspectos.A superproteção durante a infância pode realmente gerar muita insegurança quando adulto, pois estas pessoas quando crianças não foram incentivadas a acreditarem em si mesmas. Assim, crescem, ainda que inconscientemente, acreditando que faziam tudo por ela por não ter a capacidade de fazer por si mesma. O que não é verdade! Todos temos potencial, a diferença é acreditar neles ou não.A rejeição, assim como o abandono, também pode gerar o sentimento de inferioridade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Adler enfatizava ainda a importância da agressão, no sentido de lutar por sua capacidade de superar obstáculos e acreditar em si. Muitas vezes, a agressão pode manifestar-se como poder, superioridade e perfeccionismo, porém a busca pela superioridade como compensação pode tomar uma direção positiva ou negativa. Pode ser positiva e saudável quando motiva para realizações construtivas e na busca de crescimento. Será negativa e destrutiva quando existe uma luta pela superioridade pessoal, dominando os outros através do poder, podendo desenvolver a ambição (busca o crescimento material, deixando de lado pessoas e fatos significativos em sua vida) e inveja (desejando ter tudo o que o outro tem, mas não se sente capaz de conseguir por si próprio); tudo para compensar seu sentimento de inferioridade. A capacidade do outro sempre é percebida como maior que a própria capacidade, sentindo-se sempre inferior. Esse sentimento pode fazer com que a pessoa se acomode na situação. Ainda que isso lhe traga insatisfação e tristeza, nada faz para mudar, pois não se sente capaz ou com forças.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitas vezes nos deparamos com pessoas que demonstram ter uma total confiança em si mesma, mas, se observarmos melhor, perceberemos que na verdade são máscaras para compensar seu sentimento de inferioridade, não refletindo seu verdadeiro sentimento em relação a si próprio, ou seja, sua essência. Mas o que fazer quando somos adultos e sentimos medo, vergonha, ou seja, ainda sentimos essa inferioridade perante os outros? O mais indicado é:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Evitar as comparações. Ficar se comparando com quem quer que seja não o fará se sentir melhor, pois as pessoas são diferentes, possuem necessidades, desejos e históricos de vidas diferentes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Compreenda seu histórico de vida e a origem de seu sentimento de inferioridade. Por qual motivo se sente inferior? Não desista, compreenda suas dificuldades e procure enfrentar cada uma delas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Enfrente o medo. É importante lidar e enfrentar o medo que as pessoas ou situações provocam e compreender que a percepção de si mesmo está baseada na conseqüência de fatos que já passaram. Você não pode mudar seu passado, mas pode mudar seu presente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Reconheça seu valor. Perceba que seu valor enquanto pessoa não pode e nem deve ser baseado na maneira como foi, ou ainda é tratado, ainda que isso tenha durado toda sua vida. Não permita mais ser desrespeitado ou maltratado. Lembre-se ainda que seu valor deve ser baseado pelo que é e não pelos bens materiais que possui. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Identifique suas necessidades emocionais. O que você espera receber dos outros pode ser aquilo que não recebeu quando criança de seus pais. Não espere receber dos outros o que só você mesmo pode se dar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O que você deseja receber na relação afetiva? Muitas vezes os conflitos gerados no relacionamento têm origem em seu histórico de vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Observe e procure compreender cada um de seus sentimentos. Perceba quando sentir inveja, ciúmes, necessidade de poder ou superioridade. Esses sentimentos podem estar ocultando e compensando um sentimento de inferioridade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Aprenda com os erros e não fique se punindo por ter errado, nem se acomode nas situações. Saia de sua zona de conforto e mude o que deseja!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Valorize sempre suas conquistas! Pare de supervalorizar o que o outro tem ou faz e desvalorizar as próprias conquistas. Celebre sempre!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Faça psicoterapia. O autoconhecimento obtido através do processo da psicoterapia poderá fazer com que reconheça seus reais valores e liberte-se do complexo de inferioridade que acorrenta e aprisiona. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.somostodosum.com.br/rosemeirezago"&gt;Rosemeire Zago&lt;/a&gt; é psicóloga clínica, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática. Desenvolve o autoconhecimento através de técnicas de relaxamento, interpretação de sonhos, importância das coincidências significativas, mensagens e sinais na vida de cada um, promovendo também o reencontro com a criança interior.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conheça meu eBook sobre interpretação de sonhos: &lt;a href="http://www2.ciashop.com.br/lebooks/dept.asp?template_id=130&amp;amp;partner_id=459&amp;amp;dept%5Fid=400"&gt;Os Sonhos e Seus Significados&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/rosemeirezago"&gt;Visite seu Site&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Email: &lt;a href="mailto:r.zago@uol.com.br"&gt;r.zago@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-4925278915097593320?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/4925278915097593320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/4925278915097593320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/08/complexo.html' title='Complexo de inferioridade, o que é isso?'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-2631583557275816968</id><published>2009-08-04T12:08:00.004-03:00</published><updated>2009-08-04T12:23:43.945-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicologia Jurídica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicologia Forense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Justiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>Reflexões sobre psicologia jurídica e seu panorama no Brasil</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Fátima França*&lt;br /&gt;Curso de Psicologia Jurídica, Instituto Sedes Sapientae&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RESUMO&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;A Psicologia Jurídica é uma emergente área de especialidade da ciência psicológica, se comparada às áreas tradicionais de formação e atuação da Psicologia como a Escolar, a Organizacional e a Clínica. É próprio desta especialidade sua interface com o Direito, com o mundo jurídico, resultando encontros e desencontros epistemológicos e conceituais que permeiam a atuação do psicólogo jurídico. Os setores da Psicologia Jurídica são diversos. Há os mais tradicionais, como a atuação em Fóruns e Prisões, e há também atuações inovadoras como a Mediação e a Autópsia psíquica, uma avaliação retrospectiva mediante informações de terceiros. O presente trabalho focaliza a Psicologia Jurídica Brasileira. Objetiva apresentar e discutir a definição de Psicologia Jurídica e sua relação com o Direito, destacar seus setores de atuação de acordo com os trabalhos apresentados no III Congresso Ibero- Americano de Psicologia Jurídica realizado no Brasil em 1999 e abordar os desafios para a Psicologia Jurídica Brasileira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Palavras-chave:&lt;/strong&gt; Psicologia jurídica, Psicologia jurídica no Brasil, Psicologia e justiça, Psicologia forense, Psicólogo jurídico.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Introdução&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, a Psicologia Jurídica brasileira é uma das especialidades emergentes da Psicologia, cujos psicólogos atuam nesta área há muito tempo. No entanto, as publicações sobre o tema são diminutas, principalmente aquelas que abordam o perfil da Psicologia Jurídica brasileira. Nesse contexto, torna-se ambicioso o título deste artigo pela escassez de fontes bibliográfi cas. Para, minimamente, tecer um espectro da Psicologia Jurídica desenvolvida no Brasil, a fonte será os Anais do III Congresso Ibero-Americano de Psicologia Jurídica, evento realizado em 1999 em São Paulo1.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Feitas essas ressalvas referentes ao título, passo a descrever a estrutura deste artigo. Primeiramente abordarei os vários termos utilizados para nomear esta área de especialidade da Psicologia. Em seguida, tratarei da defi nição de Psicologia Jurídica apresentada por Popolo. Minhas inquietações sobre as definições constituem a próxima etapa do artigo, a qual será acompanhada da confl uência entre Direito e Psicologia, do espectro da especialidade no Brasil. Para finalizar, apresentarei questões sobre os desafi os da Psicologia Jurídica Brasileira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Revisão teórica&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Psicologia Jurídica é uma das denominações para nomear essa área da Psicologia que se relaciona com o sistema de justiça. Na Argentina, denomina-se Psicologia Forense, embora haja muitos profi ssionais argentinos fi liados à Associação Ibero-Americana de Psicologia Jurídica, o que permite inferir a adoção do termo Psicologia Jurídica. De acordo com publicação do Colegio Oficial de Psicólogos de España Oficial de Espanha2, o termo adotado naquele país é Psicologia Jurídica, no entanto, a Associação Européia de Psicologia e Ley atribui a designação de Psicologia e Ley.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, o termo Psicologia Jurídica é o mais adotado. Entretanto há profi ssionais que preferem a denominação Psicologia Forense. Prefiro o adjetivo “jurídica” por ser mais abrangente. Para o autor do Dicionário Prático de Língua Portuguesa, o termo forense é “relativo ao foro judicial. Relativo aos tribunais”3. De acordo com o mesmo dicionário, a palavra “jurídico” é concernente ao Direito, conforme às ciências do Direito e aos seus preceitos. Assim, a palavra “jurídica” torna-se mais abrangente por referir-se aos procedimentos ocorridos nos tribunais, bem como àqueles que são fruto da decisão judicial ou ainda àqueles que são de interesse do jurídico ou do Direito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Popolo (1996, p. 21) entende ser Psicologia Jurídica&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"El estudio desde la perspectiva psicológica de conductas complejas y significativas en forma actual o potencial para o jurídico, a los efectos de su descripción, análisis, comprensión, crítica y eventual actuación sobre ellas, en función de lo jurídico". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo o autor, a Psicologia Jurídica é uma área de especialidade da Psicologia e, por essa razão, o estudo desenvolvido nessa área deve possuir uma perspectiva psicológica que resultará num conhecimento específi co. No entanto, pode-se valer de todo o conhecimento produzido pela ciência psicológica. Para ele, o objeto de estudo da Psicologia Jurídica são os comportamentos complexos (conductas complejas) que ocorrem ou podem vir a ocorrer. Para Popolo (1996), esses comportamentos devem ser de interesse do jurídico. Este recorte delimita e qualifi ca a ação da Psicologia como Jurídica, pois estudar comportamentos é uma das tarefas da Psicologia. Por jurídico, o autor compreende as atividades realizadas por psicólogos nos tribunais e fora dele, as quais dariam aporte ao mundo do direito. Portanto, a especifi cidade da Psicologia Jurídica ocorre nesse campo de interseção com o jurídico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A complexidade dos comportamentos se dá pela multiplicidade de fatores que o determinam. Assim afirma:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Desde la misma perspectiva psicológica puede ser examinada a partir de distintos horizontes, como lo veremos en la pericia, al adoptar una pespectiva pericial multifatirial. Podemos analizar la conducta desde distintos fatores: a) desde el contexto mínimo donde el hecho a estudiar há tenido lugar, b) desde su contexto grupal, da familia de origem o familia atual, c) desde la conducta vista en un contexto más amplio como el de la comunidad donde la misma há tenido lugar, y a partir de determinados constructos individuales" (POPOLO, 1996, p. 22).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Popolo (1996) ressalta a importância de os profi ssionais, que são peritos, reconhecerem o limite de sua perícia, pois se trata de conhecimento produzido a partir de um recorte da realidade. Assim, deve-se reconhecer a limitação do conhecimento da conduta por meio da perícia. Neste contexto, torna-se necessário verifi car a confi abilidade e a validez dos instrumentos e do modelo teórico utilizados, a fim de verificar se os mesmos respondem ao objetivo do procedimento. Em virtude dessa limitação do conhecimento produzido, torna-se imperativa a compreensão interdisciplinar do fenômeno estudado para melhor abordá-lo em sua complexidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essas ponderações de Popolo (1996), a meu ver, são importantes para compreendermos que o conhecimento resultante da perícia não representa a compreensão do indivíduo como um todo. Por esse motivo, esse conhecimento refere-se a um recorte parcial da realidade (do indivíduo). No entanto, por vezes, esses conhecimentos produzidos pelas perícias são tratados como a verdade sobre o indivíduo. Por exemplo, o que a perícia produz sobre o comportamento do indivíduo criminoso estende-se a todo o indivíduo em sua integridade e essa marca determinará a sua existência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esse fenômeno é resultado da própria expectativa do jurídico, cujo caráter é positivo, e visa à compreensão do todo (indivíduo) por meio do estudo do particular (comportamento). Por outro lado, há teorias psicológicas positivas que buscam compreender o indivíduo pelo estudo do particular, isolando-o do contexto no qual está inserido. Nessa perspectiva, Direito e Psicologia possuem uma concepção de homem positivista. Todavia, considero que a Psicologia Jurídica deva adotar outra concepção de homem. Ressalto um grande desafi o para os psicólogos jurídicos peritos: serem produtores de conhecimento levando em consideração os aspectos sócio-históricos, de personalidade e biológicos que constituem o indivíduo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As avaliações psicológicas, como as perícias, são importantes, contudo há a necessidade de repensá-las. Justifica-se tal postura porque realizar perícia é uma das possibilidades de atuação do psicólogo jurídico, mas não a única. O psicólogo jurídico pode atuar fazendo orientações e acompanhamentos, contribuir para políticas preventivas, estudar os efeitos do jurídico sobre a subjetividade do indivíduo, entre outras atividades e enfoques de atuação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Até aqui abordamos a definição de Psicologia Jurídica defendida por Popolo (1996), no entanto há outras defi nições, como a do Colegio Oficial de Psicólogos de España: “La psicología Jurídica es un área de trabajo e investigación psicológica especializada cuyo objeto es el estudio del comportamento de los actores jurídicos en el ámbito del Derecho, la Ley e la Justicia” (1998, p. 109).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Apenas destaco que ambas as definições estabelecem como objeto de estudo da Psicologia Jurídica o comportamento humano no âmbito do mundo jurídico. Isso me traz inquietações. A Psicologia Jurídica estuda apenas comportamento? Será que ela deve apenas dedicar-se ao estudo do comportamento? Tomo a liberdade neste artigo de fazer considerações para tentar responder essas indagações. Trata-se de um exercício de pensamento no qual busco interlocutores, no caso, os leitores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para responder tais perguntas, acredito ser necessário fazer algumas considerações sobre a Psicologia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bock, Furtado e Teixeira (1999, p. 21) afi rmam que a Psicologia, por ser uma ciência nova, “não teve tempo ainda de apresentar teorias acabadas e defi nitivas, que permitam determinar com maior precisão seu objeto de estudo”. Disso resulta a diversidade de objetos da Psicologia: o comportamento, o inconsciente, a personalidade, a identidade, entre outros. Os autores ainda destacam as diferentes concepções de homem adotadas pelas teorias psicológicas outro contributo para o surgimento da diversidade de objeto da Psicologia. Neste contexto, uma questão se impõe: como determinar um objeto de estudo que agregue toda a diversidade da abordagem psicológica para que a psicologia possa assumir-se como ciência independente?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A definição encontrada para unificar os diversos objetos de estudo da Psicologia baseou-se na subjetividade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"A subjetividade é a síntese singular e individual que cada um de nós vai construindo conforme vamos nos desenvolvendo e vivenciando as experiências da vida social e cultural; é uma síntese que nos identifi ca, de um lado, por ser única, e nos iguala, de outro lado, na medida em que os elementos que a constituem são experienciados no campo comum da objetividade social. Esta síntese – a subjetividade – é o mundo de idéias, signifi cados e emoções construído internamente pelo sujeito a partir de suas relações sociais, de suas vivências e de sua constituição biológica; é, também, fonte de suas manifestações afetivas e comportamentais" (BOCK; FURTADO e TEIXEIRA, 1999, p. 23).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Retomando a Psicologia Jurídica, acredito que ela deve ir além do estudo de uma das manifestações da subjetividade, ou seja, o estudo do comportamento. Devem ser seu objeto de estudo as conseqüências das ações jurídicas sobre o indivíduo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo Foucault (1974), tanto as práticas jurídicas quanto as judiciárias são as mais importantes na determinação de subjetividades, pois por meio delas é possível estabelecer formas de relações entre os indivíduos. Tais práticas, submissas ao Estado, passam a interferir e a determinar as relações humanas e, conseqüentemente, determinam a subjetividade dos indivíduos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sob essa perspectiva, a Psicologia Jurídica enfocaria também as determinações das práticas jurídicas sobre a subjetividade, não mais enfocaria apenas o comportamento do indivíduo para explicá-lo de acordo com a necessidade jurídica. A meu ver, esta é uma forma de ir além da expectativa que o jurídico possui em relação à Psicologia Jurídica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como exemplo, cito minha experiência como psicóloga de um programa de assistência aos egressos do Sistema Penitenciário. Diariamente testemunhava as conseqüências de seu encarceramento. Não se tratava apenas dos comportamentos adquiridos na prisão, mas de uma nova forma de pensar e sentir. Eram marcas impregnadas na subjetividade dos egressos que determinavam a forma de suas existências. Este é apenas um exemplo dos muitos que vivenciei, os quais me inquietavam como psicóloga jurídica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Subjacente a todas as considerações feitas neste artigo está a característica da confluência ou modelo de relação entre Psicologia Jurídica e Direito (mundo jurídico). Para Popolo (1996), umas das características segue o modelo de subordinação. Assim, a Psicologia Jurídica procura tão-somente atender a demanda jurídica como uma psicologia aplicada cujo objetivo é contribuir para o melhor exercício do Direito. Esse tipo de relação de subordinação ocorre entre psicologia e psiquiatria forense, na qual o saber psicológico está a serviço da psiquiatria como assessor. O psicólogo torna-se auxiliar do médico e contribui na elaboração do diagnóstico clínico, que é de responsabilidade do médico, e não do psicólogo (POPOLO, 1996, p. 15).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ainda ressalta o autor que para a Psicologia Jurídica não há nenhum problema em responder as perguntas e as demandas do jurídico. Entretanto, o que não pode ocorrer é a sua estagnação neste tipo de relação. Como já foi mencionado, a Psicologia Jurídica deve transcender as solicitações do mundo jurídico. Deve repensar se é possível responder, sob o ponto de vista psicológico, a todas as perguntas que lhe são lançadas. Nesses termos, a questão a ser considerada diz respeito à correspondência entre prática submetida e conhecimento submetido. Um se traduz no outro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A outra forma de relação entre Psicologia Jurídica e Direito, de acordo com Popolo (1996), é a complementaridade. A Psicologia Jurídica como ciência autônoma, produz conhecimento que se relaciona com o conhecimento produzido pelo Direito, incorrendo numa interseção. Portanto há um diálogo, uma interação, bem como haverá diálogo com outros saberes como da Sociologia, Criminologia, entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Psicologia Jurídica está subdividida da seguinte forma:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Psicologia Jurídica e o Menor. No Brasil, por causa do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, a criança passa a ser considerada sujeito de direitos. Muda-se o enfoque da criança estigmatizada por toda a significação representada pelo termo “menor”. Este termo “menor” forjou-se no período da Ditadura para se referir à criança em situação de abandono, risco, abuso, enfim, à criança vista como carente. Denominá-la como menor era uma forma de segregá-la e negar-lhe a condição de sujeito de direitos. Em virtude disso, no Brasil, denominamos assim este setor da Psicologia Jurídica e as questões da Infância e Juventude.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Psicologia Jurídica e o Direito de Família: separação, disputa de guarda, regulamentação de visitas, destituição do pátrio poder. Neste setor, o psicólogo atua, designado pelo juiz, como perito oficial. Entretanto, pode surgir a figura do assistente técnico, psicólogo perito contratado por uma das partes, cuja principal função é acompanhar o trabalho do perito oficial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Psicologia Jurídica e Direito Cível: casos de interdição, indenizações, entre outras ocorrências cíveis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Psicologia Jurídica do Trabalho: acidentes de trabalho, indenizações.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Psicologia Jurídica e o Direito Penal (fase processual): exames de corpo de delito, de esperma, de insanidade mental, entre outros procedimentos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Psicologia Judicial ou do Testemunho, Jurado: é o estudo dos testemunhos nos processos criminais, de acidentes ou acontecimentos cotidianos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Psicologia Penitenciária (fase de execução): execução das penas restritivas de liberdade e restritivas de direito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Psicologia Policial e das Forças Armadas: o psicólogo jurídico atua na seleção e formação geral ou específica de pessoal das polícias civil, militar e do exército.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Vitimologia: busca-se a atenção à vítima. Existem no Brasil programas de atendimentos a vítimas de violência doméstica. Busca-se o estudo, a intervenção no processo de vitimização, a criação de medidas preventivas e a “atenção integral centrada nos âmbitos psico-socio-jurídicos” (Colegio de Psicólogos de España, 1998, p. 117).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Mediação: trata-se de uma forma inovadora de fazer justiça. As partes são as responsáveis pela solução do confl ito com ajuda de um terceiro imparcial que atuará como mediador. De acordo com Colegio Ofi cial de Psicólogos de España “la base de esta nueva técnica está en una manera de entender las relaciones individuo-sociedad distinta, sustentada por la autodeterminación y la responsabilidad que conducen a un comportamiento cooprativo e pacífico” (1998, p. 117). A mediação pode ser utilizada tanto no âmbito Cível como no Criminal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Formação e atendimento aos juízes e promotores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Feitas essas considerações, discorremos sobre o panorama da Psicologia Jurídica no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhos de autores brasileiros apresentados no III Congresso Ibero-Americano de Psicologia Jurídica enquadram-se nos seguintes setores de atuação:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I – Setores mais tradicionais da Psicologia Jurídica. A cada setor, seguem os temas dos trabalhos apresentados.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Psicologia Criminal5: fenômeno delinqüencial, relações entre Direito e Psicologia Jurídica, intervenção em Juizados Especiais Criminais, perícia, insanidade mental e crime, estudo sobre o crime.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Psicologia Penitenciária ou Carcerária: estudos sobre reeducandos, intervenção junto ao recluso, prevenção de DST/AIDS em população carcerária, atuação do psicólogo, trabalho com agentes de segurança, stress em agentes de segurança penitenciária, trabalho com egressos, penas alternativas (penas de prestação de serviço à comunidade).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Psicologia Jurídica e as questões da infância e juventude: avaliação psicológica na Vara da Infância e Juventude, violência contra criança e adolescente, atuação do psicólogo, proteção do fi lho nos cuidados com a mãe, infância, adolescência e conselho tutelar, supervisão dos casos atendidos na Vara, adoção, crianças e adolescentes desaparecidos, intervenção junto a crianças abrigadas, trabalho com pais, adolescentes com prática infratora, infração e medidas sócio-educativas, prevenção e atendimento terapêutico, atuação na Vara Especial e estudos sobre adolescentes com prática infratora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Psicologia Jurídica: investigação, formação e ética: formação do psicólogo jurídico, supervisão, estágio, questões sociais e legais, relação entre direito e Psicologia Jurídica, pesquisa em Psicologia Jurídica, Psicologia Jurídica e Ética.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Psicologia Jurídica e Direito de Família: separação, atuação do psicólogo na Vara de Família, relação entre Psicologia Jurídica e Direito, paternidade, legislação, acompanhamento de visitas, perícia, disputa de guarda, atuação do assistente técnico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Psicologia do Testemunho: falsas memórias em depoimentos de testemunhas, avanços e aplicações em falsas memórias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Psicologia Jurídica e Direito Civil: acidentes de trabalho, psicologia e judiciário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Psicologia Policial/Militar: treinamento e formação básica em Psicologia Policial, avaliação pericial em instituição militar, implantação do curso de direitos humanos para policiais civis e militares.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II – Setores mais recentes da Psicologia Jurídica e seus temas:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Avaliação retrospectiva mediante informações de terceiros (autópsia psicológica).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Mediação: no âmbito do direito de família e no direito penal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Psicologia Jurídica e Ministério Público: o trabalho do psicólogo, assassinatos de adolescentes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Psicologia Jurídica e Direitos Humanos: psicologia e direitos humanos na área jurídica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Dano psíquico: dano psicológico em perícias acidentárias, perícias no âmbito cível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Psicologia Jurídica e Magistrados: modelos mentais, variação de penalidade, tomada de decisão dos juízes, seleção de magistrados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Proteção a testemunhas: o trabalho multidisciplinar num programa de Apoio e Proteção a Testemunhas, Vítimas da Violência e seus Familiares.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Vitimologia: violência doméstica contra a mulher, atendimento a famílias vitimizadas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Considerações finais&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Este levantamento possibilita constatarmos que a Psicologia Jurídica brasileira atinge quase a totalidade de seus setores. Porém, ainda temos uma concentração de psicólogos jurídicos atuantes nos setores mais tradicionais, como na psicologia penitenciária, na Psicologia Jurídica e as questões da infância e juventude, na Psicologia Jurídica e as questões da família. Por outro lado, permite verifi car outras áreas tradicionais pouco desenvolvidas no Brasil, como a psicologia do testemunho, a psicologia policial/militar e a Psicologia Jurídica e o direito cível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os setores denominados como não tradicionais ou mais recentes, como a proteção de testemunhas, a Psicologia Jurídica e os magistrados, a Psicologia Jurídica e os direitos humanos, a autópsia psíquica, entre outros, também necessitam de maior desenvolvimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essas reflexões, embora sejam fundamentadas num levantamento dos trabalhos brasileiros apresentados no III Congresso Ibero-Americano de Psicologia Jurídica e não em pesquisa, nos permitem vislumbrar o quanto a Psicologia Jurídica Brasileira pode e necessita crescer, não só na quantidade de profi ssionais atuantes, na qualidade do trabalho desenvolvido por eles, mas também na intensifi cação da produção e publicação do conhecimento. O registro da prática e os trabalhos teóricos fomentam e enriquecem o caráter científi co da Psicologia Jurídica, o que, em tese, possibilitaria maior efi ciência da prática.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este é um dos desafios da Psicologia Jurídica brasileira. Contudo, existem outros em níveis metodológicos, epistemológicos e de compromisso social. Não podemos ignorar problemas sociais da magnitude dos nossos, os quais muitos permeiam ou são permeados pelo jurídico. Um exemplo signifi cativo e pouco estudado pela Psicologia Jurídica, presente no cotidiano do mundo jurídico, é a questão racial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Referências&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICOLOGIA JURÍDICA e UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE. Anais do III Congresso Ibero-Americano de Psicologia Jurídica, São Paulo: 2000. 391p.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;BOCK, A. M. B., FURTADO, O., TEIXEIRA, M. L. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. São Paulo: Saraiva, 1999. 368p.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;COLEGIO OFICIAL DE PSICÓLOGOS DE ESPAÑA. Perfiles profissionales del psicólogo. Madrid, 1998. 172p.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;FOUCAULT, Michel. A verdade e as formas jurídicas. Rio de Janeiro: Nau, 1974. 158p.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;POPOLO, Juan H. del. Psicologia judicial. Mendonza: Ediciones Juridicas Cuyo, 1996. 475p.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Psicóloga Jurídica; Presidente da Associação Brasileira de Psicologia Jurídica; Coordenadora do Curso de Psicologia Jurídica do Instituto Sedes Sapientiae. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1 O Congresso foi realizado pela Associação Brasileira de Psicologia Jurídica e pela Universidade Mackenzie. Este foi o primeiro Congresso de Psicologia Jurídica realizado em nosso país, no qual foram apresentados inúmeros trabalhos realizados por psicólogos jurídicos de todo o país. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2 Órgão semelhante ao Conselho Federal de Psicologia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;3 Dicionário Prático da Língua Portuguesa, Melhoramentos, 1985. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;4 Esta subdivisão dos setores da Psicologia Jurídica fundamentou-se na classificação pertinente à publicação do Colegio Oficial de Psicólogos de España. Fiz adequações, pois os termos utilizados por eles referiam-se a uma Psicologia Jurídica aplicada. Assim, por exemplo, em vez de mencionar Psicologia Jurídica aplicada ao Direito de Família, suprimi o termo “aplicada” por ela não representar uma ciência autônoma, conforme foi discutido ao longo deste artigo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;5 Enrico Ferri (1925, apud POPOLO, 1996) defi ne que a Psicologia Criminal estuda o delinqüente como autor de delito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.psicologiavirtual.com.br/psicologia/principal/conteudo.asp?id=4463"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Psicologia Virtual&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-2631583557275816968?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/2631583557275816968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/2631583557275816968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/08/psicologia-juridica.html' title='Reflexões sobre psicologia jurídica e seu panorama no Brasil'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-8727739659157146855</id><published>2009-07-22T21:06:00.002-03:00</published><updated>2009-07-22T21:08:38.062-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terapia Corporal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>O Toque como via de acesso</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por &lt;a href="mailto:contato@nunap.com.br"&gt;Márcia Bruno  &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; Pensemos um pouco sobre a expressão “com tato”...&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; Falar, agir com tato significa ser cuidadoso, delicado, respeitoso. Mas é também agir e falar através do sentido do tato, do contato entre peles, entre corpos. Talvez por isso a expressão tenha se impregnado desse significado de delicadeza e cuidado. Falar com o tato é comunicar-se através da linguagem corporal mais arcaica e profunda, primordial.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Dentro da barriga da mãe o tato é o primeiro sentido que se desenvolve. Vamos crescendo dentro de nossa mãe imersos em sensações táteis, até chegar um ponto em que as costas e o útero parecem fundidos, como um abraço contínuo, que nos estimula e acolhe. Essa comunicação afetiva é estabelecida na origem através da linguagem corporal. A função psíquica, então, se apóia e se desenvolve a partir da vivência corporal. Esta vivência, no quadro de uma relação segura, dá acesso a um sentimento de base que garante ao sujeito a integridade do seu envelope corporal.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;As mãos são as partes do nosso corpo que mais se ligam ao significado amplo do tocar. São elas que freqüentemente realizam a experiência do contato. E é através delas que emitimos mais energia do nosso ser, podendo, assim ampliar nossas possibilidades de encontro com o outro.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Dentro desta perspectiva, o toque é um elemento muito potente, pois faz referência a uma das primeiras memórias somáticas do ser humano. Ao tocar o corpo de uma pessoa, tocamos na história de vida desse sujeito, pois nosso corpo imprime todos os registros emocionais.O trabalho terapêutico pela via do toque torna-se muito potente, na tentativa de restabelecer essa comunicação tátil primária. Enquanto terapeuta corporal, tenho possibilidade de acompanhar o indivíduo, utilizando massagens e percursos apropriados com intenções precisas, em seu processo de desenvolvimento pessoal. Meu lugar, nesta relação é de uma “parteira”, possibilitando o reconhecimento da profunda existência da pessoa, viabilizando a expressão de sentimentos, sensações e /ou imagens e promovendo a diluição da tensão nervosa. Ou seja, a capacidade de dissolução e regulação de “resíduos” emocionais, a partir da descarga metabólica.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;           &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; O registro é o da sensação, tornando-se possível o relaxamento do controle mental para a conexão com o universo sensorial. Nesse espaço é viável conectar um outro ritmo, uma outra respiração, e resgatar a confiança no seu ser orgânico, no seu ser corporal.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.nunap.com.br/artigos/psicoterapia_corporal.html"&gt;NUNAP&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-8727739659157146855?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/8727739659157146855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/8727739659157146855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/07/o-toque-como-via-de-acesso.html' title='O Toque como via de acesso'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-3295777570456964770</id><published>2009-07-17T07:47:00.002-03:00</published><updated>2009-07-17T07:52:36.518-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esquizofrenia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>Raízes da Esquizofrenia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Três pesquisas apresentam diversas novidades a respeito da variação genética e do risco de desenvolver o conjunto de psicoses que tem sintomas como delírios persecutórios e alucinações, especialmente auditivas, e que atinge cerca de 1% da população&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agência FAPESP&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esquizofrenia e transtorno bipolar têm raízes genéticas semelhantes. A afirmação está em um estudo publicado na edição desta quinta-feira (2/7) da revista Nature, que traz outros dois artigos com resultados de pesquisas diferentes sobre a esquizofrenia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três pesquisas apresentam diversas novidades a respeito da variação genética e do risco de desenvolver o conjunto de psicoses que tem sintomas como delírios persecutórios e alucinações, especialmente auditivas, e que atinge cerca de 1% da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reunidos, os estudos, que cobriram análises de mais de 10 mil casos de esquizofrenia, descobriram uma extensa gama de variações genéticas que respondem por pelo menos um terço do risco de desenvolvimento da doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pesquisadores do Consórcio Internacional de Esquizofrenia - fundado em 2006 e que reúne cientistas de 11 instituições na Europa e nos Estados Unidos - mostraram que variantes genéticas comuns estão por trás do risco de desenvolvimento da doença, na primeira evidência molecular de tal relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo também apresenta evidência molecular de um componente poligênico para o risco da doença que envolve milhares de alelos comuns. Esses alelos, cada um com um pequeno efeito, também contribuem para o risco de desenvolvimento de transtorno bipolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os resultados recomendam um novo olhar em nossas categorias de diagnóstico. Se alguns dos mesmos riscos genéticos envolvem tanto a esquizofrenia como o transtorno bipolar, talvez esses distúrbios tenham origem em alguma vulnerabilidade comum no desenvolvimento cerebral", disse Thomas Insel, diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental (NIHM, na sigla em inglês), um dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três estudos apontam para uma mesma área, no cromossomo 6, conhecida por abrigar genes envolvidos em imunidade e por controlar como e quando os genes são ligados ou desligados. Essa identificação de um local pode ajudar a explicar como fatores ambientais afetam o risco de desenvolvimento da esquizofrenia. Há, por exemplo, evidências de que grávidas com gripe têm maior risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nosso estudo empregou uma nova maneira de detectar as assinaturas moleculares das variações genéticas que apresentam pequenos efeitos no risco potencial de desenvolvimento da esquizofrenia. Individualmente, esses efeitos não são estatisticamente significativos, mas, juntos, eles têm um papel importante, somando pelo menos um terço do risco", disse Shaun Purcell, da Universidade Harvard, autor de um dos estudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos estudos também encontrou uma associação entre esquizofrenia e uma variante genética no cromossomo 1 que está ligada à esclerose múltipla. Outra pesquisa identificou evidências de associação com variantes nos cromossomos 11 e 18 que podem ajudar a explicar os déficits de memória e de raciocínio em casos de esquizofrenia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os artigos Common variants conferring risk of schizophrenia, Common variants on chromosome 6p22.1 are associated with schizophrenia e Common polygenic variation contributes to risk of schizophrenia that overlaps with bipolar disorder podem ser lidos por assinantes da Nature em &lt;a href="http://www.nature.com/" target="_blank"&gt;www.nature.com&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://psiquecienciaevida.uol.com.br/ESPS/Edicoes/0/raizes-da-esquizofrenia-143296-1.asp"&gt;Psique&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-3295777570456964770?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/3295777570456964770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/3295777570456964770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/07/raizes-da-esquizofrenia.html' title='Raízes da Esquizofrenia'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-4408184829251876056</id><published>2009-07-05T16:57:00.002-03:00</published><updated>2009-07-05T17:00:10.664-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sacrifício'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feridas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agressão'/><title type='text'>As agressões que ignoramos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; :: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt;&lt;b&gt;&lt;a href="mailto:r.zago@uol.com.br"&gt;Rosemeire Zago&lt;/a&gt; ::&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt;Muitas vezes, somos vítimas de agressões que nem sempre nos damos conta e que com muita freqüência acontecem entre pais e filhos, famílias, casais, pessoas que se amam, enfim, nas relações cotidianas. Muitas delas nos causam culpa, doenças, conflitos. Parece ser difícil perceber essas agressões e, principalmente, os ferimentos que causam, pois em geral só é enfatizada a violência física e explícita. &lt;b&gt;As agressões silenciosas nem sempre deixam marcas externas, físicas e visíveis, mas conseguem deixar marcas eternas.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Muita violência velada é transmitida pelas famílias nas entrelinhas da comunicação diária, mediante conselhos, avisos e cuidados que nos impedem de entrar em contato conosco e com nossas necessidades. Quantas famílias, ainda nos dias de hoje, ensinam que sentir e expressar sentimentos é sinal de fraqueza? Quantas vezes não fomos ou somos comparados com o irmão que é mais inteligente e que tira as melhores notas? Ou ainda, as críticas sob o legado, que são construtivas e para "nosso bem"? Que "bem" é esse que nos lembra a todo o momento que tudo que fazemos é errado? Por que é tão difícil elogiar o outro, valorizando o que faz de bom? Talvez por que irá percebê-lo como melhor? É mais fácil e tão somente, criticar?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Quantas pessoas não percebem que continuamente agridem do mesmo modo que foram agredidas? E quantas outras não permitem ser agredidas mesmo adultas? Quantas pessoas por medo permanecem acorrentadas, sem motivação interior para mudar, preferindo o comodismo, conformismo, aceitação, ainda que isso traga muito mais sofrimento que a mudança em si? Por que as pessoas esquecem que ao nascer todos trazemos dentro de nós a potencialidade para ser feliz e viver em paz? O controle e as manipulações estão presentes para dominar as emoções do outro e, inconscientemente, limitar seu crescimento.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Será que as pessoas são conscientes do quanto foram ou são vítimas da agressividade silenciosa ou o quanto reproduzem essa mesma agressividade sem se darem conta? Digo vítimas, pois constantemente são feitas com crianças. Será que o agressivo percebe quanto destrói a si mesmo e todos que estão à sua volta? Muitas vezes são pessoas tão destruídas por dentro que nem se dão conta da própria dor ou agressividade, ignorando esses comportamentos por considerá-los "normais".&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; As agressões silenciosas são sutis e nem sempre são fáceis de serem percebidas, e por isso, perigosas. Muitas vezes são simples gestos, olhares, que reprovam, censuram, julgam. Em muitos casos, podem gerar doenças e quase sempre aquele que adoece num grupo familiar, inconscientemente, revela a doença latente do próprio grupo, sendo freqüentemente aquele que procura ajuda, não por ser o mais doente, como muitos acreditam, mas sim o mais sensível. O perigo é reforçado pelo aspecto repetitivo das atitudes agressivas, fazendo com que os envolvidos se acostumem com tais atitudes, podendo ser consideradas normais tanto por quem faz como por quem as recebe. Muitas pessoas mantêm relacionamentos afetivos mesmo quando não há respeito, carinho, afeto, com total desinteresse pelo que faz e, principalmente, pelo que sente; da mesma maneira que foram tratadas durante suas vidas e acabaram se acostumando a essa realidade. Não conseguindo identificar a origem, os padrões se repetem, pois nem sempre há a consciência da agressão recebida. O que pode levar ao outro extremo, sentir-se agredido mesmo que não tenha sido, interpretando erroneamente alguns fatos e agindo também de modo agressivo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Um exemplo muito simples é quando se referem a alguém como "coitado", isso pode gerar um sentimento de alguém como incapaz de se defender. Ou ainda, quando ouvimos: "fiz por você", ou "não me separei por você". A princípio pode parecer uma frase de alguém preocupado com nosso bem-estar, uma aparente valorização, mas na verdade, revela uma provocação para que se sinta culpado, como se fosse: "veja como me sacrifico por você". Ou quando foi fazer um desabafo e foi julgado em seus sentimentos, como se sentiu? Uma pessoa constantemente desvalorizada em tudo que faz, pensa ou sente, tratada com indiferença, desprezo, dificilmente acreditará em si mesma. E isso não é uma agressão silenciosa? Há muitos outros exemplos, basta lembrarmos com atenção frases que ouvimos, gestos que observamos, perguntas ou comentários que nos constrangem ou nos induzem a não reagir ou nos defendermos. Tudo aquilo que nos fere, nos agride, ainda que não seja pela violência explícita, com tapas e berros, pode ser considerada uma agressão silenciosa.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Passe um filme mentalmente sobre sua vida e perceba quantas agressões silenciosas não gritam ainda hoje, talvez depois de anos, dentro de você. Perceba quantas vezes se sentiu agredido e por não reconhecer esse fato, ainda se permite ser. O conhecimento dessas agressões pode ser muito doloroso, mas não será mais doloroso e destrutivo manter esses padrões? Só identificando seu sofrimento poderá buscar soluções e mudar aquilo que acredita ser necessário mudar. A dor será muito menor do que continuar ignorando as agressões que viveu, ou ainda, se permite viver.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="99%"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt;  &lt;img src="http://somostodosum.ig.com.br/terapeutas/foto/rosezp.jpg" align="left" /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;" &gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.somostodosum.com.br/rosemeirezago"&gt;Rosemeire Zago&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; é psicóloga clínica, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática. Desenvolve o autoconhecimento através de técnicas de relaxamento, interpretação de sonhos, importância das coincidências significativas, mensagens e sinais na vida de cada um, promovendo também o reencontro com a criança interior.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="99%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;" &gt; Conheça meu eBook sobre interpretação de sonhos: &lt;a href="http://www2.ciashop.com.br/lebooks/dept.asp?template_id=130&amp;amp;partner_id=459&amp;amp;dept%5Fid=400"&gt;Os Sonhos e Seus Significados&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="99%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;" &gt;&lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/rosemeirezago"&gt;&lt;b&gt;Visite seu Site&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="99%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;" &gt;Email: &lt;a href="mailto:r.zago@uol.com.br"&gt;r.zago@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=08858"&gt;STUM&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-4408184829251876056?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/4408184829251876056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/4408184829251876056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/07/as-agressoes-que-ignoramos.html' title='As agressões que ignoramos'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-4144352387652796705</id><published>2009-07-02T09:11:00.001-03:00</published><updated>2009-07-02T09:14:18.809-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Plasticidade Cerebral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Epilepsia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saúde'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>Mecânica da epilepsia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) identificou, em uma série de estudos com ratos e camundongos, dois receptores de cininas responsáveis pela excitabilidade neuronal&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agência FAPESP&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao estudar as alterações na expressão gênica de marcadores moleculares ligados ao processo inflamatório na epilepsia do lobo temporal, um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) identificou, em uma série de estudos com ratos e camundongos, dois receptores de cininas responsáveis pela excitabilidade neuronal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cininas são polipeptídeos gerados no sangue e em tecidos durante o processo inflamatório da doença. Os pesquisadores estudaram as alterações moleculares ligadas à geração de crises epilépticas visando à obtenção de novas abordagens terapêuticas para o controle da excitabilidade neuronal na epilepsia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estudo, que teve apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa - Projeto Temático, foi verificada uma ação excitatória para os receptores B1 e uma ação neuroprotetora para os receptores B2 de cininas. As cininas têm papel fundamental no processo inflamatório da epilepsia e os cientistas observaram um aumento desses dois receptores na área do cérebro conhecida como hipocampo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os camundongos passaram por uma técnica conhecida como 'nocaute' para os receptores B1 e B2 de cininas. Os animais foram geneticamente modificados para não produzir esses dois receptores e, em seguida, submetidos ao modelo de epilepsia induzido por pilocarpina [droga injetada em altas concentrações nos animais para a geração do chamado 'estado de mal epiléptico'], explicou a coordenadora da pesquisa Maria da Graça Naffah-Mazzacoratti, professora do Departamento de Bioquímica da Unifesp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho foi desenvolvido em colaboração com o professor João Bosco Pesquero, do Departamento de Biofísica da Unifesp. Segundo Maria da Graça, os camundongos encontraram mais dificuldades em desenvolver epilepsia após a anulação do receptor B1, enquanto na ausência do receptor B2 os animais desenvolveram mais rapidamente a doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como conclusão, podemos dizer que o receptor B1 é epileptogênico e o B2 é protetor. Verificada pela primeira vez, essa associação também foi estudada em humanos. E mostra que tanto o tecido de pacientes submetidos à cirurgia para remoção do foco epilético como os animais experimentais têm expressão aumentada desses dois receptores ligados ao processo inflamatório e relacionados com a formação e manutenção da excitabilidade do cérebro", explicou Maria da Graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa identificou ainda a ação de substâncias potencialmente protetoras do cérebro, tais como a melatonina (hormônio produzido pela glândula pineal) e o ômega 3, ácido graxo encontrado em altas concentrações em alguns peixes e na membrana dos neurônios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os resultados mostram que a melatonina pode proteger o cérebro de crises, o que é um achado importante, embora não tão inédito quando comparado a outros estudos internacionais. O ômega 3, por sua vez, além de também reduzir crises, se mostrou capaz de diminuir as disritmias cardíacas induzidas pela doença, reduzindo assim o risco de morte súbita", disse.&lt;br /&gt;Dano cerebral diminuído&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base nesses resultados, os pesquisadores poderão estudar a utilização da melatonina em pacientes com o objetivo de minimizar o dano cerebral e reduzir o desenvolvimento da epilepsia do lobo temporal, que é refratária a medicamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A idéia é que a melatonina não seja utilizada sozinha, mas como coadjuvante com outras drogas atualmente empregadas no controle das crises", apontou Maria da Graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os animais do estudo, todos machos e adultos, tiveram epilepsia induzida por pilocarpina (alcalóide encontrado na folha do jaborandi), gerando uma crise de longa duração capaz de eliminar neurônios em várias áreas do cérebro, principalmente no hipocampo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O impacto do exercício físico sobre os mecanismos ligados ao controle de crises epilépticas também foi analisado e os resultados indicam que os exercícios têm ações benéficas sobre o cérebro, induzindo uma proteção neural. Os animais treinados diariamente apresentaram um número menor de crises convulsivas do que os animais não treinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhos desenvolvidos pelos pesquisadores têm mostrado uma função bastante importante do exercício físico na plasticidade cerebral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Especificamente, no modelo experimental de epilepsia, usado no Projeto Temático, verificamos que o exercício físico induz um aumento na expressão de proteínas ligadas aos neurônios gabaérgicos - que protegem o cérebro da excitabilidade induzida pela epilepsia, impedindo crises convulsivas", disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ela, o projeto, intitulado "Alvos moleculares na plasticidade neuronal em diferentes modelos experimentais", gerou até o momento 58 artigos publicados em revistas científicas nacionais e internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A epilepsia atinge cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo. "Em países em desenvolvimento a incidência é de 50 por 100 mil pessoas e cerca de 30% dos pacientes apresentam epilepsia refratária às medicações disponíveis atualmente. A epilepsia refratária é aquela de difícil controle com medicamentos e que muitas vezes necessita de intervenção cirúrgica", disse Maria da Graça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://psiquecienciaevida.uol.com.br/ESPS/Edicoes/0/mecanica-da-epilepsia-132439-1.asp"&gt;Portal Ciência &amp;amp; Vida&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-4144352387652796705?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/4144352387652796705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/4144352387652796705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/07/mecanica-da-epilepsia.html' title='Mecânica da epilepsia'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-1495801775429209057</id><published>2009-07-02T08:36:00.000-03:00</published><updated>2009-07-02T08:38:45.215-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Idoso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Velhice'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alzheimer'/><title type='text'>Continuar trabalhando pode adiar demência em idosos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="titulomateria"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="olho"&gt;Os pesquisadores ingleses analisaram dados de 1.320 pacientes e descobriram que os homens que continuaram trabalhando durante a velhice conseguiram adiar a doença&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="credito"&gt;BBC Brasil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Manter o cérebro ativo através do trabalho em idade avançada pode ser uma forma eficiente de adiar a demência em homens, afirma um estudo realizado por cientistas britânicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pesquisadores analisaram dados de 1.320 pacientes com demência. Eles descobriram que os homens que continuaram trabalhando durante a velhice conseguiram adiar a doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo do Instituto de Psiquiatria do King's College de Londres foi publicado pela revista científica International Journal of Geriatric Psychiatry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A demência é causada por uma perda de grande parte de células do cérebro. Especialistas acreditam que uma forma de se proteger contra isso é criando o maior número de conexões entre as células o possível através de atividades mentais. Esse fenômeno é chamado de "reserva cognitiva".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Amostragem pequena &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Pesquisas anteriores indicavam que uma boa educação pode diminuir os riscos de demência. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O estudo do King's College sugere que para cada ano que a aposentadoria foi adiada na vida de uma pessoa, houve um retardo de seis semanas na manifestação da doença. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;"A possibilidade de que a reserva cognitivas de uma pessoa possa ser alterada em idade avançada dá mais peso ao conceito de 'use [o cérebro] ou perca-o', que determina que manter uma vida ativa em idade avançada traz benefícios importantes para a saúde, incluindo a redução de risco de demência", disse o pesquisador John Powell. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Os pesquisadores afirmam que a natureza da aposentadoria também mudou ao longo dos anos. Para muitas pessoas, a aposentadoria pode ser tão estimulante intelectualmente quanto se manter na ativa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O pesquisador Simon Lovestone, que leu o artigo, mas não participou da pesquisa, disse que "o estímulo intelectual de pessoas mais velhas no ambiente de trabalho podem prevenir um declínio das habilidades mentais, mantendo as pessoas fora do alcance da demência por mais tempo." &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ele ressalta, no entanto, que ainda é preciso fazer mais estudos sobre demência para comprovar a relação entre os diferentes fatores. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Para Susanne Sorensen, diretora da Sociedade de Alzheimer da Grã-Bretanha, a pequena amostragem do estudo faz com que seja difícil que se tire conclusões definitivas sobre o tema. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;"Pode haver uma série de motivos que ligam a aposentadoria em idade avançada em homens à manifestação tardia da demência", disse Sorensen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://psiquecienciaevida.uol.com.br/ESPS/Edicoes/0/continuar-trabalhando-pode-adiar-demencia-em-idosos-139002-1.asp"&gt;Portal Ciência &amp;amp; Vida&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-1495801775429209057?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/1495801775429209057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/1495801775429209057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/07/continuar-trabalhando-pode-adiar.html' title='Continuar trabalhando pode adiar demência em idosos'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-6808351838142383587</id><published>2009-06-30T17:15:00.006-03:00</published><updated>2009-06-30T17:31:06.741-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Silêncio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>Arte de Saber Ouvir</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: center;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 101, 24);font-size:130%;" &gt;&lt;b&gt;"De todos os sentidos, o mais importante para a aprendizagem do amor, do viver junto e da cidadania é a audição. Disse o escritor sagrado: ‘No princípio era o verbo’. Eu acrescento: ‘Antes do verbo era o silêncio.’ É do silêncio que nasce o ouvir. Só posso ouvir a palavra, se meus ruídos interiores forem silenciados. Só posso ouvir a verdade do outro se eu parar de tagarelar. Quem fala muito não ouve. Sabem disso os poetas, esses seres de fala mínima. Eles falam, sim. Para ouvir as vozes do silêncio."&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: right;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 101, 24);font-size:130%;" &gt;&lt;b&gt; -  Rubem Alves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 55, 109);font-size:130%;" &gt;&lt;p&gt;Você sabe ouvir o seu filho, mulher, chefe, colega de  trabalho ou amigo? A tarefa não é tão fácil quanto parece, porque ouvir é  “deixar de lado a sua onipotência, não ter controle da situação, mas se despojar  do próprio narcisismo. É preciso colocar a virtude da humildade no lugar da  arrogância”. É assim que a escritora e psicanalista Ana Cecília Carvalho  reconhece o ato de ouvir, “que não se aprende em nenhum manual de auto-ajuda,  mas por meio de experiências pessoais”. Ela, por exemplo, passou por uma  experiência enriquecedora com um velho amigo. “Ele me esperava chegar às  reuniões sociais com muita expectativa e até com uma certa ansiedade. Quando eu  aparecia, lá estava ele sentado, sozinho e quieto, e ia logo dizendo que era  muito bom me ver, porque a partir daquele momento, ele poderia ficar em  silêncio, sem dizer nada.”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; Saber ouvir, segundo Ana Cecília, é aprender a ficar em silêncio. “É  dar espaço para o outro falar o que quiser. E se não quiser, não dar  importância, desde que um dos dois suporte bem o silêncio. Uma pessoa escuta  melhor quando suporta não ter o que dizer”, explica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em um de seus artigos, o escritor Rubens Alves também reconhece que “não nos  sentimos em casa no silêncio. Quando a conversa pára, por não ter o que dizer,  tratamos logo de falar qualquer coisa, para pôr um fim ao silêncio”. Em uma de  suas obras, ele inclui um ensaio sobre a psicologia dos elevadores. “Ali  estamos, nós, fechados naquele cubículo. Um diante do outro. Olhamos nos olhos  um do outro? Ou para o chão? Nada temos para falar e esse silêncio é como se  fosse uma ofensa. Então, falamos sobre o tempo. Mas nós bem sabemos que se trata  de uma farsa para encher o tempo até que o elevador pare.”&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Segundo ele, os orientais entendem melhor o silêncio. “Se não me engano, o  nome do filme é Aconteceu em Tóquio, com duas velhinhas que se visitavam. Por  horas, elas ficavam juntas, sem dizer uma única palavra. Nada diziam, porque no  silêncio delas morava um mundo. Faziam silêncio não por não ter nada a dizer.  Mas porque o que tinham a dizer, não cabia em palavras”. E completa: “A  filosofia ocidental é obcecada pela questão do ser, mas a oriental valoriza o  vazio, o nada. É no vazio da jarra que se colocam flores”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; A profissão de psicanalista é baseada no ato de ouvir, mas fora do  consultório, Ana Cecília não pode ficar escutando o inconsciente de todas as  pessoas, em todos os lugares. “Embora seja possível, não posso fazer uma boa  escuta, que tem a ver com o interesse de um indivíduo pelo outro. Não por  curiosidade, mas por um interesse genuíno. Para escutar, tenho que calar os meus  ruídos internos, para deixar o outro falar. E dar valor ao que está sendo  dito.”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; Apesar de reconhecer que o silêncio é significativo, não tem como fugir  do equívoco. Tanto do silêncio quanto da fala: “Portanto, saiba bancar as  conseqüências das suas palavras e também do seu silêncio”, diz.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;No palco&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A frase que o ator, diretor e roteirista de cinema Cláudio Costa Val, de 38  anos, mais ouve dos filhos adolescentes é “meu pai não me escuta”. Com 16 e 13  anos, Felipe e Pedro estão na fase de questionamentos, e o pai confessa que peca  por não ter tempo suficiente para uma longa e boa conversa. “Na medida do  possível, tento ouvir e conversar, mas reconheço que deveria ser com mais  freqüência.”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nas relações de amor também há muita cobrança. Casado e separado pela segunda  vez, Cláudio reconhece que as companheiras também o criticam por não ouvir o que  elas estão dizendo. “Sou um cara mais calado, o que não quer dizer que não estou  escutando. Ouvir é diferente de escutar, da mesma forma que enxergar é diferente  de ver. Tem pessoas que ouvem, mas não escutam. Outros, enxergam, mas não vêem,  porque estão preocupados consigo mesmos.”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Com os casais acontece o mesmo: “Apesar de gostarem um do outro, não  conseguem se fazer entender nem ouvir, o que vai minando o relacionamento, até  provocar um afastamento real”. Cláudio acha que é mais fácil falar bobagens do  que ficar em silêncio, mas reconhece que há um momento em que ele se cala. “É  quando estou no processo de criação como agora, com a finalização de dois  filmes, um no Rio e outro em BH, e desenvolvendo um roteiro para um  curta-metragem. “Nessa fase, não quero conversar. Fico introspectivo.”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O grande ator, segundo ele, é o que escuta “o colega com o qual está  contracenando. A maioria, porém, se preocupa mais em dizer o texto, em  detrimento de ouvir o que o outro está falando. Arte é saber ouvir e sentir o  outro em cena”.&lt;/p&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 101, 24);"&gt;Déa Januzzi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.saudeplena.com.br/noticias/index_html?opcao=06-1501-04"&gt;Saúde Plena&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-family: times new roman;"&gt;                   &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-6808351838142383587?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/6808351838142383587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/6808351838142383587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/06/arte-de-saber-ouvir.html' title='Arte de Saber Ouvir'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-2771676793262106747</id><published>2009-06-29T12:18:00.004-03:00</published><updated>2009-06-29T12:23:56.806-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teste'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alzheimer'/><title type='text'>Britânicos criam novo teste para ajudar a identificar demência</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;" class="olho"&gt;Especialistas em Cambridge dizem que novo questionário é mais eficaz do que os testes tradicionais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span class="credito"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo teste elaborado para avaliar a agilidade mental de um paciente pode ajudar a detectar o Mal de Alzheimer com maior precisão do que os testes tradicionais, de acordo com pesquisadores britânicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O questionário com duas páginas pode ser preenchido pelos próprios pacientes na sala de espera de consultórios médicos ou de hospitais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chamado "Teste Sua Memória" (TYM, na sigla em inglês) inclui uma série de dez tarefas que têm o objetivo de avaliar habilidades-chave que podem ser afetadas pela doença, como a de copiar uma sentença, usar as palavras apropriadamente, empregar aritmética básica ou usar a memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jeremy Brown, neurologista do Hospital Addenbrooke, em Cambridge, onde o teste foi desenvolvido, disse que o TYM detectou Alzheimer em 93% dos pacientes em um teste com 540 pessoas saudáveis e 139 pessoas já diagnosticadas com a doença. O teste tradicional, conhecido como Mini-Avaliação do Estado Mental (MMSE, na sigla em inglês), revelou a presença da doença em apenas 52% dos pacientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É um novo teste de triagem para o mal de Alzheimer", disse Brown. "Não é um teste para diagnóstico mas poderá permitir uma triagem rápida de pacientes com problemas de memória e identificar os que precisam ser enviados para uma avaliação mais detalhada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O atual teste-padrão (...) vem sendo usado há 50 anos e leva cerca de oito minutos para ser concluído. Ele não é particularmente sensível para detectar o mal de Alzheimer."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O especialista acredita ainda que este teste pode ser muito mais fácil de aplicar em pessoas que não têm o inglês como língua nativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as perguntas do TYM estão: "O que uma cenoura e uma batata têm em comum"?; "Desenhe os ponteiros para que o relógio marque 9h20"; "Em que ano a Primeira Guerra Mundial começou?"; ou "Escreva os nomes de quatro animais que comecem com a letra 'S'".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em aritmética, pede-se que o paciente faça contas simples de adição, subtração e multiplicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo teste foi apresentado na revista BMJ Online.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rebecca Wood, diretora executiva da ONG Alzheimer's Research Trust, disse que o novo teste é um grande passo nos esforços para identificar sinais prematuros de demência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Wood acredita que dois terços das pessoas que desenvolveram o mal não foram diagnosticadas imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://psiquecienciaevida.uol.com.br/ESPS/Edicoes/0/britanicos-criam-novo-teste-para-ajudar-a-identificar-demencia-141614-1.asp"&gt;Portal Ciência &amp;amp; Vida&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-2771676793262106747?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/2771676793262106747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/2771676793262106747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/06/demencia.html' title='Britânicos criam novo teste para ajudar a identificar demência'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-6722413432022405574</id><published>2009-06-29T11:40:00.004-03:00</published><updated>2009-06-29T11:44:07.511-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Álcool'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Epilepsia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícia'/><title type='text'>Como o álcool age no cérebro</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;Após algumas doses a mais, é inevitável que o álcool “suba à cabeça”, como se costuma dizer. Mas se os efeitos inebriantes dessa ingestão são muito conhecidos, o mesmo não ocorre com sua atuação na atividade cerebral. Um novo estudo, feito por cientistas do Instituto Salk de Ciências Biológicas e da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, acaba de dar uma importante contribuição para entender melhor como o álcool altera o funcionamento das células cerebrais. O trabalho acaba de ser publicado na revista &lt;i&gt;Nature Neuroscience&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;Paul Slesinger, professor do Laboratório de Peptídeos do Instituto Salk, e outros pesquisadores descobriram uma área específica para a ação do álcool localizada dentro de proteínas de canais iônicos. A compreensão de como o álcool atua no cérebro pode ajudar no desenvolvimento de tratamentos para problemas como dependência química ou epilepsia, segundo os autores. Sabe-se que o álcool altera a comunicação entre neurônios. “Há muito interesse em descobrir como o álcool atua no cérebro. Uma das diversas hipóteses é que o álcool funciona ao interagir diretamente com proteínas de canais iônicos, mas não havia estudos que identificassem o local dessa associação”, disse Slesinger.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;A nova pesquisa demonstra que o álcool interage diretamente com um local específico localizado dentro de um canal iônico, que tem papel fundamental em diversas funções cerebrais associadas com eventos epiléticos e com o abuso de álcool e drogas. Os canais, chamados de Girk, são abertos durante períodos de comunicação química entre neurônios e amortecem o sinal entre eles, criando o equivalente a um curto-circuito. Quando os Girks se abrem em resposta à ativação neurotransmissora, íons de potássio são liberados pelo neurônio, diminuindo a atividade neuronal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;O estudo é o primeiro a identificar que o álcool estimula os canais Girk diretamente, e não por meio do resultado de outras alterações moleculares nas células. “Achamos que o álcool sequestra o mecanismo de ativação intrínseca dos Girk e estabiliza a abertura dos canais. O álcool pode fazer isso por meio da lubrificação das engrenagens de ativação dos canais”, aponta Slesinger. “Se pudermos encontrar uma droga que se encaixe no ponto específico de atuação do álcool e ative os canais Girk, talvez possamos diminuir a excitabilidade neuronal no cérebro, o que resultaria em uma nova estratégia para o tratamento da epilepsia”, disse o pesquisador. &lt;i&gt;(Da Agência Fapesp)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;/i&gt;&lt;a href="http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/como_o_alcool_age_no_cerebro.html"&gt;Viver Mente &amp;amp; Cérebro&lt;/a&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-6722413432022405574?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/6722413432022405574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/6722413432022405574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/06/alcool.html' title='Como o álcool age no cérebro'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-5157613178440998585</id><published>2009-06-28T09:25:00.003-03:00</published><updated>2009-06-28T09:32:35.236-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Parada Gay'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homossexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>A intolerância que mata</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;:: por &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="mailto:silvimak@gmail.com"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Silvia Malamud&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; ::&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há poucas semanas, tivemos um evento pacífico (Parada Gay) que visou promover a expressão de individualidades por intermédio de grupos. Infelizmente, outro grupo com um tipo de visão diferente dessa realidade, acabou por agredir fisicamente um participante da "Parada", até que a sua morte ocorresse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao longo de nossas vidas, a construção do nosso eu é altamente influenciada por todos os espaços em que transitamos, sendo que o que mais nos define como pessoas são as vivências de início de nascimento, primeira infância e juventude.Quanto ao nosso nascimento, o que conta é o ambiente. Dependendo do tipo de afeto, promoção de limites e ritmos adequados ou não para o crescimento do bebê e etc. A mente individual se formará e entenderá a vida de acordo com experiências que podem ser tanto estruturantes, como desestabilizadoras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já na adolescência, depois desta breve, porém importante primeira estruturação do psiquismo, meninos e meninas têm a oportunidade de buscar uma personalidade mais autêntica. A intenção é a de se diferenciar. Tornar-se um. Para esse feito, adolescentes costumam andar em grupos que afirmem a conquista destas supostas novas identidades independentes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Temos inúmeros exemplos de grupos que promovem os mais variados tipos de identidades. São grupos que ampliam e criam normas e regras de conduta a respeito de si mesmos como entidade grupal, normas e regras em relação aos outros e, por fim, em relação a vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É neste importante momento que os jovens costumam se filiar a entidades religiosas, a grupos esportivos, times de futebol, a grupos que só falam sobre internet, grupos sobre vídeo games entre outros tantos... A grande questão é que em todos estes grupos, invariavelmente, criam-se regras de conduta e de percepção da realidade. Em grupos mais antigos, as regras são conhecidas e repassadas aos novatos. Como exemplo, podemos contar sobre os grupos religiosos onde os conceitos morais além de serem estudados são vivenciados. Nos grupos esportivos, costuma ocorrer o mesmo e, nos demais, cada um ao seu modo, em meio às suas próprias leis também acaba acontecendo a explanação e passagem de sistemas com distintos valores. Na maioria destes grupos, mesmo em meio às suas variações de visão de mundo, parece que o objetivo é fazer um pacto com o mundo da realidade. Parte-se de uma identidade grupal onde se busca, de modo individual, temas para ser e estar no mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A questão, porém, pode tornar-se delicada na medida em que estes jovens buscadores encaminham-se para determinados grupos de conduta duvidosa. Isso se deve por conta da inexperiência frente à própria vida. Na maioria das vezes, são situações de encontro que ao acaso esbarram nos jovens quer seja por influência de conhecidos ou mesmo de amigos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os jovens estão expostos ao mundo, querem sair do nicho familiar e devem fazê-lo, mas estes ainda não estão prontos, posto que estão em plena fase de formação de suas identidades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos nós sabemos o quanto de energia os jovens têm. Possuem abundância de energia física, sexual, agressiva e criativa. Por conta desta questão e por estarem se iniciando no mundo fora do ambiente familiar, devem tomar todo o cuidado e serem os mais abertos possíveis para com seus pais em relação à escolha dos grupos pelos quais se sentem atraídos ou que já freqüentam. Algumas vezes, ao longo de suas fases iniciais de vida por terem inconscientemente compreendido de modo distorcido como que poderiam expressar as suas mais diversas energias ou mesmo por inexperiência e imaturidade, muitos sem saberem tornam-se presas fáceis ao associarem-se a grupos suspeitos e de conduta duvidosa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;É com muito pesar que relato que já recebi em minha clínica algumas histórias dessa ordem, onde pais trabalhadores sequer tinham conhecimento das atividades "clandestinas" de seus filhos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma das funções do nosso aparelho psíquico é a de organizar um eixo condutor que defina quem somos nós em meio a todas estas vivências. Funcionamos de modo associativo onde todas as nossas vivências se intercambiam e o resultado deste montante está no modo como cada um pensa sobre si mesmo e sobre a realidade onde vive. Deste modo, formamos as nossas identidades, os nossos conceitosSomos assim. Entendemos a realidade através destes eixos condutores. Por atração, semelhante gosta de compartilhar com semelhante as mesmas idéias, os mesmos ideais. A identidade individual se reforça neste tipo de conversa e em meio a tantos tipos diferenciados de vivências em pleno século XXI, corremos o risco de não fecharmos uma identidade única que nos dê um apaziguamento interno que nos definam como Um. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É muito provável que essa garotada que busca meios violentos e regras mais rígidas de expressão grupal, em nome de se sentirem com uma identidade forte, no fundo, sintam exatamente o inverso. A identidade é frágil e oca e fica tentando a todo custo se reafirmar. Já vimos isso acontecer inúmeras vezes ao longo da história. A tentativa de se sentir fortalecida em suas identidades, pelo desespero camuflado, acontece na expressão de variadas formas de violência e de intolerância a liberdade de expressão da individualidade do outro. A partir daí, decide-se que não se gostam de determinadas etnias, religiões, opções sexuais entre outros. Nesta vertente da falta de identidade interior, a possibilidade de identificação com os grupos dos supostos valentões é infinita e altamente perigosa. Primeiro, porque ali se inventa uma identidade reativa que de modo algum preenche a questão fundamental que é o preenchimento saudável da essência do ser. Segundo, porque a vida fica num ciclo vicioso girando em torno de regras agressivas de violência, com lógicas das mais absurdas, apenas e tão somente para que jovens possam escoar de modo distorcido as suas abundantes energias e terem a ilusão de que possuem alguma identidade que os defina no mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ser é completar-se por dentro, ter um sentido sagrado e amoroso em tudo o que se faz. Sentir-se criativo em qualquer tipo de função construtiva que se faça. Isso pode ser lavar pratos, ler e elaborar o que se lê e, enfim, como dito anteriormente, tudo que se faz com a intenção construtiva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Constantemente, somos atropelados por idéias e anseios de outros, quer seja do estado, de religiões, amigos, vizinhos, net, ou pelas nossas leituras. Poderia aqui citar uma infinidade de fundamentos que podem tomar posse das nossas identidades quando ainda não autoconscientes, muitas vezes promovendo estragos incomensuráveis tanto em si como nos outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui fica um alerta aos pais para que atentem quando seus filhos trazem qualquer dúvida em suas mentes e que estes mesmos pais possam estar efetivamente juntos com os seus filhos orientando-os. Sabendo que são a matriz. E, se por acaso, descobrirem algo de suspeito na conduta dos seus filhos, responsabilizem-se como pais, porém, evitem a culpa excessiva que não leva a nada. Não somos tão onipotentes assim a ponto de evitar tudo o que não seja bom. O mal existe e cabe a cada um de nós o desenvolvimento da responsabilidade pessoal para ficar no que é ético. E se necessário for, ter humildade para pedir ajuda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.somostodosum.com.br/silvia"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Silvia Malamud&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; é colaboradora do Site desde 2000. Psicóloga e atua em seu consultório em São Paulo.Terapeuta licenciada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA, Brainspotting Psicoterapia Breve, Psicoterapia de Casais e Quântica(SCIO). Tel. (11) 9938.3142 - deixar recado..&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Autora do Livro: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=1593906&amp;amp;ST=SE&amp;amp;franq=123661"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Projeto Secreto Universos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/silvia"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Visite seu Site&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Email: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:silvimak@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;silvimak@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=08832"&gt;STUM&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-5157613178440998585?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/5157613178440998585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/5157613178440998585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/06/intolerancia-que-mata.html' title='A intolerância que mata'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-2036058000611077056</id><published>2009-06-22T09:27:00.003-03:00</published><updated>2009-06-22T09:40:24.843-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>Perfil empreendedor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;por Léo Fraiman*&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma parte das características das pessoas com espírito empreendedor tem origem genética e a outra pode ser desenvolvida por meio de treinamento e educação. As pessoas empreendedoras têm como características principais autoconhecimento, auto-estima bem desenvolvida, solidariedade, estão inseridas em um contexto cultural, sabem se comunicar e trabalhar em equipe, têm inteligência emocional, são criativas e pró-ativas e utilizam a tecnologia a seu favor.Acompanhe mais detalhes sobre cada uma dessas características:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;· &lt;strong&gt;Autoconhecimento:&lt;/strong&gt; conhecendo-se bem, fica mais fácil vislumbrar novidades e oportunidades de seu interesse. Saber quais são nossos pontos fortes, quais são nossas fraquezas (e como melhorá-las) é essencial.· Auto-estima: com essa característica bem desenvolvida a pessoa se sente livre e motivada para tomar decisões e soltar a criatividade. Aquele que tem uma boa auto-estima se permite expressar suas opiniões e sustentar seus pontos de vista com convicção, veste-se bem, tem cuidado com seu material escolar e com sua saúde, cria uma boa impressão perante os outros e tenta novos projetos que estão além da “zona de conforto”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;· Solidariedade:&lt;/strong&gt; ser solidário não significa apenas ajudar grupos sociais em necessidade, mas também dar “aquele” apoio para um amigo. A solidariedade ajuda a se conhecer melhor e a encarar a realidade e as necessidades humanas de um modo digno. A pessoa solidária participa de eventos voluntários, ajuda os colegas que estão com dificuldades e é um bom filho dentro de casa. Sabe partilhar, e a hora de ceder.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;· Contexto cultural:&lt;/strong&gt; é importante ser um participante ativo do mundo e ter consciência dos problemas, das dificuldades e das oportunidades que podem ser mudadas. A pessoa realmente inserida no contexto cultural, lê temas relacionados às mais diversas questões, mostra sua opinião em debates sobre a atualidade, conversa com as pessoas sobre a realidade do mundo, gosta de debater e de expor a sua opinião e sabe ouvir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;· Habilidade de comunicação:&lt;/strong&gt; para se relacionar, para expor as idéias e para criar algo novo é preciso saber se comunicar. A pessoa comunicativa mostra boa compreensão e capacidade de expressão, seja sob a forma escrita ou falada. Tanto as pessoas extrovertidas como as introvertidas devem treinar a forma como se colocam no mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;· Inteligência emocional:&lt;/strong&gt; essa característica faz com que a pessoa perceba as emoções dos demais, procure o melhor momento para falar com os outros, descubra a forma mais adequada para falar coisas difíceis, saiba conter a raiva em momentos de desconforto e tente sempre uma conciliação entre colegas que se encontram em conflito, além de cuidar de sua auto-motivação perante o que lhe for difícil ou desafiador.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;· Criatividade:&lt;/strong&gt; sem ela, fica difícil pensar em algo além do tradicional. A criatividade pode ser desenvolvida com curiosidade, viagens, leituras, teatro, cinema e cursos específicos de artes ou de criatividade em geral.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;· Trabalho em equipe:&lt;/strong&gt; saber se relacionar é fundamental em qualquer situação ou local. Seja na escola ou em família, é essencial saber ouvir a opinião dos demais e levá-las em consideração para desenvolver seu trabalho. É na interação entre as idéias que se encontram as grandes novidades. A pessoa que sabe interagir ajuda os colegas durante a execução de uma tarefa, mostra sua opinião durante um debate em grupo e conclui as coisas que começa, pois honra a sua palavra.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;· Habilidade para usar a tecnologia:&lt;/strong&gt; saber noções básicas dos principais softwares e equipamentos tecnológicos é essencial para estar antenado com o mundo e abrir novas oportunidades. A tecnologia facilita a pesquisa e é um ponto de encontro entre diversas culturas e realidades. Muitas pessoas usam a Internet para vender seus serviços e conquistar parceiros para suas idéias. Agiliza a vida e facilita o ato de empreender.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;· Pró-atividade:&lt;/strong&gt; pro = a favor de + atividade = a energia que move o mundo. É a característica de uma pessoa que resolve as coisas. O individuo pró-ativo oferece ajuda a um professor, chefe, amigo ou colega, mesmo sem ser solicitado. Ele está sempre um passo adiante, pensando no que virá pela frente. É ele quem faz acontecer. Tem uma mente voltada as soluções e não fica brigando com o lado difícil, chato e duro da vida. Ao contrário, faz logo o que tem que ser feito para poder usar sua energia no que realmente lhe interessa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;*Psicoterapeuta e diretor da Clínica Fraiman, é conselheiro do Ikwa. Foi orientador educacional do Colégio Hebraico Brasileiro Renascença e Visconde de Porto Seguro. Atualmente é professor da cadeira de Orientação Profissional do Colégio Guilherme Dumont Villares, além de autor de diversos livros sobre o tema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Fonte:&lt;/em&gt;&lt;a href="http://leofraiman.blogspot.com/2009/03/perfil-empreendedor.html"&gt;&lt;em&gt; Blog do Léo Fraiman&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-2036058000611077056?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/2036058000611077056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/2036058000611077056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/06/perfil-empreendedor.html' title='Perfil empreendedor'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-504605176862372079</id><published>2009-05-16T23:33:00.000-03:00</published><updated>2009-05-16T23:34:50.629-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perdão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='El Morya Luz da Consciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>Perdão ou Paz Temporária?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family:tahoma;font-size:100%;"&gt;por &lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/clube/usersite.asp?i=6539"&gt;El Morya Luz da Consciência&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:tahoma;font-size:100%;color:#000033;"&gt;Muitas pessoas se enganam e pensam mesmo que se encontram num plano superior, mais alto que seu ofensor: "Eu sou humilde, caridoso e tenho a capacidade de perdoar!!!" O nosso perdão é um verdadeiro ato de humildade ou meramente um gesto manipulativo para demonstrar nossa superioridade? Pergunta que deveríamos nos fazer toda vez que dizemos para alguém: eu te perdôo, ou mesmo quando "damos uma trégua" em algum conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, ao tomarmos a rápida atitude de perdoar, não pensamos se estamos sendo honestos conosco mesmos e com o outro, e perdemos uma oportunidade verdadeira de curar as mágoas geradas nos dois lados. A pior coisa que pode acontecer em qualquer relacionamento é oferecer o perdão rápido demais! Ele pode até preservar uma relação, mas inibe o envolvimento e qualquer laço maior de intimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoar não custa nada e evita muitos rompimentos, porém, será que este tipo de perdão é realmente saudável para nós? Ele só nos oferece "momentos de paz", uma paz superficial, pois não permite que aprendamos as verdadeiras lições geradas em um confronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paz temporária só faz aumentar o desconforto interior e solidifica uma forma errada de relacionamento. Intensifica a distância, o silêncio, e a mágoa. Ficamos com a dor e a tristeza incubadas no coração aumentando nossas chances de nos machucar novamente (energia que atrai), não resolvemos nossa dor, mas, sim, a negamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só alcançamos a graça de perdoar diminuindo a raiva, a hostilidade existentes dentro de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como identificar se realmente perdoamos? Se na sua mente você formula a frase: eu perdoei, mas... nunca mais vai ser a mesma coisa! Significa que seu coração ainda está cheio de ressentimento e, mesmo que não exista o amor verdadeiro, então, a melhor saída é assumir sua dor e tentar resolvê-la, expressando-se de maneira adequada sobre o assunto, sem omitir sua contrariedade somente para ter um pouco de paz, porque ela será ilusória e desonesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos ainda, perdoar, mas, fazer uma escolha que não inclua mais o outro em nossas vidas, porém, só teremos certeza que não ficou nenhum ressentimento se em nossos pensamentos não insistirem as más lemnbranças, pois o perdão não elimina um fato ou alguém e nem os retiram da história. Perdão não é a mesma coisa que esquecimento, mas precisa marcar um período de renovação, onde não há lugar para mágoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos esforçamos para reparar um erro, motivamos o outro a se libertar de seu ressentimento e fazemos um convite a ele para que entre novamente em nossa vida. Para que isso aconteça é necessário que exista reconhecimento da responsabilidade de ambas as partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoar é aprender a não se importar com as maldades que são enviadas a nós. Com o coração amoroso e preenchido de compaixão, não damos lugar à tristeza e direcionamos nosso amor àqueles que estão precisando. Direcionamos nossa energia de maneira adequada e saudável para todos: quem perdoa pratica a honestidade e a verdadeira humildade e quem é perdoado pode sentir-se digno de uma demonstração de amor verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mestre El Morya diz: Dou-vos estas linhas para que pudésseis recitar um mantra de perdão em qualquer lugar, cientes de que, o perdão é a chave para o contato com a porta aberta de Vosso Cristo pessoal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu Sou o perdão aqui atuando, dúvidas e medos expulsando, com asas de cósmica vitória, os homens para sempre libertando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com pleno poder, invoco agora o perdão a toda hora; toda vida sem exceção, envolvo com a graça do perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira frase é para nosso perdão pessoal, pois, só assim podemos perdoar os outros".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vera Godoy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participe da Palestra &lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/clube/eventos.asp?id=06437"&gt;RESGATANDO O XAMÃ INTERIOR&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:tahoma;font-size:100%;color:#000033;"&gt;&lt;em&gt;Texto revisado por: &lt;/em&gt;&lt;a href="mailto:maclauro@terra.com.br"&gt;&lt;em&gt;Cris&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;       &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;table style="text-align: left; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" border="0" cellpadding="4" cellspacing="0"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;  &lt;td&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;por &lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/clube/usersite.asp?i=6539"&gt;El Morya Luz da Consciência&lt;/a&gt; - &lt;a href="mailto:nucleo.elmorya@terra.com.br"&gt;nucleo.elmorya@terra.com.br&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;O Núcleo EL MORYA existe para aqueles que possuem mente aberta, sem pensamentos preconcebidos, e que, possuem sede pela Verdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-504605176862372079?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/504605176862372079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/504605176862372079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/05/perdao-ou-paz-temporaria.html' title='Perdão ou Paz Temporária?'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-393133755457362493</id><published>2009-05-16T23:30:00.001-03:00</published><updated>2009-05-16T23:32:23.203-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Elisabeth Cavalcante'/><title type='text'>Espontaneidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;:: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;&lt;a href="mailto:elisabeth.cavalcante@gmail.com"&gt;Elisabeth Cavalc&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;&lt;a href="mailto:elisabeth.cavalcante@gmail.com"&gt;ante&lt;/a&gt; ::&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;A palavra espontâneo refere-se a tudo o que é natural, não comandado, nem controlado artificialmente. Este é nosso estado primordial, aquele com o qual chegamos ao mundo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Mas, na medida em que nos desenvolvemos, torna-se necessário que nos adaptemos à realidade exterior. Então, vamos deixando para trás nossa espontaneidade original para poder corresponder ao que esperam de nós. Afinal, esta é a única maneira de sermos aceitos e integrados à vida em sociedade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Entretanto, se não estivermos conscientes, este processo pode se tornar tão fortemente arraigado, que acabamos por esquecer totalmente de nossa essência. Assumimos de tal modo esta personalidade social, -necessária para transitarmos com sucesso no mundo- que acabamos por sufocar e manter reprimida nossa verdadeira identidade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Muitas pessoas não conseguem distinguir em si, quais os anseios que brotam de seu próprio coração, daqueles que lhes foram impostos como sendo os mais adequados, promissores, vantajosos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Sofrem, angustiam-se e sentem uma grande dificuldade em se adequar ou corresponder às expectativas alheias, por não perceberem que o importante é redescobrir a sua própria verdade, aquilo de que necessitam para serem verdadeiramente felizes.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; A espontaneidade, que consiste em reagir aos acontecimentos seguindo a nossa própria natureza, e não a um padrão de reação pré-determinado, é a principal qualidade que precisamos resgatar, se quisermos alcançar um estado de alegria, serenidade e paz. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;i&gt;"...Uma das situações mais delicadas sobre o caminho do buscador: conhecer sempre se torna conhecimento... Conhecer é um processo. Conhecimento é uma conclusão. Quando o conhecer morre, torna-se conhecimento. E se você segue colecionando este conhecimento, então conhecer se tornará mais e mais difícil.. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; ...Então, você carrega seu conhecimento ao redor de você. Uma pessoa culta está quase escondida atrás de seu conhecimento. Ela perde toda a claridade, toda percepção. O mundo torna-se distante; a realidade perde toda a transparência.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; A pessoa culta está sempre olhando através do seu conhecimento. Ela projeta seu conhecimento. Seu conhecimento colore tudo - agora não há a mais remota possibilidade de conhecer. Lembre-se: conhecimento não é obtido somente através das escrituras -também é adquirido, e mais ainda, através da sua própria experiência.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; ....E Jesus disse: "Somente aqueles que são como crianças, estarão prontos para entrar no meu Reino de Deus" - somente aqueles que são como crianças, somente aqueles que ainda são capazes de maravilhar-se. Maravilhar-se é o grande tesouro da vida. Uma vez que você perca a capacidade de maravilhar-se, você terá perdido sua vida - então você se arrasta... &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; Este é um dos mais difíceis problemas que a mente moderna está enfrentando, porque o conhecimento tem se acumulado mais e mais a cada dia... Então, lembre-se de permanecer capaz de maravilhar-se como uma criança.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; ....Se você quer ser religioso, então, crie mais mistérios, descubra mais mistérios. Permita que seus olhos sejam mais preenchidos por maravilhas do que por qualquer outra coisa. Seja surpreendido por tudo que está acontecendo. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; Tudo é tão tremendamente maravilhoso que é simplesmente inacreditável como você segue vivendo sem dançar, como você segue vivendo sem tornar-se extasiado. Você não deve ter visto o que está acontecendo ao redor.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; Apenas ser é tão miraculoso, apenas respirar é tão miraculoso. Apenas respirar e apenas ser - nada mais é necessário para uma pessoa religiosa. Estar preenchido pelo mistério. E quando alguém está preenchido pelo mistério, o louvor desperta, e o louvor é uma prece. Quando você vê esta maravilhosa existência, você começa a louvá-la. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; ...Um homem pleno de consciência é imprevisível... Ele se move momento a momento, pleno de mistério. Ele age a partir do mistério; ele age a partir da resposta para o momento. Ele não carrega conhecimento.... A cada momento ele é novo, renascido.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; ...E nunca permita que seu conhecimento controle você e crie um caráter para você. Um caráter é uma armadura... Na armadura, você está encarcerado. então, você nunca pode ser espontâneo. Você já está no seu túmulo - um caráter é um túmulo. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; ....Mova-se pra a frente! Novamente como uma criança. É difícil, eu sei. É fácil dizer, difícil ser deste modo - mas este é o único modo de alcançar satchitanand - você pode alcançar a verdade, você pode alcançar a consciência, você pode alcançar a felicidade.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; ...Não permita que o conhecer se torne conhecimento e caráter. Então, um tipo totalmente diferente de caráter crescerá, o qual não será como o caráter que você tem visto no mundo. Ele será interior - uma disciplina virá do mais íntimo do seu coração. Nunca forçada- sempre espontânea. Não é como um comando: é um crescimento orgânico. Deus é o seu crescimento orgânico espontâneo.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;b&gt;Osho - A Sudden Clash of Thunder&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;  &lt;table width="99%" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt;  &lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;" &gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.somostodosum.com.br/mariaelisabete"&gt;Elisabeth Cavalcante&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; é Taróloga, Astróloga,&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;table width="99%" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;" &gt; Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;table width="99%" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;" &gt; Atende em São Paulo e para agendar uma consulta, envie um email.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;table width="99%" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;" &gt; &lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/testes/iching.asp"&gt;&lt;b&gt;Conheça o I-Ching&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;table width="99%" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;" &gt;Email: &lt;a href="mailto:elisabeth.cavalcante@gmail.com"&gt;elisabeth.cavalcante@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-393133755457362493?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/393133755457362493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/393133755457362493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/05/espontaneidade.html' title='Espontaneidade'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-8622761325587498451</id><published>2009-05-16T23:23:00.002-03:00</published><updated>2009-05-16T23:27:41.503-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inteligência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rosana Braga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>A Inteligência é Flexível</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;:: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;&lt;a href="mailto:rosanabraga@rosanabraga.com.br"&gt;Rosana Braga&lt;/a&gt; ::&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;Quanto mais endurecido e inflexível, mais fácil de se quebrar diante de fortes impactos. Esta teoria -fisicamente constatável- não vale apenas para os objetos, mas, sobretudo e cada dia mais, para o comportamento humano. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Num mundo onde os produtos são perecíveis e os desejos são fugazes, a flexibilidade destaca-se como meio de sobrevivência. É a chave para a resiliência e também mote para o sucesso, tanto na vida pessoal quanto na profissional. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Fácil assimilar quando entendemos que não dá para crescer na rigidez. O crescimento, por si só, é maleável, moldável e adaptável às novas medidas e aos novos formatos. Sendo assim, inteligente é quem aprende a metamorfosear. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; É notório que no mundo corporativo, a busca é cada vez mais enfática por profissionais capazes não de aceitar as diferenças inerentes a uma equipe ou um departamento, mas -acima de tudo- de celebrar essas diferenças. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Já não basta evitar os conflitos. É preciso enxergar neles uma oportunidade de promover mudanças necessárias, evoluir e se tornar melhor justamente por causa do que lhe é adverso. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Há alguns anos, desenvolvendo pesquisas sobre o que chamo de Inteligência Afetiva, constatei como é latente a falta de flexibilidade nos dias de hoje. Isso me levou a debruçar sobre uma questão fundamental e esquecida na atualidade: a gentileza. Não descobri nenhum segredo; a evidência já estava aí, porém, adormecida: pessoas gentis são flexíveis... e poderosas! Este trabalho resultou no livro "O Poder da Gentileza". &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; É incrível como ainda há quem aposte que investir nas relações humanas não é o comportamento mais eficaz para os que ambicionam altos cargos ou grandes fortunas. Estes, certamente, desconhecem o poder da gentileza. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; O "Movimento pela melhoria das relações interpessoais e da qualidade de vida através da gentileza" (World Kindness Movement) -cujo representante oficial do Brasil é a Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV)- declara que pessoas gentis são mais valorizadas no mercado profissional, já que a qualidade das relações, a integração entre os funcionários e as atitudes de gentileza são fatores que influenciam nos resultados finais e no aumento da produtividade da empresa. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; A gentileza e, por conseqüência, a flexibilidade e a tolerância, têm ainda influência direta sobre nossa saúde mental, emocional e física. A falta desses atributos na vida diária tem causado prejuízos incalculáveis a todos. A Organização Mundial da Saúde estima, por exemplo, que em 2020 a depressão será a segunda causa de improdutividade das pessoas, seguida apenas das doenças cardiovasculares. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Qual é a razão para tamanha insatisfação? Estou certa de que, em última instância, não se trata de aumento de salário ou posição hierárquica. Trata-se da falta de reconhecimento pelo humano que há em cada um; da falta de qualidade na troca entre as pessoas; do distanciamento, da falta de intimidade e de confiança, da falta de afeto e disponibilidade, da inflexibilidade para com as próprias frustrações. Trata-se da falta de gentileza! É disso que se trata, pode apostar! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Portanto, embora as habilidades técnicas sejam imprescindíveis para as empresas, elas sabem que podem treinar um profissional para que se torne habilitado tecnicamente, assim como sabe que para ser agradável, simpático, flexível e gentil, é preciso que haja uma decisão pessoal. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; As empresas podem sim motivar e incentivar seus colaboradores para a mudança de comportamento, mas ser gentil é essencialmente uma escolha do indivíduo. Tem a ver com as crenças e os valores que ele alimenta diariamente. Ou seja, a gentileza é um exercício diário! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;b&gt;7 Condutas Gentis e Tolerantes no Ambiente de Trabalho:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;i&gt;1) Aprenda a escutar. Ouvir é muito importante para solucionar qualquer desavença ou problema.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; 2) Evite julgamentos e ações precipitadas. Quando estiver nervoso, deixe para conversar mais tarde.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; 3) Peça desculpas. Isso pode evitar conflitos maiores e salvar relacionamentos.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; 4) Valorize o que a situação e o outro têm de bom. Perceba que este hábito pode promover verdadeiros milagres.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; 5) Seja solidário e companheiro. Demonstre interesse pelo outro, por seus sentimentos e por sua realidade de vida.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; 6) Analise a situação. Alcançar soluções pacíficas pode depender da compreensão da raiz do problema.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt; 7) Faça justiça. Esforce-se para compreender o outro e não para ganhar, como se eventuais discussões fossem jogos ou guerras.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;  &lt;table width="99%" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt;  &lt;img src="http://somostodosum.ig.com.br/terapeutas/foto/rosanaP.jpg" alt="foto" align="left" /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;" &gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.somostodosum.com.br/rosanabraga"&gt;Rosana Braga&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; é Escritora, Jornalista e Consultora em Relacionamentos Palestrante&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;" &gt; e Autora dos livros "Alma Gêmea - Segredos de um Encontro" &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;" &gt; e "Amor - sem regras para viver", entre outros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;" &gt;&lt;a href="http://www.rosanabraga.com.br/"&gt;www.rosanabraga.com.br&lt;/a&gt; e  &lt;a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1586983"&gt;Comunidade no &lt;b&gt;Orkut&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;table width="99%" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;" &gt;mail: &lt;a href="mailto:rosanabraga@rosanabraga.com.br"&gt;rosanabraga@rosanabraga.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-8622761325587498451?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/8622761325587498451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/8622761325587498451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/05/inteligencia.html' title='A Inteligência é Flexível'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-2652212362567658180</id><published>2009-05-16T22:50:00.001-03:00</published><updated>2009-05-16T22:52:27.751-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luta Antimanicomial'/><title type='text'>18 de maio: Dia Nacional da Luta Antimanicomial terá atividades em todo o país</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;" id="tituloDetalhe" class="element_titulo"&gt; 18 de maio: Dia Nacional da Luta Antimanicomial terá atividades em todo o país&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                      &lt;/div&gt;&lt;div style="display: none; text-align: justify;" id="contentImageId"&gt;           &lt;table style="text-align: left; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" class="quadro_foto_noticia" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;            &lt;tbody&gt;&lt;tr style="padding-top: 5px;"&gt;             &lt;td class="quadro_foto_noticia_foto"&gt;&lt;/td&gt;            &lt;/tr&gt;            &lt;tr&gt;             &lt;td class="quadro_foto_noticia_descricao" align="left"&gt;&lt;/td&gt;            &lt;/tr&gt;            &lt;tr&gt;             &lt;td class="quadro_foto_noticia_actions"&gt;              &lt;table class="quadro_foto_noticia_actions_int" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;               &lt;tbody&gt;&lt;tr align="center"&gt;                &lt;td class="quadro_foto_noticia_icones"&gt;                 &lt;/td&gt;                             &lt;/tr&gt;              &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;             &lt;/td&gt;            &lt;/tr&gt;           &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;           &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;           &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O dia 18 de maio é marcado como o Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Em 2009, esta luta, iniciada no II Congresso Nacional dos Trabalhadores em Saúde Mental, completa 22 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento, os profissionais recusaram o papel de agentes da exclusão e da violência institucionalizadas, que desrespeitam os mínimos direitos da pessoa humana, e inauguraram um novo compromisso em busca de uma Reforma do modelos, das práticas e da política de atenção à saúde mental no país. A causa se tornou eixo de um amplo movimento social. Como um de seus resultados, temos hoje a definição legal da Reforma Psiquiátrica, ainda em fase de implementação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversas atividades serão promovidas pelos Conselhos Regionais e por núcleos do Movimento Antimanicomial para marcar a data, sensibilizar a cultura pela causa antimanicomial, assim como para buscar os avanços necessários à implementação de um modelo de atenção efetivamente antimanicomial. No campo da Psicologia, queremos ainda marcar a posição da profissão diante da questão dos princípios orientadores da atenção à saúde mental no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento de luta antimanicomial considera que a loucura pode e deve ter o seu lugar no mundo, que as subjetividades individuais contribuem na construção do todo social e que a aceitação das diferenças, sejam elas quais forem, faz parte do ideal de democracia da nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também já se constatou que não há mais espaço para instituições de cuidado focadas no isolamento, pois se sabe que o convívio comunitário e a interação social são fundamentais para todos os seres humanos. Para garantir saúde mental, é preciso garantir o protagonismo social e a condição de cidadania daqueles que trazem como questão o sofrimento psíquico.&lt;br /&gt;A luta antimanicomial, fundamentada no oferecimento de direitos de cidadania e de convivência social aos portadores de transtornos mentais, é um desafio epistemológico para as ciências da saúde (e outras que queiram a elas se aliar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira a programação de alguns dos Conselhos Regionais de Psicologia e de suas organizações parceiras para o 18 de maio deste ano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Minas Gerais (CRP 04)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em Montes Claros, na segunda-feira, 18, acontece uma passeata que terá início às 8h da manhã em frente à Prefeitura Municipal e será encerrada com apresentações artístico-culturais. Já estão ocorrendo atividades como exposição de trabalhos das oficinas terapêuticas do serviço de saúde mental, grupos de conversação para os usuários e trabalhadores de Saúde Mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Governador Valadares, no dia 18 haverá atividades de lazer e culturais na Praça dos Pioneiros – Centro, além de mesas redondas.&lt;br /&gt;Em Juiz de Fora, a programação começa dia 16 e inclui shows, painéis informativos, varal de poesia e exposições de pintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.conselhodepsicologiamg.org.br/GeraConteudo.asp?materiaID=963"&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;http://www.conselhodepsicologiamg.org.br/GeraConteudo.asp?materiaID=963&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pernambuco (CRP 02)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em Pernambuco, o CRP apoia o Núcleo Estadual da Luta Antimanicomial que realizará no dia 18 de maio uma passeata pelas ruas do Recife em favor do movimento. A caminhada tem início no Parque 13 de maio e segue em direção ao Marco Zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Rio de Janeiro (CRP 05)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O CRP realiza atividade de comemoração ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial nesta sexta-feira, 15 de maio, na Cinelândia, Centro do Rio. O encontro, que tem apoio do Núcleo Estadual do Movimento da Luta Antimanicomial, terá início às 13h. Durante a tarde, haverá apresentação da banda Sistema Nervoso Alterado e do Grupo de Teatro do Oprimido do Hospital Heitor Carrilho, além do Desfile das Camisas de Força Sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.crprj.org.br/2009050605.asp"&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;http://www.crprj.org.br/2009050605.asp&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;São Paulo (CRP 06)&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;Na capital, acontece a I Feira de Saúde Mental e Economia Solidária, debates e exibição do filme Sobreviventes. Em Sorocaba, a programação conta com debate sobre a Reforma Psiquiátrica na Câmara Municipal.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.crpsp.org.br/crp/Default.aspx"&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;http://www.crpsp.org.br/crp/Default.aspx&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A baixada Santista e o Vale do Ribeira também terão intensa programação. Veja o folder (&lt;a href="http://www.pol.org.br/pol/export/sites/default/pol/noticias/noticiaDocumentos/090515_folder_antimanicomial_frt.pdf"&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;capa&lt;/b&gt;&lt;/u&gt; &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://www.pol.org.br/pol/export/sites/default/pol/noticias/noticiaDocumentos/090515_folder_antimanicomia_vrs.pdf"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;programação&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Goiânia (CRP 09)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O Fórum Goiano de Saúde Mental promove manifestações públicas, atividades culturais e debates ao longo de maio.&lt;br /&gt;A Passeata Maluco Beleza será uma manifestação pública político/cultural para marcar a data e fortalecer a luta por uma sociedade sem manicômios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mostra de vídeos e o Seminário – A Crise: Desafio Estratégico da Reforma Psiquiátrica também estão na programação.&lt;br /&gt;Confira a programação, que segue até 21 de maio em&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.crp09.org.br/pt-br/site.php?secao=noticias&amp;amp;pub=743"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;http://www.crp09.org.br/pt-br/site.php?secao=noticias&amp;amp;pub=743&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Santa Catarina (CRP 12)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em Santa Catarina, está previsto para 6 de junho o I Encontro dos Movimentos Sociais na Luta Antimanicomial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 18 de maio haverá programação cultural em Florianópolis, realizada pelo Núcleo Florianópolis do Movimento Nacional da Luta Antimanicomial, com debates e exibição de filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.crpsc.org.br/?open_pag&amp;amp;pid=257"&gt;&lt;b&gt;http://www.crpsc.org.br/?open_pag&amp;amp;pid=257&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Bahia (CRP 03)&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;No CRP, que agrega os estados da Bahia e Sergipe, a programação vai do dia 18 ao dia 23 de maio. No dia 23 de maio às 9h30 acontecerá a II Parada do Orgulho Louco. Em Salvador, a caminhada sairá do Cristo em direção ao Farol da Barra e será sucedida por uma feira de artesanato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações:&lt;b&gt; gtsm@crp03.org.br&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.pol.org.br/pol/cms/pol/noticias/noticia_090515_001.html"&gt;POL&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-2652212362567658180?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/2652212362567658180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/2652212362567658180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/05/luta-antimanicomial.html' title='18 de maio: Dia Nacional da Luta Antimanicomial terá atividades em todo o país'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-5618767892933037477</id><published>2009-05-15T09:29:00.002-03:00</published><updated>2009-05-15T09:32:31.349-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dr. Jorge Alberto Salton'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Funções da Mente'/><title type='text'>AS FUNÇÕES DA MENTE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;ATENÇÃO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;São duas as qualidades fundamentais da atenção:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. Vigilância:&lt;/span&gt; capacidade de dirigir a atenção a um novo objeto/estímulo; ou seja, de prestar atenção aos novos estímulos do meio;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. Tenacidade: &lt;/span&gt;capacidade de manter a atenção voltada para um estímulo, fato ou tarefa; é a capacidade de concentração.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nesta aula, por exemplo, nós estamos sendo tenazes, ou seja, estamos conseguindo concentrar nossa atenção sobre o conteúdo, ou seja, o estudo das funções mentais. Porém, quando entra alguém novo na sala, nos percebemos, ou seja, estamos também vigilantes aos novos estímulos.&lt;br /&gt;As alterações são: hipo ou hipervigilância, hipo ou hipertenacidade. Há pacientes que, por exemplo, estando num quadro maníaco, com a mente acelerada, apresentam-se hipervigilantes e hipotenazes. Ou seja, vão pulando de um estímulo para outro muito rapidamente. Sua conversa poderia ser mais ou menos assim: "Professor, essa atenção que o senhor fala não se refere a das placas de sinalização? Atenção, animais na pista! Eu nunca gostei muito de animais, aliás, sou um sujeito urbano. Animais só em zoológico ou no cinema. O senhor viu o Clube da Luta? O ser humano também é um animal. Filme, filme mesmo eu gostei do Sexto Sentido. Gosto mais ainda é do Shoping onde está o cinema. As mulheres que andam por lá... O senhor tinha de ver. O senhor só anda no hospital, não é? Se bem que o ensino agora é mais ambulatorial. Eu gosto mais de aula prática do que de aula teórica...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SENSOPERCEPÇÃO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Trata-se da capacidade mental de sentir e perceber o meio. Sensação + percepção. Sensação: o trajeto que vai desde a recepção sensorial do estímulo até sua chegada à célula cortical. Percepção: a transformação que esse estímulo sofre ao converter-se em fenômeno psíquico. A percepção é o fenômeno psíquico pelo qual a sensação faz-se consciente. Duas alterações qualitativas nesta função são muito importantes: ilusão e alucinação. A primeiro ocorre na presença de um estímulo/objeto externo. A segunda ocorre na ausência de um estímulo/objeto externo. Ilusão é, portanto, a percepção distorcidade de um estímulo/objeto. Alucinação é a percepção de um estímulo/objeto na ausência dele. Um exemplo de ilusão: o paciente diz que em meio ao barulho do motor do ônibus ouve vozes que o acusam de frouxo. Outro paciente, exemplo de alucinação, afirma que ouve vozes que o acusam de ser homossexual esteja aonde estiver, ou seja, sem estímulo externo nenhum. As alucinações e as ilusões serão auditivas, olfativas, gustativas, visuais, táteis e cinestésicas ou motoras. Neste último tipo, o paciente crê efetuar movimentos, sente-se erguido ou que lhe estão levantando um membro, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MEMÓRIA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Memória é a capacidade de fixar, conservar, evocar e reconhecer um estímulo. Duas destas etapas devem ser bem observadas: a fixação e a evocação. Os distúrbios da memória podem ser divididos em quantitativos e qualitativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quantitativos:&lt;/b&gt; hipermnésia, dismnésia, hipo e amnésia.&lt;br /&gt;A hipermnésia a princípio é uma boa qualidade. Porém, nem sempre. O paranóide apresenta uma hipermnésia seletiva: acumula tudo que é detalhe que possa lhe servir de apoio a idéia delirante de que é, por exemplo, vítima de uma conspiração.&lt;br /&gt;Na dismnésia o paciente esquece alguns fatos de forma total, outros de forma parcial e outros não esquece. Como o derramar de tinta sobre a areia: impregna totalmente algumas partículas, parcialmente a outras e não atinge as demais.&lt;br /&gt;Na hipomnésia e na amnesia, encontramos ou uma diminuição ou a perda total da memória. Devemos observar se é um problema na fixação ou na evocação. Ou se é tanto numa como noutra. Hipo ou amnésia de fixação ou anterógrada: o paciente não consegue lembrar de fatos recentes embora refira-se com precisão a fatos ocorridos no passado, até mesmo em sua infância. Desde o momento que ele teve prejudicada a capacidade de fixar ele não lembra. Antes disso lembra tudo. Em geral indica a presença de quadros cerebrais orgânicos, como a demência, por exemplo. Um tipo especial é a amnésia lacunar. O paciente não fixa um determinado período. Por exemplo, bebeu muito e não lembra onde deixou o carro, o que fez. Nunca irá lembrar. Hipo ou amnésia de evocação ou retrógrada: neste caso, o paciente fixou tudo normalmente, mas não consegue evocar. Indica, em geral, a presença de problemas emocionais que lhe impedem de evocar certas lembranças ansiogênicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Qualitativos:&lt;/b&gt; já visto ("dejà vu"), nunca visto, ilusão de memória e alucinação de memória.&lt;br /&gt;Dejà vu, como o nome diz, implica na sensação de já se ter vivênciado algo que, em verdade, está a ocorrer pela primeira vez. Ocorre quando a situação presente encontra uma relação associativa com uma experiência anterior inconsciente reprimida.&lt;br /&gt;Nunca visto é o contrário: o paciente crê nunca ter visto algo que, em realidade, já vivenciou. A situação fixada na memória foi intensamente reprimida por estar ligada a associações de conteúdo muito desagradável ao indivíduo.&lt;br /&gt;Na ilusão de memória vemos a evocação deformada de um fato, influenciada por suas emoções. Em grau menor: o pênalti a favor de nosso time não marcado. Em grau maior: na paranóia, para corroborar interpretação delirante.&lt;br /&gt;Na alucinação de memória, também chamada de confabulação, o paciente evoca algo que nunca fixou. Preenche o vazio da memória por história imaginada as quais conta como verdade. Vi, certa vez, um médico, numa atitude inadequada, dizer para um paciente hospitalizado: "Então, lhe liberei para passar o fim de semana em casa descançando e o senhor foi para uma pescaria!" O paciente, que não lembrava por que não fixava, em dúvida, preencheu o vazio contanto uma imaginária pescaria, ele que nem havia saído do hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ORIENTAÇÃO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A orientação funcionando adequadamente nos permite em cada momento de nossa vida, ter consciência da situação rela em que nos encontramos. É o processo pelo qual captamos nossa identificação e o ambiente em que nos encontramos. Depende faz funções: atenção, sensopercepção, da memória e da consciência.&lt;br /&gt;· Autopsíquica: Refere-se a própria pessoa. Saber seu nome, idade, local onde mora, profissão, etc.&lt;br /&gt;· Alopsíquica: Tempo (ano, mês, dia, turno do dia) e espaço (lugar onde se encontra).&lt;br /&gt;Portanto, o indivíduo normal está auto e alopsiquicamente orientado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CONSCIÊNCIA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Chamamos de consciência a capacidade de perceber o cenário em torno de si e em perceber que se está dentro do cenário. Con + scientia. Do latim: reunião de conhecimentos. Consiste na percepção/conhecimento que um organismo tem de si mesmo e daquilo que o cerca. A capacidade de tornar-se ciente do cenário e de que se faz parte dele. No sono sem sonhos nossa consciência está inativa. Ao acordarmos vamos nos dando conta do cenário e de que estamos nele. Assemelha-se ao momento em que se ilumina um palco. Além do sono sem sonhos, a consciência está inativa em anestesia geral, no estado de coma e em certas doenças que lesam o cérebro.&lt;br /&gt;Pode ocorrer: (1) Diminuição da consciência; (2) Ausência total de consciência; (3) Estreitamento de consciência.&lt;br /&gt;No estreitamento na consciência seu campo diminui, se restringe a determinada direção; por exempo, o boxeador "grogue" que pode se defender e dar golpes, seguir as regras do pugilismo, mas é incapaz de qualquer outra coisa, inclusive retirar-se para seu campo. Na hipnose, a consciência se restringe à voz do hipnotizador.&lt;br /&gt;A consciência pode também ir diminuindo, sendo rebaixada gradualmente até o completo obscurecimento. Graus de obscurecimento: obnubilação, confusão, estupor e coma.&lt;br /&gt;· Obnubilação: Estão prejudicadas as funções atenção, sensopercepção e memória. É necessário sacudir o paciente, falar alto e várias vezes, para que consiga entender nossa pergunta.&lt;br /&gt;· Confusão: É um grau mais acentuado que a obnubilação, incluindo também prejuízo na orientação.&lt;br /&gt;· Estupor: Aqui, além das funções já citadas nos outros graus, está prejudicada a função pensamento. O paciente está imóvel, parece nem sequer conseguir pensar.&lt;br /&gt;· Coma: É a abolição completa da consciência.&lt;br /&gt;               A consciência pode ser dividida também em: (A) Básica ou central ou simples; (B) Ampliada.&lt;br /&gt;Na consciência básica ilumina-se o cenário e não se coloca nele nossa memória. Ou seja, é apenas o aqui agora. O indivíduo percebe que ele está no cenário. Por "ele" me refirou ao seu self, ao seu eu interior, a sua alma, ao seu espírito. Não importa o nome que vamos dar. Como a memória não é trazida para o cenário, esse self só é percebido como presente mas não se sabe nada de seu passado e de seu futuro. O self interage com os objetos presentes no cenário, mas não interage com sua própria memória.&lt;br /&gt;Na consciência ampliada, a memória é trazida para o cenário, para o "palco iluminado". Meu self torna-se autobíográfico. Sei do meu passado e do meu futuro. Sim meu futuro está na memória, lá está armazenado o que eu planejei fazer amanhã, nos próximos anos, etc.&lt;br /&gt;Certas doenças do cérebro, provocam a perda da consciência ampliada. No Alzheimer, por exemplo, o indivíduo perde ela. Só vive no aqui agora. Ilumina o palco, percebe-se nele, porém não traz para ele nem o passado nem o futuro. O self não é mais autobiográfico. Mais adiante, pode perder a noção de self. Vive apenas como um organismo que não tem eu interior.&lt;br /&gt;(leia mais nos textos: "Consciência" e "Fantasma da máquina")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PENSAMENTO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;No início, tudo se resumia a instinto e hábito.&lt;br /&gt;No processo de evolução, o cérebro consegue representar na mente um objeto. A esta representação se segue outra e assim sucessivamente. Por associação as representações acabam uma chamando outra. Aos poucos, superpondo-se aos instintos e aos hábitos, o cérebro desenvolve uma nova capacidade, a capacidade de pensar.&lt;br /&gt;O pensamento primitivo, portanto, consiste basicamente na sucessão de objetos representados no cérebro que vão fluindo uns encadeados nos outros.&lt;br /&gt;A associações se processam na mente por:&lt;br /&gt;· Lei da contiguidade espacial: duas ou mais idéias se associam porque correspondem à fatos ou estímulos recebidos no mesmo lugar. Se nos recordamos do céu, pensamos logo em estrelas. A lembrança da escola é acompanhada da imagem de alguns colegas.&lt;br /&gt;· Lei da contiguidade temporal: duas ou mais idéias se associam porque correspondem a fatos e estímulos recebidos no mesmo momento. Por exemplo, raio com trovão.&lt;br /&gt;· Lei da semelhança externa: duas ou mais idéias se associam porque correspondem a fatos ou estímulos que se parecem. Uma baleia nos faz pensar num golfinho. Na antiga mesopotanea tentava-se curar a icterícia de um enfermo atando ao leito do mesmo um galo de cor amarela para que atraísse sobre si o amarelo do doente.&lt;br /&gt;· Lei da semelhança interna: duas ou mais idéias se associam porque correspondem a fatos ou estímulos recebidos que tem para o indivíduo o mesmo valor intrínseco ou despertam o mesmo sentimento. Lobo e onça, ambos despertam medo, ambos são agrupados em nosso cérebro como animais selvagens perigosos.&lt;br /&gt;Associando por contiguidade e por semelhança vamos agrupando algumas representações, separando outras, vamos organizando-as em nossa mente, vamos pensando.&lt;br /&gt;O conteúdo do pensamento primitivo se restringia aos elementos presentes captados pelos sentidos naquele momento (aqui e agora): a fruta que estava no galho a sua frente, o cheiro de carniça, etc. Ou seja, o pensamento era exclusivamente concreto.&lt;br /&gt;Porém, as associações gradativamente vão sendo incorporadas à memória e a elas se recorre mais adiante. Ou seja, aos poucos, do pensamento exclusivamente concreto na base do aqui e agora, se desprende o pensamento abstrato. Esta forma de pensar vai além do que está sendo captado naquele momento pelos órgãos dos sentidos, opera incorporando elementos não presentes no campo da percepção. Volta no tempo, associa com representações armazenadas na memória vividas em tempos passados, surgindo no processo de pensar a dimensão temporal. Através do pensamento abstrato é possível nos desvincularmos totalmente dos elementos que estão sendo captados naquele momento. É como se viajássemos para outros espaços e outros tempos.&lt;br /&gt;Em medicina, estudamos o pensamento observando suas três áreas:&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A – PRODUÇÃO OU FORMA DE PENSAMENTO &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras: como se produz este pensamento, que forma ele adquire? Lógica? Mágica? Lógica se baseada na realidade. Mágica se baseada nas nossas fantasias e imaginações.&lt;br /&gt;A lógica, inclusive, é a denominação dada a parte da filosofia que estuda os meios de se chegar ao conhecimento verdadeiro. O pensamento humano, óbviamente, é um ato natural, espontâneo, dispersivo. Os filósofos, por sua vez, procuraram desenvolver uma organização na forma de pensar que permitisse ao ser humana conhecer mais e melhor a realidade do que ocorria em sua forma expontânea de pensar. Ou seja, desenvolveram o pensar científico. Os filósofos se perguntaram: "Se com nosso pensar expontâneo já conseguimos conhecer bastante a realidade que nos cerca, organizando, disciplinando nossa forma de pensar não obteremos muito mais conhecimento?" Ou seja, deveríamos desenvolver um método (meta = através de; odos = caminho; portanto, método = caminho através do qual se chega a um objetivo). O método científico de pensar consiste em organizar e aprimorar ao máximo qualidades já existentes no pensamento humano porém utilizadas de forma dispersiva. Ou seja, organizar e aprimorar a parte lógica de nosso pensar, aquela que se liga na realidade. Estas qualidades são:&lt;br /&gt;· Definição: Consiste em colocar em palavras a essência de uma coisa (ser, objeto, idéia). É um recurso de expressão que utilizamos para transmitir o que é que queremos dar a entender quando empregamos uma palavra ou nos referimos a um objeto ou ser. A todo instante estamos nos colocando frente a definições: "O que é isso?" "O que é aquilo?" "O que você quis realmente me dizer?" Ou seja, estamos constantemente definindo. Lembremos Platão: "A palavra precisa concordar com o fato".&lt;br /&gt;· Classificação: Consiste em distribuir os seres, as coisas, os objetos, os fatos ou fenômenos em acordo com suas semelhanças e diferenças.&lt;br /&gt;· Análise: É a decomposição de um todo em suas partes. Como quase tudo é muito complexo, para se entender algo é necessário discriminar, dividir, isolar as dificuldades para resolvê-las. O espírito analítico volta-se para a diferença entre os objetos, é detalhista e busca a exatidão.&lt;br /&gt;· Síntese: É a reconstituição do todo decomposto pela análise. Busca uma visão do conjunto e apoia-se nas semelhanças entre os seres, fatos, fenômenos e idéias. Análise e síntese são processos inversos mas complementares e estão na base de todos os métodos científicos.&lt;br /&gt;· Indução: Processo que vai do particular para o geral, do conhecido para o desconhecido, dos fatos para as leis, do efeito para as causas, de várias verdades particulares chega-se a uma verdade geral ou lei científica, de uma amostragem válida estende-se o resultado a toda uma população por inferência, por ilação. Por exemplo: uma empresa vai lucrar mais patrocinando o time de futebol do Corínthinas ou o do Internacional? A empresa prefere vender mais para os paulistas ou para os gaúchos? Qual o clube tem maior torcida? Qual das torcidas tem maior poder aquisitivo? Qual das torcidas se interessaria mais pelos produtos da empresa? Qual clube aparece mais na mídia? Enfim, o processo vai da observação de fatos particulares até chegar a verdade geral. Uma "pérola" do pensamento indutivo: em 1666 Newton intui que do galho enfraquecido a maça é puxada para a Terra que é maior que a maça; a Lua é puxada para a Terra que é maior que a Lua. Conclusão: os corpos maiores atraem os menores. Depois, conclui por uma lei mais simplificada: os corpos se atraem.&lt;br /&gt;· Dedução: O processo mais comum que vai da generalização para a especificação. Por exemplo: "Todo o brasileiro entende de futebol. Jorge Alberto é brasileiro. Jorge Alberto entende de futebol". Estamos tão habituados à dedução que muitas vezes pulamos a argumentação e vamos direto a conclusão. Cito como exemplo a pessoa que vai ser entrevistada tendo em vista obter um emprego. Minutos antes sente-se um pouco tonta. Imediatamente vai a lancheria próxima e toma um refrigerante. É possível que nem tenha tido consciência do processo que fez. Se perguntado, talvez responda que sentiu vontade de tomar um refrigerante. Seu raciocíneo, em verdade, foi complexo e essencialmente dedutivo: "Sinto-me um pouco tonto. Uma vez experimentei sensação parecida e conclui estar com hipoglicemia. Devo estar com hipoglicemia de novo. Quem está com hipoglicemia deve ingerir açúcar. Tenho poucos minutos para entrevista. Um refrigerante é algo com açúcar que posso encontrar e beber rapidamente".&lt;br /&gt;No processo de descoberta de uma lei natural, dirigimo-nos do particular para o geral: indução. Obtida a lei, ao aplicá-la, dirigimo-nos do geral para o particular: dedução. Por exemplo, L. Auembruggerr (1722-1809) publicou um livro ao qual deu o nome de Inventum Novum. O invento que descreve é o método de percussão direta do tórax. Observara na infância seu pai batendo nas barricas de vinho para concluir pelo som mais abafado o nível de vinho contido. Por indução conclui que sempre que houver líquido num recipiente fechado, o som da percussão será mais abafado do que onde houver ar (do particular para o geral). Por dedução conclui que o mesmo se passaria com coleções de líquido na cavidade toráxica de seus pacientes (do geral para o particular). Transpôs assim para o exame do doente o método usado por seu pai com as barricas. J.N. Corvisart (1755-1821) teve conhecimento desta ainda obscura obra e divulgou-a em Paris e o método de percussão se mostrou espetacularmente fecundo em mãos dos clínicos franceses.&lt;br /&gt;Graças a capacidade de pensar com lógico que adquirimos juízo. Juízo consiste na capacidade de comparar os fatos, as idéias, comprender suas conseqüências, tirar conclusões. É um trabalho de síntese, de compreensão e de julgamento do que considera certo ou não. Juízo da realidade: o processo mental mediante ao qual somos capazes de distinguir o que pertence a nossa realidade interna o que pertence a realidade externa. Na psicose, o paciente perde esta capacidade e considera seus pensamentos, fantasias, imaginações e sonhos como sendo reais. Juízo subjetivo: quando dirigido ao próprio indivíduo, é a autocrítica. Juízo objetivo: quando dirigido ao mundo externo.&lt;br /&gt;Portanto ao observarmos a forma ou produção do pensamento de nosso paciente, estaremos sempre atentos a questão: lógico x mágico. Qual deles predonima? Quando predomina o mágico, estamos diante de um sintoma. Por exemplo, em psiquiatria se chama de autista aquele que apresenta autismo: está tão voltado para seus pensamentos fantasiosos que anda sem juízo da realidade. Por exemplo, entra cantando na sala e, indiferente se ali se processa uma reunião ou uma palestra, continua cantando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;B – CURSO DO PENSAMENTO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Quando o pensamento se expressa por meio da linguagem obsevamos um constante encadeamento de uma idéia com a que a precede. Normalmente há uma coordenação coerente e lógica das idéias afins e passa-se inintirruptamente e sem desvios da idéia inicial à final. Quando isto não ocorre, significa a existência de algum distúrbio.&lt;br /&gt;· Fuga de Idéias: Há um aumento da atividade associativa e um desvio rápido de uma idéia à outra a ponto de não se chegar a concluir nenhuma. Encontra-se associada a alteração da atenção: hipervigilância, hipotenacidade. Por exemplo, o indivíduo começa a nos contar o enredo de um filme que acabara de ver que envolvia uma fuga em alta velocidade. A partir daí ele passa a falar da velocidade na fórmula 1, depois no trânsito de São Paulo. Parte para os problemas de violência em São Paulo. Segue com a violência humana, a bomba atômica, os átomos, a inércia, o bom descanço numa praia deserta, o peixe assado, o vinho, a produção de uva em Bento Gonçalves... Nunca chega ao final do filme.&lt;br /&gt;· Desagregação: Diferente da fuga de idéias, na qual ainda se conservam as conexões normais, apesar da mudança constante antes da conclusão, na desagregação parece não haver nenhum fio de ligação. Ocorre uma salada de palavras. Exemplo: "jantei hoje, o carro desceu o edifício, o Paraguai é guai, nadam as pedras, foto vai, foto vem, veneno com jabutica, deus é grande".&lt;br /&gt;· Bloqueio do pensamento: O curso do pensamento cessa bruscamente. Algumas vezes a interpretação é só momentânea, noutras é definitiva e começa outro pensamento completamente diferente.&lt;br /&gt;· Inibição do pensamento: Tanto o início como o curso do pensamento são muito lentos. O paciente fala muito devagar, baixo, parece-nos que é muito difícil para ele pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;C – CONTEÚDO DO PENSAMENTO &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;· Idéias supervalorizadas: Idéias que tem carga afetiva mais forte tendem a dominar. A importância de uma idéia está diretamente relacionada com a importância interna de tal crença. O indivíduo torna-se cego para todo o resto.&lt;br /&gt;· Idéia delirante (delírio): Uma idéia ou conjunto de idéias erradas, não aceitas pelo juízo normal da realidade. Características: 1. Falta de consciência do transtorno; 2. Irredutibilidade; 3. Tendência a difusão. Delírio sistematizado: interpretação total, há um discurso global delirante. Delírio não sistematizado: pequenos fragmentos delirantes, não engloba o todo. Uma idéia delirante pode ser de: grandeza, persecutória, auto-acusação, influência, referência, mística, ciúme, invenção e outras.&lt;br /&gt;· Idéias obsessivas: São idéias não desejadas, não compreendidas e que se rechaçadas voltam a mente contra a vontade do indivíduo.&lt;br /&gt;· Idéias fóbicas: coisas, objetos e situações que normamelmente não são perigosoas passam a ser coloridas com idéias de que são perigosas.&lt;br /&gt;· Idéias auto ou heteroagressivas: O médico sempre estará atento a existência de tais conteúdos no pensamento de seu paciente pelo risco de suicídio ou de homicídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;LINGUAGEM&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;É o modo de expressar-se. É o conjunto de sinais convencionais que utiliza o homem para expressar seus pensamentos e sentimentos. Tomando a linguagem como meio de expressão, ela pode ser: oral, escrita, mímica.&lt;br /&gt;Na psicopatologia da linguagem oral, encontramos as seguintes alterações principais:&lt;br /&gt;· Taquilalia ou verborréia: Aceleração da velocidade de expressão ou aceleração associativa. Característica dos estados de excitação.&lt;br /&gt;· Bradilalia: Diminuição da velocidade de expressão por lentidão associativa. Por exemplo, na depressão.&lt;br /&gt;· Mutismo: inibição voluntária ou semi-voluntária da palavra falada. Em certos casos, por exemplo, de depressão grave: não fala porque está certo da inutilidade de tentar qualquer tipo de comunicação, sua vida já acabou. No mutismo do esquizofrênico, o não falar se deve ao total desinteresse pelo mundo exterior totalmente mergulhado que está em suas fantasias.&lt;br /&gt;· Ecololalia: Repetição como um eco das últimas palavras do interlocutor.&lt;br /&gt;· Estereotipia verbal: Repetição automática de uma frase, palavra, sílaba ou som.&lt;br /&gt;· Dislalia: defeito orgânico ou funcional da fala devido a mal formações ou inervação imperfeita da boca e dos órgãos de fonação; observa-se mais comumente na infância. Rotacismo: dificuldade em pronunciar o r. Landacismo: dificuldade de pronunciar o l. Sigmatismo: dificuldade em pronunciar o s.&lt;br /&gt;· Disfemias: Desordens de emissão da palavra de causa não orgânica. Inclui-se aqui a tartamudez.&lt;br /&gt;Na patologia da linguagem mímica, observamos:&lt;br /&gt;· Hipermímica: Aumento dos movimentos da expressão facial.&lt;br /&gt;· Hipomímica: Diminuição da expressão facial.&lt;br /&gt;· Amímica: Imobilidade facial absoluta.&lt;br /&gt;· Paramímica: Há uma impropriedade mímica; a mímica não traduz o estado afetivo do indivíduo.&lt;br /&gt;A patologia da linguagem escrita, não apresenta maior importância na prática médica habitual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;INTELIGÊNCIA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;É a capacidade de aproveitar a sua própria experiência prévia para superar obstáculos (resolver problemas) e alcançar seus objetivos. Na maioria dos casos, na própria forma do paciente nos comunicar como lida com sua vida, nos percebemos se sua inteligência é mediana ou se é gravemente disturbada. Entretanto, há casos em que necessitamos encaminhá-lo a realização de um teste de inteligência, que vai nos revelar seu QI (quociente de inteligência).&lt;br /&gt;Estes testes não são totalmente precisos, muitos fatores podem limitar o desempenho do paciente no teste: bagagem socio-cultural, idioma, dificuldades motoras, sensorias e de comunicação que possa apresentar. Numa fórmula simplificada, poderiamos dizer que o resultado final é medido pela equação: I = idade mental/idade cronológica x 100.&lt;br /&gt;O estudo da inteligência pode ser dividido em áreas, as chamadas sete (7) inteligências: I. Corporal/esportiva; II. Visual/espacial; III. Lógico/matemática; IV. Lingüística; V. Musical; VI – Interpessoal; VII – Intrapessoal ou intrapsíquica.&lt;br /&gt;Para a relação médico paciente é de grande interesse a observação das duas últimas. A inteligência interpessoal consiste na capacidade de lidar com as pessoas:&lt;br /&gt;1. Colocar-se no lugar delas;&lt;br /&gt;2. Imaginar o que elas sentem;&lt;br /&gt;3. Antever suas reações;&lt;br /&gt;4. Observar sua inteligência;&lt;br /&gt;5. Observar sua afetividade e sua agressividade(destrutividade);&lt;br /&gt;6. Seu nível de maturidade;&lt;br /&gt;7. Seus sentimentos e suas intenções em relação a ela mesma e aos outros.&lt;br /&gt;A inteligência intrapsíquica consiste na capacidade de observar/lidar consigo mesmo:&lt;br /&gt;1. Perceber os próprios sentimentos;&lt;br /&gt;2. Avaliar seu próprio nível de inteligência;&lt;br /&gt;3. Avaliar seu próprio nível de maturidade;&lt;br /&gt;4. Perceber seus pontos fracos;&lt;br /&gt;5. Sua afetividade, sua agressividade (destrutividade);&lt;br /&gt;6. Seus projetos/sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;AFETO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Afeto, sentimento, emoção, humor, são termos utilizados para a descrição desta função mental que participa e influi em toda a vida mental. Como vamos optar entre duas ou mais boas opções? Qual restaurante vamos? Qual cor vamos escolher se ambas são bonitas? O afeto é que decide. Se tivermos nosso afeto bloqueado, ficamos paralisados. Doença neurológica... Portanto, é uma importante função que influi em nossa atitude geral de aceitação ou rejeição de vínculos pessoais, de envolvimento ou não em determinada atividade, assim por diante.&lt;br /&gt;Na psicopatologia da afetividade, encontramos:&lt;br /&gt;· Afetos prazeirosos: Quando excessivos, como é o caso da euforia, pode ter origens em certas patologias; quadros maníacos, uso de drogas estimulantes.&lt;br /&gt;· Afetos depressivos: Pode variar em grau, desde uma pequena tristeza até uma melancolia profunda.&lt;br /&gt;· Afetos inadequados: A manifestação afetiva do paciente não combina com o que é esperado naquela situação. Por exemplo, no velório de alguém que lhe é significativamente importante, o indivíduo se mostra afetivamente indiferente ou até mesmo, alegre.&lt;br /&gt;· Afetos ambivalentes: Sentimentos contraditórios, simultâneos em relação a uma mesma pessoa ou área de interesse.&lt;br /&gt;· Medo, ansiedade, pânico: Nós precisamos do sentimento do medo, um alerta frente aos perigos desta vida. Porém, às vezes, este medo é desnecessário. Convivemos com uma permanente ansiedade. Ou temos crises de grande ansiedade sem motivo aparente, chamada de pânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CONDUTA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sob este sub-título, estudamos as seguintes alterações:&lt;br /&gt;· Hiperatividade: O paciente apresenta uma atividade exagerada. Na infância, encontramos crianças que são hipervigilantes, hipotenazes e hiperativas em quadros chamados de hipercinéticos.&lt;br /&gt;· Hipoatividade: A atividade diminuida é comum em quadros depressivos.&lt;br /&gt;· Conduta heteroagressiva: Quando a agressão se volta para outras pessoas, podendo chegar ao homicídio.&lt;br /&gt;· Conduta autoagressiva: A agressão volta-se para si, podendo chegar ao suicídio.&lt;br /&gt;· Compulsão: impulso irrestível de executar certo ato. É a conseqüência na conduta da alteração do pensamento chamada de obsessão. Apresenta, portanto, as mesmas característica desta.&lt;br /&gt;· Estereotipias: Constante repetição de certas atividades. Os movimentos estereotipados são também chamados de maneirismos.&lt;br /&gt;· Negativismo: Resistência do paciente em fazer o que se pede a ele, ou até mesmo, fazer o contrário do que se pede a ele.&lt;br /&gt;· Catalepsia: Constante imobilidade numa posição qualquer. Um tipo de catalepsia é a flexibilidade cérea na qual as articulações do paciente podem ser estendidas sofrendo a resistência semelhante a da cera e permanecem na posição que a deixarmos mesmo que muito incômoda.&lt;br /&gt;(Jorge Alberto Salton)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.salton.med.br/index.php?id_menu=texto&amp;amp;idioma=portugues&amp;amp;id_texto=45"&gt;Salton Courses&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-5618767892933037477?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/5618767892933037477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/5618767892933037477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/05/mente.html' title='AS FUNÇÕES DA MENTE'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-3953496791663727227</id><published>2009-05-15T09:13:00.003-03:00</published><updated>2009-05-15T09:16:51.994-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dr. Jorge Alberto Salton'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bipolar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Depressão'/><title type='text'>TODOS OS DEPRESSIVOS SÃO BIPOLARES?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;            O título tem a função de chamar a atenção para uma distorção diagnóstica. Há alguns anos muitos casos de transtorno bipolar não eram diagnosticados. Ultimamente passou-se para o outro extremo: tudo é bipolar.&lt;br /&gt;Isto implica no uso exagerado de certos medicamentos chamados de estabilizadores. Medicamentos de fundamental importância na boa evolução de uma paciente quando utilizados nas situações em que eles realmente são indicados.&lt;br /&gt;Para explicar com mais clareza, primeiro vamos rever a muito útil classificação do espectro bipolar descrita por Akistal, Pinto e Lara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ESPECTRO BIPOLAR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;_______________________________________&lt;br /&gt;Bipolar ½   Esquizoafetivo&lt;br /&gt;Bipolar I   Depressão e mania&lt;br /&gt;Bipolar I e ½ Hipomania&lt;br /&gt;Bipolar II   Depressão e hipomania&lt;br /&gt;Bipolar II e ½ Depressão ciclotímica&lt;br /&gt;Bipolar III  Hipomania farmacológica&lt;br /&gt;Bipolar III e ½ Hipomania com abuso de&lt;br /&gt;                               álcool e estimulantes&lt;br /&gt;Bipolar IV  Hipertimia e depressão&lt;br /&gt;Bipolar V  Estado de depressão mista&lt;br /&gt;Bipolar V e ½ Depressões recorrentes&lt;br /&gt;Bipolar VI  Instabilidade do humor e&lt;br /&gt;                demencia ______________________________________&lt;br /&gt;Akistal, Pinto e Lara, 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem há muitos anos trabalha com os transtornos afetivos sabe da importância de se discriminar as diferentes manifestações da doença. Sabe também da importância do uso dos medicamentos chamados de estabilizadores do humor nestes quadros, entre outros: carbolitium, carbamazepina, ácido valpróico, oxcarbamazepina, topiramato, olanzapina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, ocorrem alguns exageros. O primeiro é considerar que quadros de depressão unipolar são, na verdade, bipolares. Que os episódios maníacos ou hipomaníacos não foram percebidos na avaliação (bipolar I e II). Tal fato induz o médico a usar sempre um estabilizador do humor, afinal poderia não ser uma depressão apenas unipolar. Um paciente poderá ficar recebendo por muitos anos um medicamento desnecessariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exagero: nunca se deve usar antidepressivo no bipolar devido a possibilidade de uma virada maníaca (bipolar III). Na prática, raramente acontece isso e, em geral, são situações que se ocorrem podem ser corrigidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro: medicar sempre com estabilizador o bipolar I e ½ e o bipolar II. Muitas vezes não é necessário. A hipomania é leve e não traz prejuízos não justificando o uso diário, contínuo e por tempo indeterminado de um estabilizador do humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Concluindo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. &lt;/span&gt;A depressão unipolar existe sim;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. &lt;/span&gt;É possível usar antidepressivos em alguns quadros bipolares;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3.&lt;/span&gt; Os estabilizadores mudaram sim para melhor a evolução dos pacientes com quadro bipolar porém não devem ser usados em todos os casos contidos no espectro bipolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Dr. Jorge Alberto Salton)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.salton.med.br/index.php?id_menu=texto&amp;amp;idioma=portugues&amp;amp;id_texto=100"&gt;Salton Courses&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-3953496791663727227?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/3953496791663727227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/3953496791663727227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/05/bipolar.html' title='TODOS OS DEPRESSIVOS SÃO BIPOLARES?'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-911241520172108979</id><published>2009-05-15T08:54:00.001-03:00</published><updated>2009-05-15T08:58:00.884-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dr. Paulo Caramelli'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>DEMÊNCIA: COMO DIAGNOSTICAR?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Entrevistado:&lt;/span&gt; DR. PAULO CARAMELLI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cada vez mais pacientes com suspeita de demência são atendidos em ambulatórios ou consultórios de médicos que lidam com clientela idosa. O dr. Paulo Caramelli, neurologista, professor adjunto da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais e professor do curso de pós-graduação em Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, no intuito de auxiliar os médicos no correto diagnóstico, publicou um artigo na Revista Brasileira de Psiquiatria junto com sua colega dra. Maira Tonidandel Barbosa sob o título “Como diagnosticar as quatro causas mais freqüentes de demência?” (Rev Bras Psiquiatr 2002;24 Supl I: 7-10) Como a prevalência de demência duplica a cada 5 anos após os 60 anos de idade, é de suma importância a todo o médico ter o conhecimento necessário para o diagnóstico desses quadros. O dr. Paulo Caramelli, de forma muito didática, nesta entrevista que gentilmente concedeu ao site Comportamento Humano (CH) traça um roteiro que facilita o trabalho de seus colegas no dia-a-dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; P – Como podemos definir a demência?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; DR. PAULO CARAMELLI – Como uma síndrome caracterizada pelo declínio de memória associado a déficit de pelo menos uma outra função cognitiva (linguagem, gnosias, praxias ou funções executivas) com intensidade suficiente para interferir no desempenho social ou profissional do indivíduo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; P – A memória é uma alteração sempre presente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; DR. PAULO CARAMELLI – O diagnóstico de demência exige a ocorrência do comprometimento da memória, embora essa função possa estar relativamente preservada nas fases iniciais de algumas formas de demência, como a demência frontotemporal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; P – Para se chegar a um diagnóstico sindrômico de demência o que mais devemos observar além do comprometimento da memória?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; DR. PAULO CARAMELLI – O diagnóstico sindrômico depende de comprovação objetiva do prejuízo cognitivo e também do comprometimento funcional (do desempenho em atividades de vida diária).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; P – Como o clínico pode num primeiro contato avaliar o funcionamento cognitivo do paciente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; DR. PAULO CARAMELLI – Com testes de rastreio, por exemplo, o miniexame do estado mental. Pode empregar testes breves, de fácil e rápida aplicação como os de memória (por exemplo, evocação tardia de listas de palavras ou de figuras), os de fluência verbal (por exemplo, número de animais em um minuto) e o desenho do relógio. Nos casos em que persistem dúvidas diagnósticas (como nos casos de demência leve ou incipiente), a avaliação neuropsicológica formal, administrada por profissional habilitado, é recomendada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; P – Como avaliar o desempenho do paciente em atividades de vida diária?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; DR. PAULO CARAMELLI – As atividades instrumentais da vida diária (usar o telefone, cozinhar, administrar contas bancárias, por exemplo) são acometidas mais precocemente, razão pela qual num primeiro contato devem ser as primeiras avaliadas. As atividades consideradas básicas (higiene pessoal, por exemplo) também devem ser observadas. Usualmente elas ocorrem mais adiante, após o prejuízo das atividades instrumentais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; P – Quais as causas mais freqüentes de demência?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; DR. PAULO CARAMELLI – Inúmeras são as causas, mas as mais freqüentes são: doença de Alzheimer (DA), demência vascular (DV), demência com corpos de Lewy (DCL) e demência frontotemporal (DFT).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; P – Como se faz o diagnóstico das causas da demência?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; DR. PAULO CARAMELLI – O diagnóstico etiológico se baseia em exames laboratoriais e de neuroimagem (fundamentais para o diagnóstico de DV), além da constatação de perfil neuropsicológico característico. Esse último aspecto é particularmente importante para o diagnóstico diferencial das demências degenerativas, grupo do qual fazem parte a DA, DCL e a DFT. Na DA, por exemplo, predominam as alterações de memória para fatos recentes, usualmente constituindo a primeira manifestação clínica da doença.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; P – Quais os exames laboratoriais que podemos considerar indispensáveis?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; DR. PAULO CARAMELLI – O hemograma, as provas de função tiroidiana, hepática e renal, as transaminases hepáticas, as reações sorológicas para sífilis e o nível sérico de vitamina B12. Esses exames permitem a identificação de diversas causas potencialmente reversíveis de demência, além de possibilitarem detecção de eventuais doenças associadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; P – Quais os exames de neuroimagem são necessários?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; DR. PAULO CARAMELLI – Exames de neuroimagem estrutural: tomografia computadorizada ou ressonância magnética de crânio. Eles poderão revelar alterações vasculares sugestivas do diagnóstico de DV ou de DA com doença cerebrovascular e outras condições como tumores, hidrocefalia ou hematoma subdural crônico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; P – No caso das demências degenerativas, o que se esperar dos exames?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; DR. PAULO CARAMELLI – Nas degenerativas (DA, DCL e DFT), os exames laboratoriais são normais e os de neuroimagem estrutural revelam atrofia cortical, que, embora constitua alteração inespecífica, pode eventualmente apresentar distribuição topográfica sugestiva (por exemplo, atrofia predominante de lobos frontais e de porções anteriores dos lobos temporais na DFT ou de estruturas temporais mesiais, especialmente da formação hipocampal, na DA). No entanto, o diagnóstico diferencial se baseia em grande parte na história clínica, bem como no perfil neuropsicológico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; P – Em relação à doença de Alzheimer as alterações degenerativas de partes do cérebro provocam que sintomas particulares?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; DR. PAULO CARAMELLI – A distribuição do processo degenerativo no cérebro provoca alterações cognitivas e comportamentais, com preservação do funcionamento motor e sensorial até as fases mais avançadas da doença. O primeiro sintoma é usualmente o declínio da memória, sobretudo para fatos recentes, relacionado ao acometimento precoce e intenso da formação hipocampal. Também surge desorientação espacial. Convém lembrar que a DA é a causa mais freqüente de demência, responsável por mais de 50% dos casos na população idosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; P – Com a evolução do quadro, que outros sintomas acometem o paciente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; DR. PAULO CARAMELLI – Alterações da linguagem (principalmente dificuldade para encontrar palavras ou anomia), déficits de planejamento e de habilidades visuais-espaciais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; P – A demência vascular (DV) é devida a vários quadros?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; DR. PAULO CARAMELLI – Trata-se da segunda causa mais freqüente de demência e refere-se aos quadros causados pela presença de doença vascular cerebral. Os fatores de risco para a DV são os mesmos relacionados ao processo de aterogênese e doenças relacionadas: idade, hipertensão arterial, diabetes, dislipidemias, tabagismo, doenças cérebro e cardiovasculares, entre outros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; P – Como se caracteriza a demência com corpos de Lewy (DCL)?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; DR. PAULO CARAMELLI – É a segunda causa mais freqüente de demência degenerativa em idosos. Duas das seguintes manifestações são necessárias para o diagnóstico provável: (1) flutuação dos déficits cognitivos em questão de minutos ou horas; (2) alucinações visuais bem detalhadas, vívidas e recorrentes; (3) sintomas parkinsonianos, geralmente do tipo rígido-acinéticos, de distribuição simétrica. Os pacientes costumam também apresentar quedas ou síncopes, além de – freqüentemente - alterações de sono (transtorno comportamental do sono REM).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; P – E quanto às demências frontotemporais (DFT)?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; DR. PAULO CARAMELLI – Desse grupo de demência fazem parte a doença de Pick, a degeneração dos lobos frontais e a demência associada à doença do neurônio motor (esclerose lateral amiotrófica), além da chamada demência semântica. Nas DFT, a memória e as habilidades visuais-espaciais encontram-se relativamente preservadas, pelo menos nas fases iniciais. O quadro clínico revela alterações de personalidade e de comportamento, além de alterações de linguagem (redução da fluência verbal, estereotipias e ecolalia), de início insidioso e caráter progressivo. Na demência semântica, ocorre perda progressiva do reconhecimento do significado de palavras, objetos e conceitos (caracterizando prejuízo progressivo da memória semântica).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; P – As alterações comportamentais podem induzir o médico a confundir com um quadro de depressão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; DR. PAULO CARAMELLI – Sim, à medida em que alguns casos de DFT podem se apresentar como isolamento social, apatia, perda de crítica, desinibição, impulsividade, irritabilidade e descuido da higiene pessoal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; P - Como foi que a vida lhe levou para a medicina e para a especialidade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; DR. PAULO CARAMELLI – Há muitos médicos na minha família: meu pai, meu irmão, um avô, meu único tio e meu único primo de 1º grau foram/são médicos, o que certamente teve grande influência sobre minha escolha. Em relação à opção pela Neurologia, eu a considero uma especialidade fascinante pela grande interface que tem, de um lado, com a Clínica Médica e, de outro, com a Psiquiatria, áreas que sempre me atraíram muito. Acho a Neurologia que foi uma forma de contemplar os meus diferentes interesses. Além disso, desde a faculdade eu fui atraído pela área das Neurociências Cognitivas, o que acabou me direcionando – já dentro da Neurologia – para a linha de pesquisa na qual trabalho. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; P - Que mensagem daria a futuros e aos novos médicos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; DR. PAULO CARAMELLI – Não me considero em condições, e por isto não teria a ousadia, de dar conselhos a jovens ou a futuros colegas. Poderia apenas dar duas sugestões: que invistam muito e desde cedo em sua formação, e que, na medida do possível, busquem um campo de atuação dentro da Medicina em que trabalhem com prazer e no qual se sintam realizados tanto do ponto de vista intelectual quanto emocional. Embora a questão da remuneração seja fundamental e infelizmente o trabalho médico esteja passando por um momento de desvalorização, acho que quando o profissional se dedica e sente prazer pelo que faz, aumentam as chances de ser mais valorizado com o passar do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.salton.med.br/index.php?id_menu=entrevista&amp;amp;idioma=portugues&amp;amp;id_entrevista=55"&gt;Salton Courses&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-911241520172108979?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/911241520172108979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/911241520172108979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/05/demencia.html' title='DEMÊNCIA: COMO DIAGNOSTICAR?'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-1836655434314325401</id><published>2009-05-12T13:02:00.003-03:00</published><updated>2009-05-12T13:19:13.756-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saúde Mental'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esquizofrenia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>Esquizofrenia em foco</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_UYsm8UbNTfo/SIf65F6VDxI/AAAAAAAAAtQ/mastzYHGoGI/s400/esquizo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 168px; height: 169px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_UYsm8UbNTfo/SIf65F6VDxI/AAAAAAAAAtQ/mastzYHGoGI/s400/esquizo.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Passeando pela net em busca de informações para uma pesquisa acadêmica, deparei-me com um artigo no site &lt;a href="http://opiniaoenoticia.com.br/vida/saude/esquizofrenia-vivendo-dentro-e-fora-da-realidade/?gclid=CMfoiLeRt5oCFQOeFQod_jz3cg#toggleText2"&gt;Opinião e Notícia&lt;/a&gt; que tratava da Esquizofrenia, daí li, achei muito interessante e trouxe-a cá para o &lt;a href="http://www.psicologandonanet.blogspot.com"&gt;Psicologando &lt;/a&gt;no intuito de compartilhar com os amigos leitores um pouco mais sobre este tão sério e complexo transtorno, agora mais amplamente comentado graças à divulgação em uma telenovela que atualmente trás esta discussão a público através do drama de um jovem rapaz de bom nível social/financeiro, que  surta de um momento para outro e passa a viver em dois mundos paralelos: ora num, ora noutro. O personagem vivido pelo autor &lt;a href="http://gagliassoblog.com/"&gt;Bruno Gagliasso&lt;/a&gt; representa o drama de muitos que convivem com esta doença, que ainda não tem cura, apenas controle...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então convido todos a lerem esta reportagem, a se interarem mais sobre este problema até mesmo para auxiliar alguém que atualmente precisa conviver com este fardo, e até mesmo algum familiar, pois a doença alcança a todos de uma forma muito triste.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Clique no link abaixo para ir à página do artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://opiniaoenoticia.com.br/vida/saude/esquizofrenia-vivendo-dentro-e-fora-da-realidade/?ga=nsb"&gt;Esquizofrenia: vivendo dentro e fora da realidade&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-1836655434314325401?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/1836655434314325401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/1836655434314325401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/05/esquizofrenia-em-foco.html' title='Esquizofrenia em foco'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_UYsm8UbNTfo/SIf65F6VDxI/AAAAAAAAAtQ/mastzYHGoGI/s72-c/esquizo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-8187557897210879661</id><published>2009-05-12T08:58:00.003-03:00</published><updated>2009-05-12T09:09:24.435-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alteração da Orientação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicopatologia'/><title type='text'>Alterações da Orientação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Orientação é um estado no qual temos consciência de nossa vida, da situação real em que nos encontramos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/ListaNoticiaBusca&amp;amp;pagina=1&amp;amp;idCategoriaNoticia=10"&gt;Psicopatologia&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi particularmente após as reflexões de Husserl e Heidegger que se passou a reconhecer a distinção entre os duas estruturas temporais, o tempo subjetivo e o tempo objetivo, correspondentes respectivamente ao tempo do eu e ao tempo do mundo. O primeiro equivale ao tempo interior ou verdadeiro, ou o tempo imanente das vivências, no dizer de Husserl e, o segundo, é o tempo cósmico ou cronométrico, o tempo da física, divisível e mensurável por meio de instrumentos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em sua análise da consciência do tempo, Husserl assinala que toda vivência real possui uma duração e se insere em um contínuo infinito, num horizonte de tempo inerente à corrente de vivências, e que se apresenta como forma de conexão das vivências entre si, na ordem temporal que inclui o antes, o agora, o depois, o simultâneo, o sucessivo, etc. Mais que isso, a consciência do tempo é um elemento unificador das vivências, em sua multiplicidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para Husserl, o tempo imanente é algo desvinculado da realidade material e do tempo cósmico. Ele existe como um fluxo permanente, através do qual se integram e se escoam os momentos concretos que o constituem o passado, o presente e o futuro. Dessa forma, o tempo imanente é identificando com a constituição subjetiva da consciência, uma consciência interna do tempo que possibilita a síntese da existência (transcendental sucessão fenomenológica), isto é, a síntese unificadora e identificadora da consciência das vivências. Aquilo que na filosofia se chama tempo imanente, interior ou verdadeiro, em psicopatologia vamos chamar de vivência do tempo ou vivência temporal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo Jaspers o espaço e o tempo representam as qualidades essenciais na estrutura das vivências, tanto nas vivências normais como nas patológicas . Seria impossível a representação de qualquer vivência humana emancipada do espaço e/ou do tempo. Embora nas vivências interiores, principalmente naquelas destituídas de objeto (reflexão, sentimentos, etc), possa se abandonar a espacialidade, o tempo, porém, permanece sempre presente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo Jaspers ainda, o espaço e o tempo só seriam qualitativamente reais para nós quando ocupados por alguma coisa. Quando vazios, o espaço e o tempo possuiriam um traço comum de natureza quantitativa em termos de dimensões, continuidade ou infinitude e, ao serem preenchidos, se tornariam qualitativos. Assim sendo, como espaço e tempo só existem para a pessoa quando realmente preenchidos, surge o problema sobre o que se deve considerar, exatamente, como espaço e como tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao estudar os problemas relacionados com a vivência do tempo, Jaspers aponta três considerações preliminares:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;1. O saber sobre o tempo -&lt;/strong&gt; Refere-se ao tempo objetivo e ao rendimento na avaliação correta ou falsa dos períodos de tempo e, além disso, à apreensão pessoal correta ou falsa da essência do tempo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;2. A Vivência do tempo -&lt;/strong&gt; A vivência subjetiva do tempo não é uma avaliação particular do tempo, senão uma consciência total do tempo, para a qual o modo de avaliar o tempo pode ser apenas uma característica entre as demais.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;3. Tratar o tempo -&lt;/strong&gt; O homem deve tratar a situação básica da temporalidade da mesma maneira como se comporta para com o tempo na espera, no amadurecimento da decisão, a seguir na consciência biográfica total de seu passado e de toda a sua vida.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Relatividade&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Têmporo-Espacial&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alterações das vivências do tempo e do espaço podem ser observadas em estados patológicos definidos e sempre que estiver prejudicada a relação entre o eu e o mundo. Recentemente, as categorias tempo e espaço passaram a ser melhor estudadas do ponto de vista psicológico e sociológico. Esses estudos conceituaram, principalmente, a noção de espaço pessoal e de tempo vivido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há dias muito agradáveis que nos deixam a impressão de terem transcorrido muito rápido, enquanto a mesma quantidade de tempo passada numa internação hospitalar pode alterar profundamente o sentido de duração. Também o tempo de expectativa de algum acontecimento bom sempre se nos parece excessivamente longo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Também a espacialidade não se percebe simplesmente pela relação de proximidade ou de longitude físicas. Da primeira vez que percorremos um determinado trajeto, este nos parece sempre mais longo que das próximas vezes ou mais longo que o trajeto de volta. A mesma distância de um dado percurso nos parecera maior ou menor, conforme, estejamos empenhados percorrê-la com mais urgência ou mais despreocupadamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os estudos sobre a consciência do tempo e do espaço, tiveram repercussões consideráveis na psicopatologia, onde possibilitaram a sistematização de suas alterações nas neuroses e psicoses. Dentre essas alterações destacamos, inicialmente, aquelas que concernem à dissociação ou dissincronia entre o tempo do ser e o tempo do mundo, alterações sobre a duração do tempo vivido, que ora se dilata, ora se comprime, lentificando ou acelerando o nosso devir subjetivo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nos estados depressivos e obsessivos, observamos mais uma lentificação, um retardamento ou inibição do acontecer temporal, ao contrario do que ocorre em certas crises de ansiedade, bem como nos casos de uso abusivo de drogas entorpecentes, do acido lisérgico ou substâncias afins.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em esquizofrênicos podemos observar diversos tipos de alterações das vivências temporais, inclusive quanto à duração do vivido e incluindo o fenômeno chamado de dupla cronologia, a sensação verdadeira ao lado da sensação de falsa cronologia. Também ocorre, na esquizofrenia e nos estados de euforia do transtorno do humor, a perda da continuidade da consciência do tempo onde o paciente carece da noção de um curso temporal, motivo pelo qual o tempo lhe parece vazio, como se fosse constituído de uma sucessão de presentes desarticulados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em relação às alterações das vivências espaciais, as mais importantes são as que dizem respeito ao espaço natural orientado e ao espaço humoral. Quanto às primeiras, alterações do espaço natural orientado, são todas aquelas que implicam na quebra da relação do corpo com o seu ambiente imediato. Aqui se incluem as modificações de tamanho e forma, com que são percebidos os objetos no espaço visual, tais como as chamadas macropsias, micropsias, dismorfopsias, dismegalopsias. São fenômenos que podem ocorrer nos delírios toxi-infecciosos, nas psicoses esquizofrênicas, nas epilepsias (auras, estados crepusculares) e também nas intoxicações exógenas. Há uma tendência a interpretar como alterações das vivências do espaço natural também as agnosias ou falsos reconhecimentos, estudados nas alterações da percepção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As alterações do espaço humoral, mais acima chamado de espaço intuitivo, podem ter algumas relações compreensíveis com certas fobias, e com conteúdos simbólicos, como é o caso, por exemplo, da vertigem das alturas, medo de ficar em recintos fechados, atravessar praças, etc. A vivência do espaço como realidade ameaçadora nos fóbicos traduz um estado afetivo ante o percebido. Vivência análoga pode ser sentida pelo esquizofrênico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Orientação&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Orientação é um estado psíquico funcional em virtude do qual temos consciência plena, em cada momento de nossa vida, da situação real em que nos encontramos. É indubitável que a orientação depende, antes de mais nada, da integridade psíquica e do estado de consciência e, uma vez perturbada esta consciência, altera-se concomitantemente a orientação. A orientação mobiliza, em sua execução, fatores que muito cooperam em sua eficácia funcional e que envolvem o exercício de certas operações mentais, bem mais complexas do que se conhece.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De regra, verifica-se a orientação autopsíquica e a orientação alopsíquicas, através da entrevista com o paciente. Pode-se dizer que o paciente está bem orientado quanto a noção do eu, quando fornece ele próprio dados de sua identificação pessoal, revelando saber quem é, como se chama, que idade tem, qual sua nacionalidade, profissão, estado civil, etc. Este atributo da consciência lúcida chama-se Orientação Autopsíquica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Chama-se de Orientação Alopsíquica a orientação da pessoa em relação ao tempo e ao espaço. A orientação no tempo e no espaço depende estritamente da percepção, da memória e da contínuo processamento psíquico dos acontecimentos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O estado global do psiquismo do paciente pode ser avaliado a partir de sua orientação alopsíquica e autopsíquica. A noção de espaço, de tempo, da própria personalidade e de suas relações com o ambiente, apesar de se constituir numa condição mental elementar, representa a síntese de vários atributos psíquicos isolados. Portanto, a orientação global da pessoa não representa uma função psíquica isolada, mas o reflexo de outras funções, como é o caso da sensopercepção, da atenção, da memória, dos conceitos, do juízo e do raciocínio. PatologiaExaminar a orientação, tanto a auto quanto a alopsíquica, estamos avaliando as noções do paciente sobre si mesmo, sobre seu estado atual e sobre suas relações com o restante do ambiente. Tendo em vista a complexidade funcional da orientação, como vimos acima, os quadros onde esta se encontra alterada da orientação não devem ser considerados como sintomas autônomos, senão como conseqüência de vários fatores psicopatológicos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na desorientação autopsíquica total, o indivíduo não sabe quem é. Normalmente esse desconhecimento da própria identidade se verifica nas amnésias totais traumáticas, nos estados de acentuada obnubilação da consciência ou na evolução extremas dos processos demenciais. Bem mais freqüente é a chamada falsa orientação autopsíquica. É a que acomete os enfermos delirantes, quando se auto atribuem uma nova identidade ou quando assimilam a personalidade de figuras fantasiosas de seus delírios.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nos esquizofrênicos pode ocorrer ainda uma dupla orientação, isto é, uma orientação verdadeira ao lado de uma falsa. É o caso, por exemplo, do paciente que responde encontrar-se numa igreja, escola ou prisão, porque se delira acreditando incumbido de alta missão moral ou educativa, ou porque se supõe prisioneiro, seqüestrado, vítima da polícia, de associações secretas, de organizações políticas internacionais mas, ao mesmo tempo ou logo a seguir, mostra saber que se acha no hospital e que está diante do médico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os distúrbios da orientação podem manifestar-se de modo global ou atingir, preferentemente, apenas uma das facetas da orientação. É, por exemplo, o que acontece no delirium tremens, onde se observa conservada a orientação autopsíquica, junto com a mais completa desorientação alopsíquica (no tempo, no espaço e nas relações do enfermo com o ambiente). Em geral, nos doentes mentais, verifica-se que, em primeiro lugar, há perda da orientação no tempo, depois no espaço e, por último, em relação à própria pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Também pode ocorrer desorientação têmporo-espacial completa diante de extremo desinteres-se, como acontece em esquizofrênicos, ou dependente de insuficiente apreensão e fixação de estímulos sensoriais por desatenção e desinteresse nos depressivos mais graves (estupor depressivo). Pode ainda ocorrer ofuscação geral da consciência, logo, desorientação global, nos estados crepusculares epilépticos e histéricos, ou nas síndromes confusionais das psicoses tóxicas e infecciosas agudas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Examinar a orientação, embora seja relativamente simples e acessível, pode ser considerada como a investigação da essência estrutural da consciência. Portanto, para bem avaliar suas perturbações, não basta nos limitarmos às perguntinhas costumeiras da rotina hospitalar mas sim, nos dedicarmos à uma entrevista mais completa, demorada e minuciosa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desde Kraepelin se consideram a multiplicidade de fatores na orientação da pessoa e se distinguem 3 tipos de desorientação, segundo a mesma estivessem na dependência de alterações da percepção, portanto, decorrente de alterações da vida instintivo-afetiva, alterações da memória, ligada ao bloqueio dos processos mnêmicos e, finalmente, conseqüente a alterações na formação dos juízos da realidade. A primeira pode ser chamada de desorientação apática, a segunda de desorientação mnêmica e a terceira de desorientação delirante ou amencial, conforme veremos adiante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desorientação Apática&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como vimos acima, a Desorientação Apática depende de alterações da percepção, ou seja, de alterações decorrentes da vida instintivo-afetiva. Embora o paciente esteja lúcido e perceba com clareza sensorial o que se passa no ambiente à sua volta, existe enorme falta de interesse, expressiva inibição psíquica e insuficiente energia psíquica para a elaboração da representação e do raciocínio. O paciente percebe todas as particularidades do ambiente mas não tem capacidade para integrar essas informação e formar um juízo sobre a própria situação. A Desorientação Apática ocorre nos estados de profunda e grave depressão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desorientação Amnéstica&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As perturbações da memória, que se acompanham de deficiência ou incapacidade de fixação resultam numa desorientação no tempo e no espaço denominada de Desorientação Amnéstica. Caracteriza-se pela incapacidade que o enfermo demonstra para fixar os acontecimentos e, conseqüentemente, para orientar-se no tempo, no espaço e em suas relações com as pessoas do ambiente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desorientação Amencial e Desorientação Delirante&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tanto os casos de obnubilação da consciência quanto os estados delirantes se acompanham de dificuldades da compreensão e, por conseqüência, de alterações da síntese perceptiva. As alucinações e a impressão das percepções, observadas nesses casos, influem também no aparecimento da Desorientação Amencial. Fala-se em Desorientação Amencial para aquela que se observa no delirium tremens e nas psicoses orgânicas, onde se verificam alucinações e transtornos da compreensão que dificultam a orientação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nas psicoses esquizofrênicas falamos em Desorientação Delirante, onde, apesar da completa lucidez da consciência, observa-se um tipo de desorientação resultado da adulteração da situação no tempo e no espaço. Nesses casos, é muito freqüente observar também uma dupla orientação, a delirante ao lado da orientação normal, como dissemos acima. De sorte que os pacientes possam estar orientados no tempo e no espaço mas, por outro lado, podem acreditam que se encontram numa prisão ou no inferno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desdobramento da Personalidade&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje em dia os casos de Desdobramento da Personalidade são considerados como dependentes de auto-sugestão, tratando-se em geral de pessoas histriônicas (histéricas), mas, de qualquer forma, há uma evidente desorientação autopsíquica onde o paciente, desdobrando-se em outra personalidade, perde a orientação da original.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Despersonalização&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O fenômeno conhecido como Despersonalização pode ser observado em alguns casos de reações afetivas muito intensas, em casos de acessos febris toxi-infecciosos e em certas intoxicações exógenas. Trata-se de um estado mental particular, de natureza paroxística, de rápida ou longa duração, caracterizado por um inexplicável sentimento de estranheza. Essa sensação de estranheza é inicialmente relacionado com o meio exterior e se estende, progressivamente, até a própria personalidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nessa situação o paciente assiste inerte ao desenrolar de sua vida psíquica, como se aquilo não estivesse relacionado com sua pessoa. Concomitantemente ele conserva um incrível estado de apatia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estados Patológicos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Alterações da Consciência&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em todos os casos que se acompanham de delírio oniróide, bem como nos casos onde há estreitamento da consciência, como por exemplo nos Estados Crepusculares, se observa desorientação alopsíquica e, freqüentemente, desorientação autopsíquica. O grau de desorientação desses pacientes varia de acordo com a intensidade do transtorno da consciência. De modo geral, o paciente está desorientado no tempo e no espaço e desconhece por completo o lugar e as pessoas que se encontram em sua presença.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nessas alterações da consciência seguidas de desorientação a pessoa não tem capacidade para identificar os objetos que lhe apresentamos ou erra quando tenta identificá-los. Normalmente ele não sabe dizer sua idade, a data, mês e ano, confunde as diferentes períodos do dia e não se recorda do que fez no dia anterior. Há confusão entre os planos da realidade objetiva e o mundo subjetivo.Delirium tremens No Delirium Tremens, o paciente apresenta uma falsa orientação em relação ao tempo e ao espaço, mas normalmente se mantém bem orientado quanto à própria pessoa. Apesar do delirante tremens ser altamente sugestionável a respeito da situação, local onde se encontra, de objetos imaginários, de linhas, animais, etc., não é possível sugestioná-lo quanto a sua identidade. A desorientação alopsíquica, no delirium tremens, é uma conseqüência de falsas percepções, de alucinações e vivências oníricas ligadas à obnubilação a consciência, o que determina a fabulação delirante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sindrome de Korsakov e Psicoses orgânicas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na Síndrome de Korsakov, como no Delirium Tremens, a orientação alopsíquica se acha profundamente alterada e a orientação autopsíquica está conservada. Em decorrência dos distúrbios da memória, existe também uma desorientação amnéstica, especialmente cronológica no tempo, embora os pacientes conservem relativa orientação no meio em que se encontrem.&lt;br /&gt;Nas Psicoses Orgânicas os pacientes vão perdendo progressivamente a orientação alopsíquica. No início da doença, principalmente nos quadros aterosclerótidos, ocorre desorientação apenas durante a noite e por breves espaços de tempo. Mais tarde eles se desorientam também durante o dia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;À medida que a demência se vai se agravando, há perda completa da orientação no tempo e no espaço, chegando, nos casos mais graves a perda também da orientação autopsíquica. É neste ponto que falamos em desorientação amnéstica, caracterizada pela incapacidade do doente de saber a data de sua internação, o dia, o mês e o ano em que se encontra. Portanto, a chamada desorientação amnéstica é própria dos dementes senis, nos quais resulta de alteração profunda de fixação, de perturbações da compreensão e do raciocínio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esquizofrenia&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos esquizofrênicos catatônicos, a orientação no tempo, no espaço e em suas relações com as pessoas do ambiente está muito prejudicada, havendo inclusive, severa alteração da memória, da atenção e completa falta de interesse pelas ocorrências do mundo exterior. Foi nos catatônicos que Kraepelin observou a chamada desorientação apática, descrevendo-a como um estado especial em que o paciente está impossibilitado de perceber a significação do que vê e ouve, permanecendo durante semanas inteiras sem manifestar nenhuma preocupação sobre o lugar onde se encontra e quais são as pessoas que o cercam, ou há quanto tempo se acha internado no hospital.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os esquizofrênicos hebefrênicos costumam demonstrar certa desorientação em relação ao pessoal à sua volta e ao meio hospitalar, porém, podem estar melhor orientados no tempo e no espaço. Já os esquizofrênicos paranóides costumam ter boa orientação no tempo e no espaço, mas estão desorientados em relação à própria situação. Em alguns casos, observa-se a chamada dupla orientação, comentada acima, percebendo uma orientação de caráter delirante ao lado da orientação correta. De qualquer forma, todos os tipos de esquizofrenia são acompanhados de prejuízo na consciência da própria situação de morbidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Transtornos do Humor&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os pacientes afetivos costumam manter sempre uma boa orientação auto e alopsíquica, muito embora, em alguns casos de episódios de euforia possa haver fuga de idéias de natureza confusional e desorientação quanto a própria situação ou quanto à morbidez. É comum esses pacientes maníacos se acharem muito bem e sadios, não conseguindo explicar os motivos da internação. A orientação em geral, entretanto, não se mostra alterada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pessoa psiquicamente normal deve, além de identificar-se, ter noção de sua situação a qualquer momento, deve saber perfeitamente onde se encontra, o dia, o mês e o ano atuais e qual a sua situação em relação ao ambiente. A consciência humana deve ser plena e absolutamente lúcida para que se estabeleçam ligações eficientes entre o momento presente e o passado, estabelecendo-se a noção exata do tempo ou da época em que nos encontramos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;para referir:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ballone GJ - Alterações da Orientação in. PsiqWeb, Internet, disponível em &lt;a href="http://www.psiqweb.med.br/"&gt;http://www.psiqweb.med.br/&lt;/a&gt;, revisto em 2005&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-8187557897210879661?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/8187557897210879661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/8187557897210879661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/05/alteracao.html' title='Alterações da Orientação'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-8029107842798339124</id><published>2009-05-11T12:20:00.004-03:00</published><updated>2009-05-11T12:26:43.521-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Retardo Mental'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ênio Roberto de Andrade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>Retardo Mental</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;* Ênio Roberto de Andrade&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Retardo mental&lt;/strong&gt; é um estado de desenvolvimento incompleto ou inibido do intelecto, que envolve prejuízo de aptidões e faculdades que determinam a inteligência, como as funções cognitivas, lingüísticas, motoras e sociais. Sua característica essencial é o funcionamento intelectual inferior à média, acompanhado de limitações nas habilidades de comunicação, sociais e acadêmicas, nos cuidados consigo mesmo, na vida doméstica, no uso de recursos comunitários, na auto-suficiência, no trabalho, no lazer, na saúde e na segurança. A disfunção, que sempre se manifesta antes dos 18 anos, pode ocorrer de forma isolada ou acompanhar distúrbios mentais e físicos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Prevalência&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A taxa de prevalência na população varia de 1% a 3%, mas esse percentual é incerto, já que há uma grande variação entre os métodos usados nas pesquisas de estimativa. A ocorrência é mais comum nos países em desenvolvimento, onde é maior a incidência de lesões e anóxia (falta de oxigenação) no recém-nascido e de infecções cerebrais na primeira infância. O retardo mental também é mais freqüente no sexo masculino, na proporção de 1,5 caso para 1.Alguns portadores de retardo mental são passivos e dependentes, enquanto outros podem ser agressivos e impulsivos. A falta de habilidades de comunicação pode predispor ao comportamento agressivo, para substituir a linguagem. A adaptação do paciente ao retardamento (funcionamento adaptativo) pode ser influenciada por vários fatores, entre eles educação, motivação, traços de personalidade, oportunidades sociais e vocacionais, transtornos mentais e condições médicas gerais. Os problemas de adaptação tendem a melhorar com esforços terapêuticos, enquanto que o QI cognitivo costuma permanecer estável.A disfunção é classificada de acordo com o quociente de inteligência (QI) do portador, calculado por meio de testes de inteligência padronizados. Normalmente, quando a pontuação é de aproximadamente 70 ou menos, o desempenho é considerado abaixo da média. O diagnóstico de retardo mental é feito quando o indivíduo atinge uma faixa que varia de 70 a 75 para baixo, caso ele também apresente déficit significativo no comportamento de adaptação social. O distúrbio é considerado brando quando o QI varia de 50 a 69; moderado, de 35 a 49; grave, de 20 a 34; e profundo quando está abaixo de 20.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Grau leve&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cerca de 85% dos portadores de retardo mental apresentam a forma leve do distúrbio. Nesse caso, a idade mental varia de 9 a 11 anos. Esses indivíduos apresentam dificuldades de aprendizado e têm prejuízo mínimo nas áreas sensório-motoras. Freqüentemente não se distinguem das crianças sem retardo na primeira infância. No fim da adolescência, podem atingir habilidades acadêmicas equivalentes às da sexta série escolar. Na fase adulta, esses pacientes conseguem integrar-se social e profissionalmente, adquirindo condições para um custeio mínimo das próprias despesas, mas podem precisar de supervisão, orientação e assistência, especialmente quando sob estresse social ou econômico. Com apoio adequado, podem viver de modo independente ou em contextos supervisionados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Grau moderado&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O retardo mental moderado afeta aproximadamente 10% dos portadores do distúrbio. Os adultos adquirem um desempenho equivalente ao de uma criança na faixa dos 6 aos 8 anos e precisam de assistência para viver e trabalhar em comunidade. Geralmente esses indivíduos apresentam atrasos acentuados do desenvolvimento na infância, mas podem adquirir habilidades de comunicação nesse período. Além disso, podem desenvolver capacidade adequada de comunicação e aprendizado escolar e algum grau de independência quanto aos cuidados pessoais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Beneficiam-se de treinamento profissional e, com moderada supervisão, podem manter práticas sociais e ocupacionais. No entanto, dificilmente progredirão além do nível de segunda série. Durante a adolescência, a dificuldade no reconhecimento de convenções sociais pode interferir no relacionamento com seus pares. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Grau severo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estima-se que essa forma de retardo mental atinja de 3% a 4% dos indivíduos afetados pela disfunção. A idade mental, nesse caso, equivale à de uma criança de 3 a 5 anos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esses pacientes têm necessidade de assistência contínua. Durante os primeiros anos da infância, não desenvolvem a fala, que pode ser desenvolvida no período escolar, bem coo os cuidados elementares com a higiene.O aprendizado escolar tem benefício limitado, limitando-se à familiaridade com o alfabeto e à contagem simples. No entanto, esses pacientes podem reconhecer visualmente algumas palavras mais importantes. Na idade adulta, são capazes de executar tarefas simples, sob supervisão. A maioria adapta-se bem à vida em comunidade, a menos que tenham uma deficiência associada que exija cuidados especializados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Grau profundo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta é a forma mais rara do distúrbio, que afeta de 1% a 2% dos portadores. A idade mental desses indivíduos é inferior a 3 anos. Apresentam limitações graves quanto aos cuidados pessoais, continência, comunicação e mobilidade. A maioria dos pacientes nessa condição tem uma disfunção neurológica identificada como responsável pelo retardo mental. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante os primeiros anos da infância, apresentam prejuízos consideráveis no funcionamento sensório-motor. O desenvolvimento motor e as habilidades de higiene e comunicação podem melhorar com treinamento apropriado. Alguns desses indivíduos conseguem executar tarefas simples, em contextos abrigados e estritamente supervisionados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fatores predisponentes&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vários fatores podem levar ao retardo mental. Em 30% a 40% dos casos, é impossível identificar a origem do distúrbio; em outros 30%, as causas estão relacionadas a problemas no desenvolvimento do feto, como desnutrição materna, infecções da mãe (sífilis, rubéola e toxoplasmose, por exemplo), uso de drogas pela gestante e doenças genéticas; aproximadamente 10% das ocorrências estão associadas a incidentes no parto ou no primeiro mês de vida do bebê – oxigenação cerebral insuficiente, prematuridade e icterícia grave, entre outros; em cerca de 5% dos casos, o retardamento irá se manifestar do 30º dia de vida até o fim da adolescência, devido a desnutrição, desidratação grave, carência de estimulação global, infecções (meningoencefalites, sarampo etc), intoxicações por remédios, inseticidas ou produtos químicos, acidentes (trânsito, afogamento, choque elétrico, asfixia, quedas etc). A carência de iodo, que afeta o funcionamento da glândula tireóide, também é uma causa comum do retardo mental.Fatores ambientais e transtornos mentais são responsáveis por aproximadamente 15-20% dos casos. Um exemplo são crianças criadas em um ambiente sem estímulos, o que prejudica o desenvolvimento mental. Vários problemas genéticos causam retardo mental, sendo que a síndrome de Down é o mais freqüente. De cada 500 crianças que nascem, uma é portadora do distúrbio. A incidência aumenta com a gravidez em idade avançada. Outras síndromes que provocam o retardamento são: do x frágil (segunda causa mais comum), de Angelman, de Prader-Willi, de Rubinstein-Taybi, de Kallman, de Rett, de Willians, de Turne (ausência do cromossomo do pai), de Smith-Magenis, de Lesch-Nyhan, de Klinelfelter (presença de um cromossomo sexual a mais), velocardiofacial e cri du chat, a esclerose tuberosa e a distrofia muscular de Duchene.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tratamento&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Normalmente, os portadores de retardo mental são levados ao psiquiatra quando apresentam irritabilidade, comportamento social inadequado, hiperatividade ou agressividade. O tratamento medicamentoso visa a controlar os sintomas e o surgimento de outras doenças associadas ao retardamento. Em certos casos, é recomendável a associação à psicoterapia individual, terapia familiar ou social. As perspectivas futuras com relação ao retardo mental dizem respeito à identificação do mecanismo genético que orienta o desenvolvimento do sistema neurobiológico. A compreensão desse funcionamento permitirá o melhor entendimento sobre a origem das disfunções cognitivas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Ênio Roberto de Andrade&lt;/strong&gt; é diretor do Serviço de Psiquiatria da Infância e da Adolescência do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Contato:&lt;/strong&gt; &lt;a class="LinkBold01" href="mailto:enio.r.andrade@uol.com.br"&gt;enio.r.andrade@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Para saber mais:&lt;/strong&gt;&lt;a class="LinkBold01" href="http://www.psiqweb.med.br/"&gt;http://www.psiqweb.med.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.neurociencias.org.br/Display.php?Area=Textos&amp;amp;Texto=RetardoMental"&gt;Neurociências.org&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-8029107842798339124?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/8029107842798339124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/8029107842798339124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/05/retardo.html' title='Retardo Mental'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-6457721726752373906</id><published>2009-05-11T11:22:00.003-03:00</published><updated>2009-05-11T11:26:31.284-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rosemeire Zago'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>Distância + Silêncio = Separação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;:: &lt;a href="mailto:r.zago@uol.com.br"&gt;Rosemeire Zago&lt;/a&gt; :: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Decepção, medo, angústia, mágoa, ressentimento, tristeza! Quantos sentimentos surgem no momento da separação. A dor de uma relação que se acaba só pode ser avaliada por quem a vive e, principalmente, por quem, apesar de separado, ainda sente amor. Por mais que possamos imaginar como será, não conseguimos avaliar a profundidade do sofrimento quando acontece.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante nossa vida, tendemos a desistir muitas vezes de continuar. Isso geralmente acontece quando esperamos atitudes e comportamentos que não acontecem; esperamos uma palavra e encontramos apenas o silêncio; esperamos o abraço e recebemos o desprezo; esperamos a presença e encontramos apenas a distância. Nos sentimos machucados, feridos, decepcionados e dilacerados em nosso simbólico coração, onde guardamos nossos sentimentos mais caros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando permitimos que alguém faça parte de nossa vida é porque acreditamos que cuidará de nosso amor como se fosse dele próprio, que buscará realizar todos seus sonhos sim, mas agora a dois. Mas em algum momento parece que tudo se perde, e o diálogo vai ficando cada vez mais difícil, o aborrecimento e a tristeza começam a sobrepor-se à paz e a vontade de estar junto e, a distância se instala. É hora de fazer algo para mostrar que como está machuca muito. O mais indicado seria conversar, pensar e juntos escolher um caminho, mas quando isso já foi tentado várias vezes, quem sempre tenta vai se sentindo cada vez mais sem valor, inseguro, sem forças, e tentar mais uma vez seria o mesmo que admitir isso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Repensar na relação sozinho implica numa decisão unilateral, que nem sempre significa o melhor e muito menos corresponde aos sentimentos de quem toma a decisão; pois qualquer decisão tomada irá refletir na vida das duas pessoas, então nada mais do que justo dessa decisão ser tomada juntos, onde cada um possa expressar seus sentimentos e chegar a uma conclusão, respeitando os sentimentos e desejos de ambos. Mas nem sempre isso se torna possível, especialmente, quando um dos dois se cala e se afasta, dando ao outro o direito de se sentir menosprezado, rejeitado, abandonado e só. Sentimentos que machucam, não só pela ausência do outro, mas também por tudo que é levado junto com sua partida, ou seja, todos os sonhos que foram partilhados juntos e que agora não fazem mais sentido de existir sem o outro que se foi. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqueles que viveram a experiência do abandono quando crianças encontrarão muito mais dificuldade em aceitar ou elaborar momentos como este, pois sentirão novamente a angústia do abandono e/ou rejeição, desencadeando assim de seu inconsciente um passado que tanto machuca e que agora é refletido em suas reações físicas e emocionais. Quando, ao contrário, houve uma infância de afeto, segurança, presença; quando adultos, enfrentarão momentos da separação com muito mais serenidade, tranqüilidade e menos sofrimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dizer acabou, não quer dizer deixei de amar, por mais que possa parecer; talvez, esteja mais próximo de um sonoro grito que diz: acorde, estamos nos perdendo, vamos mudar, mas juntos. Colocar um final, mesmo com o coração partido, chorando, sangrando, pode ter sido motivado muito mais pela rejeição e desprezo sentidos com o silêncio, a distância, indiferença, falta de preocupação e cuidado com tudo aquilo que um dia foi motivo de união, do que corresponder ao desejo de realmente separar-se. E quem sabe pode significar muito mais uma busca desesperada de salvar o que ainda há dentro de cada um: o amor! Separar pode ser a esperança de renovar, fazer o outro pensar, um convite para a reflexão dos próprios sentimentos e do que levou ao fato em si e lembrar que enquanto houver amor, nunca haverá motivos suficientes para desistir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E neste turbilhão de sentimentos, nessa mistura de alívio e sofrimento, angústia e dor, da presença constante à distância presente; abafamos nossos sentimentos, adormecemos nossos sonhos, calamos nossas vozes, sufocamos nossas emoções, como se fossemos capazes de evitar sentir a dor do presente e a saudade do passado, dos momentos vividos juntos e congelados em nossa memória, de tudo aquilo que vivemos e principalmente, do virmos a viver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E quando a noite chega, sem TV, rádio, jornal, e-mails, celular, trabalho, pessoas ou o que quer que possa fazer com que não pense ou contribua para fugir do que sente e você se recolhe em seu silêncio, talvez os pensamentos invadam sua mente e o farão lembrar e refletir o que aconteceu. Em seu íntimo, sentirá a solidão e o vazio do que não mais existe, existirá o eu e não mais o nós, quem sabe neste momento poderá de novo valorizar e desejar o juntos ao sozinho, o falar ao calar, partilhar ao dividir, a paz a briga, espiritualidade ao poder e dinheiro, humildade ao orgulho, o diálogo ao silêncio, a proximidade a distância. Quem sabe depois de se encontrar e rever todos esses valores, você poderá permitir-se amar e ser amado e, juntos voltar a sonhar!&lt;a href="http://www.stum.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=8604"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.somostodosum.com.br/rosemeirezago"&gt;Rosemeire Zago&lt;/a&gt; é psicóloga clínica, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática. Desenvolve o autoconhecimento através de técnicas de relaxamento, interpretação de sonhos, importância das coincidências significativas, mensagens e sinais na vida de cada um, promovendo também o reencontro com a criança interior.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conheça meu eBook sobre interpretação de sonhos: &lt;a href="http://www2.ciashop.com.br/lebooks/dept.asp?template_id=130&amp;amp;partner_id=459&amp;amp;dept%5Fid=400"&gt;Os Sonhos e Seus Significados&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/rosemeirezago"&gt;Visite seu Site&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Email: &lt;a href="mailto:r.zago@uol.com.br"&gt;r.zago@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=08591"&gt;STUM&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-6457721726752373906?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/6457721726752373906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/6457721726752373906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/05/separacao.html' title='Distância + Silêncio = Separação'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-8101930443380137423</id><published>2009-05-11T11:10:00.001-03:00</published><updated>2009-05-11T11:14:43.036-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autoconhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rosemeire Zago'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>Autoconhecimento é fundamental para se relacionar</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;:: &lt;a href="mailto:r.zago@uol.com.br"&gt;Rosemeire Zago&lt;/a&gt; :: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As relações em geral são sempre motivo de queixas e uma das mais frequentes é o modo pelo qual somos tratados, independente dos motivos. A frase: "O oposto do amor não é o ódio, é a indiferença" de Érico Veríssimo, nos faz lembrar em como as pessoas tratam com indiferença aqueles com quem convivem e dizem amar. Não, com certeza isso não é amor! Algumas pessoas entram na vida de outras e fazem um verdadeiro estrago... e sequer demonstram arrependimento, sequer voltam para pedir desculpas ou saber como você está se sentindo. Quem já foi alvo da indiferença sabe a dor e o estrago que causa, e sabe também que os cacos serão um a um recolhidos, mas até isso acontecer quanto sofrimento provoca... E quem causou isso continua a vida, muitas vezes sem sentir o mínimo de dor, ao menos aparentemente, e vai machucando outros por onde passa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Claro que um relacionamento afetivo tem sua base e suas peculiaridades, e se um faz algo, foi porque o outro permitiu; mas a verdade é que quem não está bem consigo mesmo, deveria no mínimo ter a responsabilidade de não se envolver com outra pessoa. Sim, muitas pessoas não têm a percepção de não estar bem, e quando se relacionam, o outro muitas vezes funciona como um verdadeiro espelho, ou seja, aquilo que não vê em si mesmo, projeta no outro, acreditando verdadeiramente que não lhe pertence. Usa o outro como espelho, sempre com o dedo acusador, sem se dar conta de que apenas está projetando no outro tudo que não consegue -ou não quer- enxergar em si mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É importante pensar ainda que se "envolver" para um pode não ter o mesmo significado para o outro, pois a maioria apenas mantém relações superficiais. Enfim, as variáveis são muitas, o que não nos impede de refletir sobre as possíveis causas e suas consequências, e assim ficarmos mais atentos na próxima relação. Afinal, os erros e as experiências são para aprendermos. Portanto, cabe a quem conhece esse processo não cair em tal cilada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As pessoas estão tão alienadas de si mesmas, vivendo tão na superficialidade, que se esquecem de valores básicos como educação e, acima de tudo, respeito. Mas como podem se preocupar com o que o outro sente se não identificam nem aquilo que está bem dentro de si mesmo? Como respeitar os sentimentos do outro, se não respeitam nem os próprios sentimentos? Diante de tantos desencontros, como se envolver, verdadeiramente, sem se machucar? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sim, o outro machucou, e nós, por vários motivos, conscientes ou não, permitimos, consentimos, nos iludimos, criamos expectativas, e ainda não consideramos vários sinais, sutis ou evidentes e o resultado disso tudo é um só: dor, dor e mais dor! Muitas vezes fazemos muito, cedemos muito, com a intenção que a relação dê certo; esperamos que dessa vez fosse diferente, mas não é! Decepcionamo-nos. E talvez se decepcionem conosco. Seja qual for a realidade, todos podemos aprender com tudo que acontece. Mas só aprende quem quer, quem deseja crescer, evoluir, e está aberto para perceber quanto o autoconhecimento é fundamental, do contrário situação semelhante voltará a acontecer, tanto para quem machucou como para quem foi machucado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ficar apontando o dedo, criticando, julgando, só demonstra o quanto não se consegue olhar para dentro de si. Não é nada fácil ter a coragem para enfrentar um processo de análise, o qual tem como objetivo principal o autoconhecimento, por isso é muito mais fácil apontar o que o outro, supostamente, fez de errado. Propor-se e se comprometer a ficar toda semana sentado por uma hora, durante um período indeterminado, para se encontrar consigo mesmo, e assim buscar a origem de seus conflitos, identificar suas máscaras, entender os motivos de seus comportamentos, encontrar sua verdadeira essência, realmente não é para qualquer um!Muitas vezes, quem nunca passou pelo processo, acusa o outro por todas as dificuldades encontradas no relacionamento, e se esse também não se conhece, facilmente irá assumir toda a culpa pelo que não deu certo. Isso acontece mais frequentemente nas relações afetivas, mas também encontramos conflitos por falta de autoconhecimento nas relações de amizade, familiar e profissional. Autoconhecimento deveria ser condição básica para qualquer tipo de relacionamento. Já dizia Sócrates: "Conhece-te a ti mesmo", e eu acrescentaria: "... antes de se envolver emocionalmente com outra pessoa".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando uma pessoa -eu, você-, pretende, quer ou começa a se envolver com alguém, deve sim ter a responsabilidade de estar bem consigo mesmo para não jogar todos seus lixos no outro, pois é isso que acontece quando não se conhece a si próprios. Ninguém tem a responsabilidade de salvar, suprir necessidades emocionais do passado, ou mudar o histórico de vida de ninguém, pois isso é impossível, mas também ninguém tem o direito de piorar aquilo que já foi ou é tão difícil de ser superado. Ainda que a pessoa não saiba nada sobre o passado e as necessidades do outro, deve respeitá-lo acima de tudo como ser humano e lembrar que todos têm um histórico, uns mais difíceis de serem superados, outros menos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As pessoas sequer têm consciência de suas necessidades emocionais, as quais dão origem às máscaras, e saem em busca de quem as salve, quando elas mesmas não conseguem se salvar. Complicado? Pode parecer, mas não é. Todos nós utilizamos máscaras, pois é um processo inconsciente como proteção e defesa da dor, mas sem autoconhecimento vivemos como se essas máscaras fossem nossa essência, o que não é verdade, pois nossa essência está escondida, e só a descobrimos quando nos dispomos a nos conhecer. Diante desse quadro a maioria dos relacionamentos envolve apenas mascarados. Eu uso minhas máscaras (das quais sequer tenho conhecimento), você utiliza as suas, e o conflito se instala. E o amor só pode ser realmente sentido quando duas essências se encontram, é essa a grande diferença!Num encontro de duas pessoas que estejam abertas para evoluir, há sempre a oportunidade de ambos aprenderem um com o outro e crescerem. Uma relação é feita a dois, cuja base é a troca... de afeto, carinho, atenção, amizade, cumplicidade, respeito, verdade, fidelidade, amor! E quando não se está preparado para tal troca e crescimento, é muito melhor encontrar-se antes consigo mesmo para só depois se permitir encontrar-se com o outro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.somostodosum.com.br/rosemeirezago"&gt;Rosemeire Zago&lt;/a&gt; é psicóloga clínica, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desenvolve o autoconhecimento através de técnicas de relaxamento, interpretação de sonhos, importância das coincidências significativas, mensagens e sinais na vida de cada um, promovendo também o reencontro com a criança interior.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conheça meu eBook sobre interpretação de sonhos: &lt;a href="http://www2.ciashop.com.br/lebooks/dept.asp?template_id=130&amp;amp;partner_id=459&amp;amp;dept%5Fid=400"&gt;Os Sonhos e Seus Significados&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/rosemeirezago"&gt;Visite seu Site&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Email: &lt;a href="mailto:r.zago@uol.com.br"&gt;r.zago@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=08662"&gt;STUM&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-8101930443380137423?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/8101930443380137423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/8101930443380137423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/05/autoconhecimento.html' title='Autoconhecimento é fundamental para se relacionar'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-2521750663324093976</id><published>2009-05-11T10:50:00.003-03:00</published><updated>2009-05-11T10:55:46.788-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sentimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bel Cesar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>A diferença em cobrar e receber amor</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;:: &lt;a href="mailto:belcesar@ajato.com.br"&gt;Bel Cesar&lt;/a&gt; :: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Todos nós conhecemos a necessidade de amar e ser amado. No entanto, quando esta necessidade se torna carência, há algo extra a ser alertado: estamos vulneráveis e desequilibrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A origem da carência afetiva encontra-se em nossa dificuldade para receber amor. É como estar com fome e não ter estômago para digerir. Mas, como será que nosso "estômago afetivo" tornou-se tão pequeno? Fomos nos alimentando cada vez menos, à medida em que o alimento emocional tornou-se escasso ou invasivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, fomos instintivamente diminuindo nosso estado de receptividade ao associar a experiência de receber amor a vivências de insuficiência, abandono ou de um controle excessivo. Se nos sentimos manipulados ao receber alimentos, presentes, elogios, carícias e incentivos, associamos a idéia de receber com o dever de retribuir algo além de nossa capacidade ou vontade pessoal. Quem não se lembra de ter escutado advertências como: "Agora você já deve se comportar como um menino grande" ou "Se você comer todo jantar, pode comer a sobremesa...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas frases parecem inocentes, mas revelam os condicionamentos pelos quais passamos a aprender que receber modula nosso modo de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhos de pais intrometidos e controladores desde cedo aprendem a conter seus desejos, pois sabem que ao revelarem suas intenções acabarão tendo que abandonar seus planos para realizar as vontades de seus pais. Para garantir fidelidade frente aos seus desejos e gostos, diferentes de seus pais e orientadores, acabam se contraindo cada vez mais - por um instinto de autopreservação, necessário no processo de autoconhecimento e autoconfiança, distanciam-se de seus pais para conhecer a si mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, com a intenção de nos proteger do excesso ou da falta de atenção diante de nossas necessidades de amarmos e sermos amados, fomos nos fechando, isto é, formando camadas protetoras contra os ataques diante à nossa vulnerabilidade. Este processo sutil e delicado tem um efeito bastante grave: ao estar mais atento no que estou recebendo do que no que desejo, acabo aprendendo a dar mais atenção ao mundo exterior que às minhas reais necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade de ser amado faz parte de nosso instinto de sobrevivência, portanto é algo natural, enquanto seres que vivem em sociedade. Mas em nossa sociedade materialista onde autonomia é sinônimo de maturidade, muitas vezes esta necessidade é vista como um sinal de imaturidade ou infantilidade. Vamos esclarecer este preconceito: amar só se torna infantil quando se torna uma exigência unilateral: quando queremos apenas ser amados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhamente, quando quero algo do outro, deixo de perceber a mim mesmo. Quando preciso do outro, passo a controlá-lo. Então, ao invés de expressar o meu amor, passo a cobrar por atenção. No lugar de dizer que amo, digo o que falta no outro para me sentir amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas discussões entre casais, pais e filhos estão baseadas nesta troca de intenções!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos exemplificar melhor este drama. Quando o parceiro se distancia, por razões alheias à sua parceira, ela se sente abandonada. Então, no lugar de dizer: "Quero estar mais próxima de você", ela diz: "Você está distante!". Este seu modo de alertar o outro de sua carência é defensivo. Ela não está sendo aberta, nem transparente, pois detrás de sua reclamação há um desejo de controlá-lo, para que ele seja do modo como ela quer. Ele, sentindo-se pressionado, perde a espontaneidade e afasta-se cada vez mais. Ela sentindo-se carente, se torna refém da atenção dele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos tornamos refém do comportamento alheio, deixamos de estar conectados ao nosso sentimento de amar e esperamos apenas ser amados. Em outras palavras, deixo de perceber o que estou sentindo em relação a ele e apenas me atenho ao que ele está demonstrando sentir em relação a mim. A expressão do afeto se contrai sob a pressão e gradualmente ambos perdem a espontaneidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma diferença entre expressar claramente o que se quer e cobrar indiretamente o que se necessita. No momento em que simplesmente expresso meu desejo, desobrigo o outro de atuar. Assim, ele já não se sente mais pressionado a mudar e torna-se naturalmente disposto a retomar a relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao perceber nossas verdadeiras necessidades, desejos e intenções, liberamos o outro da carga de adivinhar o que secreta e indiretamente desejamos. Deixamos de imaginar o que precisamos e passamos a sentir nossas reais necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este processo exige auto-observação. Muitas vezes, dar-se conta de algo que nos falta dói mais do que imaginávamos. Perceber nosso bloqueio em saber receber pode ser uma surpresa maior do que pensávamos. Mas, a cada momento que percebo uma limitação interior tenho a chance de mudar. Como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começando por admitir que receber é bom. Não é uma ameaça. Só a experiência pode nos afirmar o que queremos ou não. Precisamos aprender a sermos sinceros com nossas necessidades frente aos desejos alheios. Isso ocorre quando nosso sim é um sim verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisamos deixar de ser quem somos ao receber algo intencional de outra pessoa. Não precisamos usar máscaras sociais comportando-nos como é esperado de nós. Nem nos sentirmos insuficientes e inadequados se não estivermos em condições de retribuir. Podemos ser autênticos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos sentimos amados quando o outro nos aceita tal como somos. Portanto, dar amor é abrir-se para receber o amor que o outro tem para lhe dar. Dar um espaço de si para acolher o outro em seu interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.somostodosum.com.br/belcesar"&gt;Bel Cesar&lt;/a&gt; é terapeuta e dedica-se ao atendimento de pacientes que enfrentam o processo da morte.Autora dos livros Viagem Interior ao Tibete, Morrer não se improvisa, &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=3156403&amp;amp;sid=018522979844530748697925&amp;amp;k5=1E6B140E" target="_blank"&gt;O livro das Emoções&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/produtos/produtos.asp?id=319"&gt;Mania de sofrer&lt;/a&gt; pela editora Gaia.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.vidadeclaraluz.com.br/"&gt;Visite o Site&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Email: &lt;a href="mailto:belcesar@ajato.com.br"&gt;belcesar@ajato.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=08655"&gt;STUM&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-2521750663324093976?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/2521750663324093976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/2521750663324093976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/05/amor.html' title='A diferença em cobrar e receber amor'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-6340403528128842009</id><published>2009-05-08T09:08:00.002-03:00</published><updated>2009-05-08T09:18:50.040-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mãe'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homenagem'/><title type='text'>Mãe</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Dia das Mães é celebrado em muitos países, incluindo o Reino Unido, Estados Unidos, Dinamarca, Finlândia, Itália, Turquia, Austrália, México, Canadá, China, Japão, Bélgica e Brasil. A data é usada pelas crianças e pelos maridos para homenagear as mães e avós por tudo o que elas fazem pela educação dos filhos e netos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A história do Dia das Mães tem sua origem na mitologia grega. Os gregos festejavam a entrada da primavera reverenciando Rhea, mulher de Cronus e mãe de Zeus, também considerada mãe de todos os deuses. Já os romanos festejavam a chegada da primavera reverenciando Cybele, considerada para eles a mãe dos deuses. Chamada de Hilária, essa celebração durava três dias e incluía paradas, jogos e baile de máscaras.Uma versão mais “moderna” do Dia das Mães aconteceu por volta dos anos de 1600, na Inglaterra. O domingo das mães era celebrado no quarto domingo da quaresma. Pequenas lembrancinhas eram dadas e sobremesas especiais eram servidas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nos Estados Unidos, o primeiro Dia das Mães surgiu em 1872, sugerido por Julia Ward Howe, autora da letra do hino do país. Mas foi Ana Jarvis, mulher que perdeu sua mãe muito cedo, quem iniciou uma grande campanha para instituir de verdade o Dia das Mães, em 1907. Anna Jarvis organizou uma cerimônia, em 1907, em Grafton, West Virginia, para homenagear sua mãe, que havia falecido dois anos antes disso. A mãe de Anna havia tentado criar o Mother´s Friendship Days, como um modo de lidar com as conseqüências da Guerra Civil (muitas mães perderam seus filhos em combate naquela época). Para criar um feriado nacional que homenageasse todas as mães, Ana e seus apoiadores escreveram para ministros, políticos e homens influentes no país. Seus esforços foram recompensados e assim o Dia das Mães foi oficializado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 1910, West Virginia se tornou o primeiro Estado norte-americano a reconhecer o feriado. Toda a nação seguiu esta decisão e, em 1914, o Presidente Wilson declarou que o segundo domingo do mês de maio seria considerado o Dia das Mães. Anna usou o cravo como símbolo das mães, uma vez que o cravo representa a doçura, pureza e tolerância presentes no amor de mãe. Infelizmente a intenção de Anna acabou sendo superada pelo comércio que soube e sabe até hoje explorar muito bem todos esses feriados comemorativos. Anna lutou muito contra essa “comercialização” e chegou até mesmo a ser presa após ter “perturbado a ordem” em uma convenção de mães, em 1923. Anna nunca se casou e também não teve filhos. Ela faleceu em 1948.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, o Dia das Mães foi introduzido pela Associação Cristã de Moços (ACM), em maio de 1918. A data passou a ser celebrada no segundo domingo de maio, conforme decreto assinado, em 1932, pelo presidente Getúlio Vargas. Em 1949, vários proprietários de lojas de São Paulo lançaram uma grande campanha publicitária incentivando a compra de presentes para as mães e o hábito de presentear as mães ganhou impulso no país.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia das Mães pelo mundo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- 1º domingo de maio:&lt;/strong&gt; África do Sul, Portugal- 2º domingo de maio: Austrália, Bélgica, Brasil, China, Estados Unidos, Dinamarca, Finlândia, Japão, Turquia, Itália, Alemanha, Estônia, Grécia, Canadá, Países Baixos, Nova Zelândia, Áustria, Peru, Suécia, Formosa e Venezuela&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Último domingo de maio:França&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Outros países, por sua vez, têm datas fixas para comemorar o Dia da Mães:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- 8 de março:&lt;/strong&gt; Albania, Rússia, Sérvia, Montenegro, Bulgária, Romênia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- 21 de março:&lt;/strong&gt; Egito, Siria, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- 26 de maio:&lt;/strong&gt; Polônia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- 27 de maio:&lt;/strong&gt; Bolívia, República Dominicana&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- 12 de agosto:&lt;/strong&gt; Tailândia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- 8 de dezembro:&lt;/strong&gt; Panamá&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://pessoas.hsw.uol.com.br/questao634.htm"&gt;HowStuffWorks&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-6340403528128842009?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/6340403528128842009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/6340403528128842009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/05/mae.html' title='Mãe'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-7040125465850731456</id><published>2009-05-07T09:09:00.002-03:00</published><updated>2009-05-07T09:14:38.463-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nelson Lima'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>Seja Positivo</title><content type='html'>Ter medo de estar doente é uma reacção normal de qualquer pessoa. A saúde é um bem inestimável e faz parte da fórmula da felicidade. A pessoa saudável tem mais possibilidades de aproveitar todos os seus recursos (inteligência, talento, energia, curiosidade, etc.) para se sentir bem consigo mesma e com o mundo. A doença surge como um entrave, um desconforto e retira energia às pessoas impedindo-as de se sentirem naquele magnífico estado de equilíbrio a que chamamos “bem-estar”.É por isso que as pessoas hoje se preocupam mais com a saúde. Há uma maior consciência ecológica não apenas em relação ao mundo mas em relação a si mesmas. A consciência ecológica, em meu entender, deve também significar dar mais atenção ao corpo e à mente para que da harmonia resultante o organismo funcione perfeitamente e possamos dar o nosso contributo para um mundo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas existem pessoas que levam ao extremo a sua preocupação com a saúde. Uma simples dor de cabeça provoca-lhes rapidamente um estado de ansiedade intenso pois ficam imaginando que pode ser sintoma de algo grave, talvez um tumor. Uma palpitação – que decorre geralmente de tensão nervosa – é interpretada como podendo ser uma doença cardíaca séria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pessoa que reage desta forma exagerada pode ser hipocondríaca, isto é, julga-se doente pois interpreta todas as sensações incómodas do corpo como avisos de que algo está funcionando mal. Elas entram então num processo obsessivo-compulsivo, numa espiral de ansiedade que as faz correr assiduamente para hospitais e clínicas em busca de explicação para aquilo que temem estar sofrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema ficaria resolvido se o doente hipocondríaco não fosse inseguro. Ele sabe que a medicina é falível, que um exame clínico pode estar errado e que os médicos podem equivocar-se. Se seus sintomas, descartada a hipótese de doença efectiva, persistirem, o hipocondríaco continua procurando respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele centra geralmente a sua atenção num órgão ou num sistema em particular (frequentemente o cardiovascular ou o digestivo). Então, passa a perceber todas as sensações que aí têm origem. Ele não dá importância ao facto de que nosso organismo não é silencioso nem está inerte; há sempre pequenas sensações que ocorrem porque o organismo está em pleno e normal funcionamento. O hipocondríaco teme essas sensações, entra em pânico perante uma ligeira náusea ou uma tímida palpitação. Ele as sente de forma ampliada (devido a sua alta concentração no problema) e atribui-lhes um significado clínico, fruto de sua imaginação ou da leitura obsessiva de revistas, livros e busca na internet sobre as sua(s) doença(s) imaginárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que torna uma pessoa hipocondríaca?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente, o hipocondríaco tem inscrito na sua personalidade um traço de ansiedade generalizada que o torna numa pessoa em permanente estado de alerta.O seu sistema cerebral de vigilância (um mecanismo normal de sobrevivência) está muito activado e por isso vive observando o corpo a todo o momento.Há hipocondríacos que devem esse traço de personalidade a factores hereditários. Outros a uma infância em que tenham vivido episódios de medo extremo, sofrido alguma doença real prolongada, terem convivido com familiares doentes crónicos ou terem assistido a alguma morte de alguém próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à sua natureza, a sua fixação no corpo e nos processos orgânicos, o hipocondríaco apresenta o seguinte perfil: preocupa-se com a hipótese meramente teórica de estar gravemente doente; interpreta erradamente as sensações e outros sinais de seu corpo; não confia nos exames clínicos e vive em estado depressivo devido à permanência do medo e da preocupação. Facilmente se conclui que sua vida não é fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, 4 a 5% dos pacientes na prática médica sofrem de hipocondria. Não é uma doença – prefiro considerá-la uma perturbação de ansiedade - mas, de facto, eles devem ser considerados doentes e como tal tratados para que seus medos deixem de os perturbar. O problema é que o hipocondríaco não é acessível. Ele está sempre a mudar de médico e não aceita apoio psicológico ou psiquiátrico pois considera-se uma pessoa em seu perfeito juízo. Mal ele sabe que o seu problema é mesmo de foro mental e que a psicoterapia poderia ajudá-lo bastante, eventualmente com a ajuda de um breve tratamento anti-depressivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como enfrenta o médico um hipocondríaco?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hipocondríaco torna-se facilmente numa pessoa aborrecida. Ele revela a sua desconfiança no apoio médico pois a notícia de que não tem doença alguma não o conforta. Ele continua desconfiado. Isto faz com que os médicos, por vezes, se fartem destas pessoas pois colocam em causa os seus conhecimentos e experiência, mesmo que aqueles não os exprimam verbalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns médicos preferem evitar os seus doentes hipocondríacos e os tratam de forma ligeira e breve. O que aguça o problema. Outros poderão revelar alguma incapacidade e paciência para os ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estudioso da relação mente/corpo eu me permito sugerir aos médicos que tratem dos hipocondríacos como doentes que necessitam de ser abordados de forma diferenciada. Reparem: a maioria dos doentes com outras enfermidades confia plenamente na medicina e nos seus técnicos e se entregam nas suas mãos. Mas, e os hipocondríacos? Não reagem assim. Eles persistem crendo que estão doentes. Talvez seja útil deixar os hipocondríacos para a última consulta para lhes dar mais tempo. Nada como dar-lhes uma aula de medicina fazendo valer os muitos anos de estudo e prática médica para que o doente serene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Psicossomática da hipocondria&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro do médico Rudiger Dahlke, “A doença como símbolo” (ed. Cultrix) este escreve que “o corpo é o palco de acontecimentos desconhecidos da alma” e cita, a propósito, o escritor Peter Altenberg que afirma: “A doença é o grito de uma alma agredida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o hipocondríaco seja precisamente aquele que mais precisa meditar sobre aquelas duas máximas pois seu problema é psico-afectivo e não orgânico. Ele somatiza os seus medos, a sua angustia existencial. Ele quer viver plenamente mas o seu ego se retrai perante desafios cujas coordenadas desconhece. Ele tem dificuldade em se auto-conhecer e experimentar a aventura de viver. Ele recolhe-se em seu casulo. Ele preferiria regressar ao ventre da mãe onde se sentiu, em tempos, protegido. Ele é um assustado animal que se perdeu na floresta e desconhece o caminho do regresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, assim, a hipocondria pode ser definida como uma perturbação de natureza psicossomática onde a mente angustiada exerce tão grande pressão sobre o organismo que as sensações mais inofensivas se transformam em medo. Não tanto o medo da morte mas, pior ainda, o medo da vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelson S Lima&lt;br /&gt;CEAC Portugal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://clubeaugustocury.ning.com/"&gt;Clube de Leitores de Augusto Cury&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-7040125465850731456?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/7040125465850731456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/7040125465850731456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/05/seja-positivo.html' title='Seja Positivo'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-1066627178391718898</id><published>2009-05-06T15:18:00.002-03:00</published><updated>2009-05-06T15:22:07.534-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Compulsão'/><title type='text'>Arrancar cabelos pode ser sintoma de compulsão</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;Agência Notisa, JB Online&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;RIO - A tricotilomania é um transtorno no qual os pacientes arrancam (fio por fio dos) cabelos para aliviarem a ansiedade. O quadro é uma compulsão e leva o doente a brincar com os cabelos, acariciar um fio e posteriormente arrancá-lo. Depois, o indivíduo pode descartá-lo ou comê-lo, reiniciando o processo. A psicanalista Alessandra Ricciardi Gordon discorreu sobre o tema no 22º Congresso de Psicanálise, que ocorreu de 29 de abril a 2 de maio, no Hotel Intercontinental, no Rio de Janeiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- A tricotilomania é a compulsão em uma de suas manifestações clínicas. É similar à bulimia (comer descontroladamente) e à anorexia (falta ou perda de apetite), distúrbios em que o paciente perde a capacidade de controlar seus impulsos. Normalmente, é caracterizada por uma série de rituais, que se repetem quando se estuda a história humana. Até os registros mais antigos sobre a doença apresentam os mesmos padrões: o paciente alisa os cabelos, escolhe um fio, acaricia e brinca com o fio, depois o remove cuidadosamente, brinca mais um pouco e o descarta ou come. Após ter acabado com um fio, reinicia o processo com outro. Esse ritual geralmente acontece longe de observadores - disse a psicanalista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em sua palestra, Alessandra analisou o caso de uma paciente (que não teve o nome ou cidade onde reside revelados) afligida pela doença. A paciente, segundo a analista, apresentava fortes sintomas de ansiedade. Durante as seções, esfregava as mãos e arrancava o esmalte furiosamente, e demonstrava sinais de inquietação e insegurança. De acordo com Alessandra, a paciente sofria de depressão, "não conseguia montar seu apartamento" ou manter relações estáveis. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- A paciente também era obcecada por exercícios e constantemente se entregava a homens desconhecidos - afirmou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para a especialista, sua paciente se encontrava em um "perpétuo estado de inquietação". Segundo ela, durante as seções em que não mencionou o "arrancar cabelos" parecia nervosa e desconfortável:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Conforme discorria sobre seus problemas, se mostrava uma mulher com uma história cheia de rejeições e desencontros. Não se sentia bem com o próprio corpo ou com a maneira pela qual os outros o percebiam e, de certa forma, parecia presa a adolescência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A psicanalista constatou que a paciente era incapaz de fazer durar seus relacionamentos e ter qualquer visão otimista da vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Em algum momento, o 'arrancar cabelos' ocupou na sua vida uma função de fornecer prazer e satisfação - explicou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para a psicoterapeuta, a tricotilomania ocupava, no cotidiano da paciente, "um nicho dedicado à auto-satisfação". Nas palavras de Alessandra, "o 'arrancar cabelos' se tornou uma diversão para a paciente. Em seus momentos de solidão, os cabelos eram algo sobre o qual tinha controle. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contrastando o que experimentava com os parceiros, ela dominava os cabelos, os usava e depois descartava, tendo sobre os mesmos um controle total".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Alexandra, do ponto de vista psicanalítico, o ritual assumiu uma função masturbatória auto-erótica que lhe dava prazer e satisfação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Arrancar cabelos tornou-se para a paciente uma obsessão que lhe gastava tempo e a impedia de se concentrar em como dar conta de seus problemas. Ao mesmo tempo, se tornou um momento 'sagrado' de introspecção, por isso a dificuldade em abandonar o hábito - disse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, com o tratamento continuado através das sessões de psicanálise, a paciente, de acordo com Alessandra, demonstrou progressos consideráveis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Gradualmente sua ansiedade foi reduzida e aos poucos ela foi conseguindo 'montar' sua casa - concluiu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As informações são da Agência Notisa &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;18:43 - 05/05/2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/05/05/e050526381.asp"&gt;JB Online&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-1066627178391718898?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/1066627178391718898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/1066627178391718898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/05/compulsao.html' title='Arrancar cabelos pode ser sintoma de compulsão'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-3468395351575601245</id><published>2009-05-03T22:08:00.004-03:00</published><updated>2009-05-03T22:17:12.990-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mauro Kwitko'/><title type='text'>O que é Saúde</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um grande avanço no sentido da real compreensão do ser humano, em suas questões de saúde e doença, veio junto com a ampliação do critério de Saúde. Há pouco tempo chamava-se de Saúde a ausência de sintomas desagradáveis no aspecto físico, tais como dores, limitações varias, sensações, etc. Mais modernamente, ampliou-se essa definição para a também ausência de sintomas desagradáveis a nível psíquico, como ansiedade, raiva, tristeza, etc. Para a Medicina oficial, apenas do corpo físico, o correto, o foco, é fazer desaparecerem, da maneira mais rápida possível, os sintomas e os sinais desagradáveis do corpo do paciente pelo uso de medicamentos químicos (como os corticosteróides, os antibióticos, os antinflamatórios, etc., que apenas impedem os sintomas e os sinais de manifestarem-se), ou em situações extremas, extirpando-se a parte afetada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para a Medicina Psíquica o importante é que o paciente liberte-se, ou melhore da ansiedade, da tristeza, da mágoa, da raiva, etc., atualmente com o uso freqüente de substâncias químicas. Ambas as maneiras de encarar e tratar os doentes, dentro do seu ponto de vista, estão corretas, e são muitíssimo úteis, quando não imprescindíveis. Embora, na Medicina física, na maioria das vezes, sejam apenas ações paliativas, não se pode negar sua eficiência nas urgências e emergências, onde ela reina soberana. Mas, para curar realmente, numa ação mais profunda, ela não é apropriada, devido ao seu foco apenas físico. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para a Psicoterapia Reencarnacionista, o critério de Saúde amplia-se enormemente, pois implica no compromisso da personalidade terrena com a sua Essência, ou seja, na nossa responsabilidade em relação ao projeto encarnatório evolutivo do nosso Eu Real. A ausência de sinais ou sintomas físicos ou psíquicos, ou a não percepção deles, não implica em Saúde, pelos critérios transpessoais. A visão do ser humano transcende a persona, aprofunda-se em seus aspectos espirituais e no grau de aproveitamento de sua encarnação, a partir dos objetivos evolucionistas. A visão habitual de saúde ou de doença extrapola, então, o corpo e o psiquismo, e os critérios abordados para o diagnóstico e prognóstico passam a ser as motivações existenciais, a compreensão da existência encarnada e das armadilhas. A avaliação é feita dentro de um critério personalidade terrena X Essência e o seu grau de oposição-conflito X cooperação-harmonia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É interessante e conveniente para o paciente e para o terapeuta que a questão do tipo de doença e o local do corpo onde ela se instala sejam abordados em profundidade. A visão oficial não cogita o por que da manifestação desagradável estar instalada nos pulmões, no fígado, nos rins, nos olhos, nos ouvidos, na garganta, nas articulações, etc. É casualidade? Aquela pessoa padecer de dificuldades, carências ou hipertrofias num certo órgão não quer dizer nada? São sempre e somente as bactérias e os vírus? O que são as chamadas doenças auto-imunes? E as doenças de causa desconhecida? Tudo isso visto pela ótica do homem integral (corpo-mente-espírito) tem uma correlação perfeita, a ponto do terapeuta e o doente concluírem, depois de algum tempo de abordagem diagnóstica, que a manifestação patológica só poderia instalar-se ali mesmo. Tudo é evidente, desde que pesquisado corretamente, ou seja, além do corpo físico e além da personalidade aparente. Mas para isso, a Medicina do corpo físico precisará libertar-se de si mesma, de seus dogmas, e evoluir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Devemos, conversando com o paciente, ver, escutar, e não apenas ouvir suas queixas físicas, pedir exames e dar um nome para sua doença. Devemos entender por que ele apresenta uma patologia nos olhos ou nos ouvidos ou no fígado ou no coração ou nos rins ou nas articulações ou nas mãos ou nos pés, entender a repercussão das suas questões mentais e emocionais no físico. E aí começa o tratamento. Por exemplo, é redundante, mas devemos lembrá-lo que os olhos servem para enxergar, os ouvidos para escutar, a garganta para engolir, etc. Pela medicina oriental entende-se a relação dos rins com o medo, dos pulmões com a tristeza e o abandono, do fígado com a raiva, do coração com o desamor, da bexiga com a mágoa, etc. E para que servem as mãos se não for para fazer as coisas que se deve fazer, tocar as pessoas, endereçar-se? E os braços, se não servirem como alavancas para a defesa de seus direitos, da manifestação da sua vontade? E as pernas, se não nos levarem para onde queremos ir? E os pés, se não nos ajudarem na sustentação diante das dificuldades da vida? Nas costas, podem esconder-se os dramas ocultos ou as cargas e as sobrecargas. As articulações endurecidas, o que são, se não o endurecimento e a rigidez? Os problemas digestivos, como as gastrites e as úlceras, finalmente começam a ser encaradas como conseqüência de stress, de um modo de viver equivocado, da ansiedade existencial, da dificuldade de enfrentar as vicissitudes da vida moderna, mas, apesar dos médicos já saberem disso, os tratamentos continuam sendo para o estômago, para o intestino. E o dono do estômago e do intestino? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Psicoterapia Reencarnacionista vem sugerir uma novidade, que é a de que nós já nascemos (encarnamos) com uma personalidade formada, que é a continuação da encarnação passada, e que vem sob a forma de tendências para agir e reagir de um certo modo. Daí a constatação de que alguns reagem com raiva, outros com tristeza, outros com submissão, outros com rejeição e abandono, etc. A maneira de cada um de nós reagir afetivamente aos fatos desagradáveis do período intra-uterino e da infância, já vem em nós, é o que trazemos conosco e é o que devemos curar nessa encarnação. Além da questão fundamental do por quê? Ou seja, por que essa família? Por que esse pai? Por que essa mãe? E assim por diante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É chegada a hora de todos nós, pessoas interessadas em nossos semelhantes, abrirmos nossos olhos e nossas percepções para a realidade que se avizinha, que se chama Holismo, ou seja, encarar o ser humano como um todo. Holismo quer dizer Todo, ou seja, não é algo contra algo, oficial versus alternativo, alternativo versus oficial. Conclamo meus colegas médicos, de todas as especialidades, os psicoterapeutas e os terapeutas "alternativos" de todas as linhas, que se unam em torno do objetivo principal da nossa atividade, que é o doente. Podemos antever um tempo em que o médico não será mais alopata ou homeopata, em que não se submeterá mais a nenhum rótulo paralisante, com os psicoterapeutas dialogando entre si, cada qual transmitindo os seus conhecimentos e suas novas descobertas a seus colegas, sem mais preconceitos ou ironias, os doentes recebendo atenções conjuntas para os seus diferentes corpos, seus diversos aspectos patológicos, equipes tratando do corpo físico, das emoções, dos pensamentos, dos aspectos espirituais dos pacientes, as clínicas e os hospitais contando com o auxílio dos médicos e dos curadores desencarnados, todos nós trabalhando, lado a lado, ombro a ombro, fraternalmente, amorosamente, em beneficio daqueles que sofrem, daqueles que são o motivo do nosso exercício profissional de amor e doação. Imagino os terapeutas do futuro conhecendo as mais variadas formas de tratar os doentes e suas doenças, através de uma visão bioenergética e integral, cada sofredor recebendo o que necessita naquele momento, sejam medicamentos químicos, sejam substâncias energéticas, seja um carinho, seja um conselho, seja uma cirurgia. Podemos imaginar o fim das disputas, das descrenças, das ironias, das visões limitantes, entre todos nós, curadores, em beneficio de quem não tem nada a ver com isso: os doentes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E aí, nesse tempo, poderemos dizer que nosso planeta e a humanidade estão se curando e será um tempo de bonança e prosperidade, com o fim das disputas e das competições e com a generalização da fraternidade entre as pessoas. Aproxima-se o tempo em que o Reino dos Céus descerá para a Terra, trazendo consigo o Amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=4756"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.somostodosum.com.br/b.asp?i=2169"&gt;Mauro Kwitko&lt;/a&gt; é Médico, Psicoterapeuta, autor de 5 livros e Presidente da Sociedade de Psicoterapia Reencarnacionista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.maurokwitko.com.br/" target="blank"&gt;Visite seu Site&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Email: &lt;a href="mailto:maurokwitko@yahoo.com.br"&gt;maurokw&lt;a href="mailto:maurokwitko@yahoo.com.br"&gt;mailto:maurokwitko@yahoo.com.br&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Fonte: &lt;/u&gt;&lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=4756"&gt;STUM&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-3468395351575601245?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/3468395351575601245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/3468395351575601245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/05/saude.html' title='O que é Saúde'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-2816623399930149101</id><published>2009-04-29T19:55:00.004-03:00</published><updated>2009-05-15T09:28:05.919-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Síndrome de Munchausen'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>Você conhece a Síndrome de Munchausen</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A síndrome de Munchausen é uma doença psiquiátrica em que o paciente, de forma compulsiva, deliberada e contínua, causa, provoca ou simula sintomas de doenças, sem que haja uma vantagem óbvia para tal atitude que não seja a de obter cuidados médicos e de enfermagem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A síndrome de Munchausen "by proxi" (por procuração) ocorre quando um parente, quase sempre a mãe (85 a 95%), de forma persistentemente ou intermitentemente produz (fabrica, simula, inventa), de forma intencional, sintomas em seu filho, fazendo que este seja considerado doente, ou provocando ativamente a doença, colocando-a em risco e numa situação que requeira investigação e tratamento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Às vezes existe por parte da mãe o objetivo de obter alguma vantagem para ela, por exemplo, conseguir atenção do marido para ela e a criança ou se afastar de uma casa conturbada pela violência. Nas formas clássicas, entretanto, a atitude de simular/produzir a doença não tem nenhum objetivo lógico, parecendo ser uma necessidade intrínseca ou compulsiva de assumir o papel de doente (no by self) ou da pessoa que cuida de um doente (by proxy). O comportamento é considerado como compulsivos, no sentido de que a pessoa é incapaz de abster-se desse comportamento mesmo quando conhecedora ou advertida de seus riscos. Apesar de compulsivos os atos são voluntários, conscientes, intencionais e premeditados. O comportamento que é voluntário seria utilizado para se conseguir um objetivo que é involuntário e compulsivo. A doença é considerada uma grave perturbação da personalidade, de tratamento difícil e prognóstico reservado. Estes atos são descritos nos tratados de psiquiatria como distúrbios factícios. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A síndrome de Münchausen por procuração é uma forma de abuso infantil. Além da forma clássica em que uma ou mais doenças são simuladas, existem duas outras formas de Munchausen: as formas toxicológicas e as por asfixia em que o filho é repetidamente intoxicado com alguma substância (medicamentos, plantas etc) ou asfixiado até quase a morte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Frequentemente, quando o caso é diagnosticado ou suspeitado, descobre-se que havia uma história com anos de evolução e os eventos, apesar de grosseiros, não foram considerados quanto a possibilidade de abuso infantil. Quando existem outros filhos, em 42% dos casos um outro filho também já sofreu o abuso (McCLURE et al, 1996). É importante não confundir simulação (como a doença simulada para se obter afastamento do trabalho, aposentar-se por invalidez, receber um seguro ou não se engajar no serviço militar). Alguns adolescentes apresentam quadro de Munchausen by self muito similares aos apresentados por adultos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A doença pode ser considerada uma forma de abuso infantil e pode haver superposição com outras formas de abuso infantil. À medida que a criança se torna maior há uma tendência de que ela passe a participar da fraude e a partir da adolescência se tornarem portadores da síndrome de Münchausen clássica típica em que os sintomas são inventados, simulados ou produzidos nela mesma. Ao contrário do abuso e violência clássica contra crianças as mães portadoras da síndrome de Münchausen by proxy não são violentas nem negligentes com os filhos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O problema, descrito a primeira vez por Meadow em 1977, é pouco conhecido pelos médicos e sua abordagem é complexa e deve envolver o médico e enfermagem, especialistas na doença simulada, psiquiatras/psicólogos, assistentes sociais e, mais tarde, advogado e diretor clínico do hospital e profissionais de proteção da criança agredida (Conselhos Tutelares e juízes da infância). &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Texto: &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.blackbook.com.br/quemsomos.asp" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;Reynaldo Gomes de Oliveira&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.munchausen.com.br/a_sindrome.html"&gt;A síndrome&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.munchausen.com.br/mecanismo.html"&gt;O mecanismo da doença&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.munchausen.com.br/classificacao.html"&gt;Classificação&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.munchausen.com.br/incidencia.html"&gt;Incidência e mortalidade&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.munchausen.com.br/quando_suspeitar.html"&gt;Quando suspeitar&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.munchausen.com.br/caracteristicas_da_mae.html"&gt;Características da mãe e da família&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.munchausen.com.br/porque_demora.html"&gt;Porque demora-se tanto para descobrir&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.munchausen.com.br/ajuda_investigacao.html"&gt;O que ajuda para que a hipótese Münchausen seja investigada precoce e agressivamente&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.munchausen.com.br/confirmar_hipotese.html"&gt;Estratégias para confirmar a hipótese a partir da suspeita&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.munchausen.com.br/conduta_apos_comprovacao.html"&gt;Conduta após a comprovação&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.munchausen.com.br/asindrome.html"&gt;Munchausen Brasil&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações: &lt;a href="http://www.salton.med.br/index.php?id_menu=texto&amp;amp;idioma=portugues&amp;amp;id_texto=84"&gt;Salton Courses&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-2816623399930149101?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/2816623399930149101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/2816623399930149101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/04/sindrome.html' title='Você conhece a Síndrome de Munchausen'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-105632236409859767</id><published>2009-04-26T09:51:00.003-03:00</published><updated>2009-04-26T10:01:45.903-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Passado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perdão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gloriana Batassa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>Por que o meu dinheiro nunca é suficiente?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;por &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/clube/usersite.asp?i=9015"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Gloriana Batassa&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; - &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:gloriana2009@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;gloriana2009@gmail.com&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como devo fazer para que a abundância entre em minha vida?Se sou um Co-Criador e tenho as mesmas qualidades de Deus, por que não consigo criar abundância na minha vida?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A opinião que temos da nossa vida depende de como nos sentimos, se dignos ou indignos de amor, de sermos amados ou não. De qualquer forma, criamos uma situação externa que reforça a opinião que temos de nós mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os pensamentos condicionados de escassez derivam da nossa percepção de sermos indignos de amor.Quando não nos sentimos dignos de amor, nós projetamos essa carência para fora, para o nosso exterior.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada preocupação em relação a algo que não temos, deriva do fato de vivermos no passado, a "falta" é simplesmente a lembrança, uma memória celular de velhas feridas que foram projetadas no futuro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o que nos leva a ter pensamentos condicionados de escassez, é o medo que nos aconteça novamente o que já aconteceu no passado, justamente porque ainda não transmutamos aquela memória.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para pôr fim a pensamentos condicionados de escassez, devemos perdoar o passado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não importa o que aconteceu, ele não terá mais efeito quando for mudado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você se sente tratado injustamente?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se é assim, você projetará essa carência em sua vida, pois só quem se sente tratado injustamente será tratado injustamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perdoar o passado e deixá-lo ir torna possível uma escolha atual diferente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não importa quantas vezes cometemos o mesmo erro, nós temos uma nova oportunidade de perdoar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem o perdão é impossível deixar ir os pensamentos de escassez.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Feridas escondidas dão vida a hábitos diários que nos fazem viver no passado e estas feridas devem ser reconhecidas e trazidas à luz da nossa consciência desperta, em todas as convicções e em todos os pressupostos inconscientes também.Isto porque o fato de que não nos lembremos de uma memória, de uma crença, não significa que ela não exista e que não aja na nossa vida diariamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A escassez é um professor importante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada coisa que achamos que falta na nossa vida, cada sensação de carência reflete uma sensação interna de não sermos dignos e da qual devemos nos tornar ciente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A experiência da escassez não é um "castigo" de Deus, mas somos nós que mostramos a nós mesmos uma convicção que deve ser corrigida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A abundância não existe só para dinheiro, mas também engloba outros aspectos da natureza do homem como saúde, amor, amizade, auto-estima, sucesso profissional, inteligência, criatividade, e tantos outros que fazem com que nos sintamos bem, nos dando a sensação de felicidade e plenitude.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, quando pensamos na falta de dinheiro e quando queremos abundância de dinheiro em nossas vidas, estamos refletindo apenas um aspecto das nossas necessidades interiores.Pois na realidade existe carência de amor, é o amor que traz abundância em nossas vidas.&lt;br /&gt;Texto revisado por: &lt;a href="mailto:maclauro@terra.com.br"&gt;Cris&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/clube/c.asp?id=15404"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;STUM&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-105632236409859767?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/105632236409859767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/105632236409859767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/04/dinheiro.html' title='Por que o meu dinheiro nunca é suficiente?'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-954413281710567268</id><published>2009-04-26T09:27:00.003-03:00</published><updated>2009-04-26T09:35:28.158-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Passado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Elisabeth Cavalcante'/><title type='text'>O Passado</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;:: por &lt;a href="mailto:elisabeth.cavalcante@gmail.com"&gt;Elisabeth Cavalcante&lt;/a&gt; :: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Viver no passado é uma tendência natural da mente. Para isto, ela nos faz ruminar todos os eventos que vivenciamos, sejam eles bons ou maus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se foram bons, ficamos presos àquela lembrança lamentando o que perdemos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se maus, nos mantemos estagnados por medo de que aqueles eventos se repitam novamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Uma das áreas em que esta reação negativa mais se intensifica é na das relações afetivas. Quando algum relacionamento nos magoa ou abala profundamente nossa auto-estima, tendemos a, consciente ou inconscientemente, nos fecharmos para novas relações pelo receio de que aquela experiência se repita.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Trava-se, então, uma luta interna entre o desejo de relacionar-se, a necessidade de ser amado, e uma profunda desconfiança em relação ao amor, que é, na verdade, uma defesa contra a dor e o sofrimento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; O passado não possui qualquer poder para nos impedir de vivenciar a plenitude de nosso ser agora, apenas o rancor em relação ao passado pode fazer isso. O rancor é uma emoção negativa que pode contaminar todas as áreas de nossa vida, se o alimentarmos através da lembrança permanente daquilo que o gerou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Esta percepção é fundamental e, enquanto não a alcançarmos, continuaremos dando poder ao que já não existe a não ser em nossa mente. Ela é, também, extremamente libertadora, pois nos permite descobrir que somos os únicos agentes capazes de criar uma nova realidade em nossa vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Mas, para quebrar esse padrão, não basta ter consciência do fato, é preciso um esforço para manifestar outra energia, que é a coragem. Somente enfrentando aquilo que mais tememos é que teremos chances de vencer nossa resistência e descobrir que é possível, sim, construir uma nova história, onde a felicidade e a alegria estejam presentes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Seja qual for a área da vida em que estejamos nos mantendo presos ao passado, precisamos nos permitir correr o risco de uma nova experiência, pois só assim fortaleceremos nossa autoconfiança e construiremos uma auto-estima inabalável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;em&gt;"... Se você estiver mais sensível, você estará desapegado; ou, se você estiver desapegado, você se tornará mais e mais sensível. Sensibilidade não é apego, sensibilidade é percepção. Somente uma pessoa perceptiva pode ser sensível. Se você não for perceptivo, você será insensível. Quando você é inconsciente, você é totalmente insensível - quanto mais consciência, mais sensibilidade. Um Buda é totalmente sensível, ele tem máxima sensibilidade, porque ele sentirá e estará ciente de sua total capacidade.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quando você é sensível e consciente, você não pode ser apegado. Você será desapegado, porque o próprio fenômeno da consciência quebra a ponte, destrói a ponte, entre você e as coisas, entre você e as pessoas, entre você e o mundo. A inconsciência, a falta de perceptividade, é a causa do apego.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt; ... Se você está alerta, a ponte de repente desaparece. Quando você fica alerta não há nada que ligue você ao mundo. O mundo existe, você existe, mas entre os dois a ponte desapareceu. A ponte é feita de sua inconsciência. Assim sendo, não pense que você ficou apegado porque você está mais sensível. Não. Se você estiver mais sensível, você não ficará apegado. O apego é uma qualidade muito grosseira, não é sutil. Para o apego, você não precisa estar consciente e alerta. Não há nenhuma necessidade....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt; Para o apego, a consciência não é necessária; ao contrário, a consciência é a barreira. Quanto mais consciente você se torna, menos você será apegado, porque a necessidade de apego desaparece. Por que você quer estar apegado a alguém? Porque sozinho você sente que você não se basta. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt; Você sente falta de alguma coisa. Algo fica incompleto em você. Você não é inteiro. Você precisa de alguém para completá-lo. Daí, o apego. Se você está consciente, você está completo, você é inteiro - o círculo está completo agora, não está faltando nada em você - você não precisa de ninguém. Você, sozinho, sente uma total independência, uma sensação de inteireza.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt; ... Isso não quer dizer que você não amará as pessoas; ao contrário, somente você pode amar. Uma pessoa que seja dependente de você não pode amá-lo: ela o odiará. Uma pessoa que precisa de você não pode amá-lo. Ela o odiará, porque você se torna o cativeiro. Ela sente que sem você ela não pode viver, sem você ela não pode ser feliz, então, você é a causa das duas coisas, da felicidade e da infelicidade dela. Ela não pode se dar ao luxo de perdê-lo e isso lhe dará uma sensação de aprisionamento: ela é sua prisioneira e se ressentirá disso; ela lutará contra isso. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt; As pessoas odeiam e amam ao mesmo tempo, mas este amor não pode ser muito profundo. Somente uma pessoa que seja consciente, pode amar, porque esta pessoa não precisa de você. Mas, então, o amor tem uma dimensão totalmente diferente: ele não é apego, ele não é dependência. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt; A pessoa não é sua dependente e não o fará dependente dela: a pessoa permanecerá uma liberdade e lhe permitirá permanecer uma liberdade. Vocês serão dois agentes livres, dois seres totais, inteiros, se encontrando. Esse encontro será uma festividade, uma celebração - não uma dependência. Esse encontro será uma alegria, uma brincadeira". &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Osho, The Book of the Secrets.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.somostodosum.com.br/mariaelisabete"&gt;Elisabeth Cavalcante&lt;/a&gt; é Taróloga, Astróloga,Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Atende em São Paulo e para agendar uma consulta, envie um email.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/testes/iching.asp"&gt;Conheça o I-Ching&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Email: &lt;a href="mailto:elisabeth.cavalcante@gmail.com"&gt;elisabeth.cavalcante@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=08613"&gt;STUM&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-954413281710567268?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/954413281710567268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/954413281710567268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/04/o-passado.html' title='O Passado'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-6992693372130662612</id><published>2009-04-22T08:13:00.003-03:00</published><updated>2009-04-22T08:17:36.730-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sono'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sonhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luís Vasconcellos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>A Importância do Sonhar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;por Luís Vasconcellos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;O QUE ACONTECE QUANDO, NOITE APÓS NOITE, ADENTRAMOS NO MISTERIOSO E COMPLEXO MUNDO DE MORFEU?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Para chegar ao objetivo de entender a importância do ato de sonhar, precisamos falar um pouco também sobre o sono:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Nesta reflexão não vou me estender muito nos aspectos simbólicos e psicológicos do sonhar e me prender ao que as pesquisas mais modernas descobriram sobre o sono e o sonhar. Durante muito tempo a comunidade científica esteve, por ironia do destino, "adormecida" para a complexidade e dinâmica que envolvem o processo do sono.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Várias linhas de pesquisa tentam desvendar o grande enigma dos sonhos. Temos vertentes pragmáticas, esotéricas, filosóficas e trabalhos de caráter mais científico, que estão sendo desenvolvidos em laboratórios de todo o mundo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Com estas bases, vamos derrubar algumas lendas que se construíram ao longo de anos de ignorância e de desinformação à respeito do sono e do sonhar:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;b&gt;O SONO É UMA ATIVIDADE PASSIVA E DORMIR SIGNIFICA APENAS DESCANSAR, FAZER NADA... &gt;&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Ao contrário do que muitos pensam, o sono não é uma atividade passiva. O nosso cérebro exerce uma grande atividade durante este período (especialmente durante o sonhar, mais abaixo você encontra uma pequena descrição disto).&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; O que se desliga e descansa é a parte consciente do cérebro, aquela que domina a musculatura, toma decisões e elabora os pensamentos conscientes e as respostas necessárias aos estímulos do meio ambiente.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; O que ocorre é uma mudança na qualidade e finalidade da atividade cerebral, pois é também, neste momento do sono e do sonhar, que estamos aprendendo coisas, pois já se comprovou que o cérebro, durante o sonhar, vai selecionando o que deve ficar na memória e o que pode ser jogado fora. O mais interessante e revolucionário foi a descoberta de que ele faz isso a partir de um critério emocional. E elas são selecionadas por um critério que, a grosso modo, poderíamos chamar de relevância ou sentido. As situações que mais marcaram emocionalmente são fixadas e as demais informações vão para uma espécie de área de penumbra de onde acabam descartadas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; É também por isso que aprendemos para sempre coisas nas quais estivemos realmente envolvidos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;b&gt;SÓ SONHAMOS CINCO MINUTOS POR NOITE &gt;&gt;&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; São cinco estágios no ciclo de sono. Só no quinto sonhamos efetivamente.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Para melhor refletir podemos dividir, a grosso modo, em fase de não-sonhar e fase do sonhar. Na primeira são quatro estágios, nos quais a atividade cerebral vai se tornando progressivamente mais lenta, a partir da supressão dos sentidos e do desligamento das relações com o mundo externo. Aos poucos, a onda cerebral medida, vai ficando mais lenta, até atingir um nível de onda delta, que é uma onda de três a quatro ciclos por segundo. Este estágio é chamado, comumente, de sono profundo, quando é mais difícil de a pessoa ser acordada.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; No quinto estágio, que é quando se sonha, a onda tem uma aceleração muito grande. Por isso é que se diz que o cérebro fica muito ativo e trabalha muito. A onda cerebral atinge um nível de aceleração praticamente do estágio de vigília, o cérebro trabalha à toda.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; É bom ressaltar que DURANTE TODO O PERÍODO DE SONO existe um isolamento sensorial do meio ambiente. O curioso é que, por motivos de segurança, a audição é o único sentido consciente que não é desligado. Estamos protegidos pelo limiar de ruído.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Pode-se então entender o que nos acontece se dormimos em áreas com alto nível de ruído: podemos interromper o sonhar de uma pessoa com um estímulo de alguns decibéis, sem acorda-la de todo, mas suficiente para tirar a pessoa do seu sonhar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Pode acontecer também de um barulho apenas superficializar o sono. Então, a pessoa de estágio Cinco, passa para o estágio Quatro, depois para o Três e assim por diante. O barulho no estágio Cinco sacrifica o sonho, em detrimento das funções intelectuais e psicológicas da pessoa.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; No sentido orgânico, e do ponto de vista físico, o estágio Quatro é o mais reparador.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Depois vem o quinto estágio quando então sonhamos. Neste estágio a atividade cerebral atinge um pico parecido com o pico de atividade cerebral da vigília, ou seja, trabalha tanto quanto se estivéssemos acordados.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Uma coisa que hoje em dia se conhece é que o organismo é todo controlado por relógios biológicos internos. Nós passamos pelos diferentes estágios do sono de quatro a cinco vezes por noite. Depois de mais ou menos uma hora e meia, chegamos ao estágio Quatro. Depois de atingir o estágio Cinco, sonhamos por volta de cinco a dez minutos e voltamos ao estágio Um, recomeçando o ciclo. Os estágios se repetem quatro ou cinco vezes por noite. Só que os estágios iniciais vão se tornando mais curtos e os estágios Cinco vão ficando mais longos. Portanto, na medida em que você dorme, você vai tendo períodos de sonho cada vez mais longos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Em geral podemos calcular que cada um de nós passa mais ou menos duas horas sonhando, por noite.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;b&gt;EU NÃO SONHO ! EU NUNCA SONHO !&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Esta é uma afirmativa sem nenhuma base. O que acontece é que alguém pode NÃO SE LEMBRAR do que sonhou. Ë muito comum que alguém jamais tenha sido ensinado ou estimulado a lembrar do conteúdo de seus sonhos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Muitos passam por isso por causa dos distúrbios do sono. Isto vai se refletir na perda da qualidade de vida e no aumento dos problemas psicológicos. É preciso reencontrar o ideal em termos de qualidade de vida. Isto significa um sono mais reparador e sonhos mais plenos de sentido para o sonhador.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;b&gt;SE EU NÃO DORMIR BEM, TUDO BEM !&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; As pesquisas feitas nos últimos decênios têm mostrado resultados cada vez mais surpreendentes, revelando ser o sono uma das fases mais nobres, porque nela se efetuam importantes etapas da aprendizagem, da criatividade, do equilíbrio emocional etc.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; O homem que não dorme bem é um HOMEM MÁQUINA, apto portando para o trabalho físico, mas incapaz de desempenhar bem um trabalho intelectual e SEM ENERGIA para ser criativo ou inventivo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Levantamentos estatísticos mostram que os adultos dormem entre 5 e 9 horas, sem considerar a sua qualidade e sua saciedade. Sabe-se que a necessidade de sono na pessoa normal e adulta varia com a saúde, tipo de atividade, personalidade ou fase da vida.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Crianças, estudantes, doentes e intelectuais necessitam de mais horas de sono e sonho.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Por outro lado, sabe-se que a regularidade do sono é fundamental para a saúde.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Isto significa que pode ser bom ter hora certa para dormir e para levantar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Mas, dormir bem significa (principalmente) cumprir adequadamente os cinco estágios pelos quais o sono passa.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;SE EU DEIXAR DE SONHAR NÃO VAI ACONTECER NADA, NEM MUDAR NADA !&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; O sonho tem uma importância fundamental na QUALIDADE de nossa vida e saber compreender o sentido do que se vive neles e analisá-los pode acrescentar muito às nossas vidas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Experiências feitas mostraram que as pessoas que ficavam, durante uma semana, tendo suprimidas apenas as suas fases do sonho - que acontecem no quinto estágio do sono - ficaram com um humor péssimo, tiveram dificuldade de concentração e mostraram grande dificuldade em tarefas que exigiam atenção e concentração. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Além disso a passagem pelos estágios 1 ao 4 se dava de forma progressivamente mais curta chegando ao ponto em que o cérebro insistia uma vez atrás da outra em sonhar. Nem é preciso lembrar que é assim que nosso corpo se comporta quando somos, por exemplo, impedidos de respirar normalmente.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;b&gt;SÓ O SER HUMANO SONHA !&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Os animais também sonham. Eles também têm movimentos rápidos dos olhos enquanto sonham e, neste períodos, por exemplo um cão, poderá latir, fazer movimentos de correr, mexer as bochechas, orelhas, as patas, como se estivesse fazendo um monte de coisas em seu sonho. Do mesmo modo isso ocorre com o gato e com a maioria dos animais de sangue quente. Em alguns animais primitivos constatou-se que a atividade do cérebro durante o sonhar em nada difere da atividade cerebral durante o estado de vigília.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;b&gt;O SONHO NÃO TEM NADA A VER COM A REALIDADE !&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; O sono obedece a um ritmo biológico regulado, por assim dizer, por um relógio interno, mas sincronizado pelo ritmo de atividade, pelo ritmo diário da pessoa. O sonho, com freqüência exerce uma função COMPENSATÓRIA em relação às atividades e experiências da vida normal. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Contudo, este lado natural de nós mesmos, este mecanismo biológico, é sensível também aos ritmos externos e condições nas quais vive o sonhador. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Modernamente pode-se dizer que há, de fato, uma imposição dos ritmos externos sobre os naturais e isto se reflete no conteúdo e na qualidade, tanto do sono quando do sonhar. Por isso é que as pessoas tendem a recuperar o ritmo próprio nos finais de semana. Só que, vice-versa, quando começa a semana, há o efeito da segunda-feira, marcada pelo choque de ritmos e pela imposição do ritmo industrial, forçado pelas obrigações pertinentes à vida diária. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;b&gt;POSSO MUDAR A TODO MOMENTO A MINHA HORA DE DORMIR E TUDO BEM !&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Não é bem assim, ainda que, limitadamente e de forma não continuada, se possa fazer isso: Por exemplo, uma pessoa vive trabalhando em turnos e durante uma semana ela dorme das 00:00 às 08:00; na semana seguinte, dorme das 08:00 às 16:00; em seguida, muda de novo de turno de trabalho e vai dormir das 16:00 à 00:00 hora. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; O que ocorre? Há um desequilíbrio progressivo, pois uma única semana não permite a adaptação do cérebro ao ritmo de dormir em horários diferentes e a qualidade de sono cai vertiginosamente. Esta pessoa poderá ter problemas de nervosismo, falta de concentração, irritabilidade e uma propensão a cometer erros em sua atividade, maior do que a normal. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: georgia;font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; Algo mais ou menos parecido aparece quando alguém viaja de avião e vai experimentar uma diferença grande de fuso horário.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;img src="http://somostodosum.ig.com.br/terapeutas/foto/luisp.gif" align="left" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;Luís Vasconcellos&lt;/b&gt; é Psicólogo e atende&lt;br /&gt;em seu consultório&lt;br /&gt;em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Email: &lt;a href="mailto:%27luisvasconcellos@hotmail.com%27"&gt;luisvasconcellos@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-6992693372130662612?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/6992693372130662612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/6992693372130662612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/04/importancia-do-sonhar.html' title='A Importância do Sonhar'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-4747120184423479652</id><published>2009-04-18T21:12:00.001-03:00</published><updated>2009-04-18T21:15:56.686-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sidarta Ribeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>O Mosaico das Memórias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;Coletamos ao longo da vida um imenso repertório de memórias em nossas mentes. Pessoas, lugares, eventos, estórias, habilidades variadas e muitos detalhes triviais. Como é possível seguir acumulando informações por tanto tempo, sem confundi-las ou esquecê-las no caminho? Como é possível evocar a textura fina dos fatos passados, muitas décadas depois de sua ocorrência? Que mecanismos permitem-nos modificar lembranças antigas de maneira seletiva, sem causar danos às lembranças associadas? De que matéria resistente e plástica são feitas as memórias?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;Sabemos hoje que as memórias residem na vasta rede de células excitáveis que compõem o sistema nervoso, os neurônios. Cada neurônio se interliga a milhares de outros por intermédio de microestruturas chamadas sinapses. São estes minúsculos pontos de aproximação inter-celular que permitem a propagação em cascata da excitação neuronal. Embora a distância sináptica entre duas células seja muito pequena, raramente verifica-se um contato físico direto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;A grande maioria das sinapses apresenta uma separação celular da ordem de 20 nanômetros. Nestes casos, a transmissão da ativação de uma célula a outra é unidirecional e baseia-se na difusão de neurotransmissores, moléculas liberadas por um neurônio pré-sináptico capazes de ativar receptores químicos na célula pós-sináptica. Dependendo dos tipos de neurotransmissores e receptores envolvidos, tal processo pode determinar tanto a excitação quanto a inibição das células pós-sinápticas. Qual é a relação entre a transmissão sináptica e a formação de memórias?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;Quando uma sinapse é estimulada com alta frequência, observa-se um aumento subsequente de sua eficácia de transmissão, isto é, a célula pós-sináptica passa a responder de forma aumentada a um estímulo pré-sináptico. Por outro lado, uma estimulação de baixa frequência resulta na redução prolongada da transmissão sináptica. Tais efeitos, conhecidos respectivamente como potenciação e depressão de longo prazo, conferem às sinapses uma memória fisiológica dos eventos recentes. A potenciação de longo prazo permite que sinapses muito utilizadas se tornem mais fortes ao longo do tempo. Da mesma forma, a depressão de longo prazo enfraquece sinapses pouco utilizadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;Recentemente demonstrou-se que a estimulação de sinapses isoladas causa um fortalecimento local, sem alteração das sinapses vizinhas (Matsuzaki et al., 2004, Nature 429: 761-766). O truque por trás desta façanha tecnológica foi a utilização de neurotransmissores sintéticos que se tornam ativos apenas quando iluminados por lasers de alta precisão. Este método revelou que a estimulação de sinapses isoladas causa uma expansão persistente e tópica do volume pós-sináptico. Esta expansão converte sinapses imaturas, pequenas, fracas e instáveis em sinapses maduras, grandes, fortes e estáveis. Assim, a estimulação de redes neuronais específicas causa modificações morfológicas ao longo de toda a trajetória de ativação sináptica, resultando na estocagem duradoura dos padrões de excitação neuronal aos quais chamamos memórias. Considerando que o cérebro humano contém cerca de 100 bilhões de neurônios, que cada neurônio tem cerca de 10 mil sinapses, e que cada sinapse pode ser potenciada ou deprimida com várias magnitudes diferentes, não é difícil conceber que nossa estupenda capacidade de memorização reflete o pontilhado combinatorial da codificação sináptica. Que aspecto têm as memórias? Se fossem as telas de um pintor, este seria Seurat.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/img/Sidarta80.jpg" border="0" /&gt;                      &lt;span class="autor-nome"&gt;Sidarta Ribeiro&lt;/span&gt; &lt;span class="autor-txt"&gt;é Ph.D. em neurobiologia pela Universidade Rockefeller e pesquisador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal (IINN). Fez pós-doutorado na Universidade Duke (2000-2005) investigando as bases moleculares e celulares do sono e dos sonhos e o papel de ambos no aprendizado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/o_mosaico_das_memorias.html"&gt;Viver Mente e Cérebro&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-4747120184423479652?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/4747120184423479652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/4747120184423479652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/04/mosaico.html' title='O Mosaico das Memórias'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-5326420870375834716</id><published>2009-04-18T20:37:00.002-03:00</published><updated>2009-04-18T20:42:51.490-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Moacyr Scliar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>O Hospício não é Deus</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;por Moacyr Scliar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;Apolo era um deus que se poderia chamar de polivalente. Associado com a literatura e as artes era também invocado por aqueles que buscavam a cura de uma doença. Significativa coincidência, esta: existe, sim, relação entre medicina e literatura. Em ambos os casos, a palavra desempenha um papel fundamental. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;Na psicoterapia a palavra desempenha um papel fundamental, como instrumento de ajuda psicológica. Na literatura, a palavra, matéria-prima para a criação estética, ajuda a explicar a complexa relação entre seres humanos, incluindo a relação médico-paciente. Doença e medicina são temas preferenciais de grandes escritores, sobretudo a doença mental, como em Cervantes, Nicolai Gogol, Virginia Woolf e Sylvia Plath, entre outros. No Brasil, Machado de Assis. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;São numerosas as referência a problemas mentais na obra machadiana, grande parte dela escrita com "as tintas da melancolia" para usar uma expressão do próprio Machado, que aborda o tema da loucura de maneira mais específica em O Alienista, de 1881. Este conto longo (ou novela curta) tem como cenário a modorrenta cidadezinha de Itaguaí, em "tempos remotos", difíceis de identificar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;O que provavelmente é proposital; o fim do século 19 viu a ascensão dos alienistas, médicos que tomavam conta dos "alienados". À época não havia qualquer tratamento eficaz para a doença mental; os alienistas limitavam-se a classificar o distúrbio do paciente, e indicavam a internação daqueles considerados perigosos. Este período marcou o auge da instituição asilar - o hospício. O poder dos alienistas era muito grande e Machado certamente não queria brigar com eles; daí a opção pela referência vaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;table style="text-align: left; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" class="interna-txt" border="0" cellpadding="4" cellspacing="0" width="100%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr align="justify"&gt;&lt;td class="interna-txt"&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;A Itaguaí chega um alienista, o Dr. Simão Bacamarte (o sobrenome é sugestivo), que funda um estabelecimento para alienados. É a Casa Verde, que logo começa a receber hóspedes. A exemplo de outros alienistas, Bacamarte dedica-se a rotular os pacientes conforme as doenças de que são portadores. Mas seu objetivo é descobrir a causa última da enfermidade mental e o "remédio universal" para ela. Difícil empreendimento; o alienista constata que o problema da loucura é muito maior do que pensava: "A loucura, objeto dos meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão; começo a suspeitar que é um continente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo a insânia deve ser combatida: o menor desvio da suposta normalidade é pretexto para uma internação. O alienista detém agora o poder, o que gera uma revolta popular. Bacamarte não se abala: questionado pelos rebeldes, replica, altivo: "Não dou&lt;br /&gt;razão dos meus atos de alienista a ninguém, salvo aos mestres e a Deus". Intimidados, os chefes da rebelião vacilam - e aí uma força enviada pelo vice-rei acaba com a revolta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder do alienista chega ao máximo: interna dezenas de pessoas, inclusive a própria esposa. Mas um perturbador raciocínio acaba por lhe ocorrer: se a loucura é tão disseminada o hospício deveria ser reservado não para os enfermos, mas para os sãos - no caso, ele próprio. Tranca-se na Casa Verde, agora vazia, entregando-se ao "estudo e à cura de si mesmo", vindo enfim a morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Alienista não discute apenas a doença mental. Machado está nos falando do poder, da arbitrariedade. É o poder que resulta de um suposto conhecimento. Mas este conhecimento, exatamente porque suposto, não dá ao dr. Bacamarte qualquer segurança. Ao contrário, seu estado de espírito oscila entre a onipotência e a impotência, a euforia e o desânimo. Como ele, a psiquiatria à época estava doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta situação viria a se alterar nas décadas seguintes. Em 1900 Freud publica A Interpretação dos Sonhos, mostrando o papel do inconsciente na gênese dos problemas emocionais. Revolução conceitual, sucedida por uma revolução farmacológica: em meados do século 20 eram introduzidas drogas para tratar psicoses, depressão, ansiedade. O resultado foi um esvaziamento dos hospícios. A internação hoje obedece a indicações bem definidas e é, freqüentemente, transitória. O Hospício é Deus, foi o título que Maura Lopes Cançado deu a um livro de 1965. Não, o hospício não é Deus, como descobriu, para seu desgosto, o dr. Bacamarte. O tratamento da doença mental foi desmistificado, e com isto os alienistas perderam um poder que, de fato, nunca tiveram. O que foi bom para os pacientes e bom para eles também.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;   &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/vivermente/img/moacyr.jpg" border="0" /&gt;                      &lt;span class="autor-nome"&gt;Moacyr Scliar&lt;/span&gt; &lt;span class="autor-txt"&gt;é médico, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/o_hospicio_nao_e_deus.html"&gt;Revista Viver Mente e Cérebro&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-5326420870375834716?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/5326420870375834716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/5326420870375834716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/04/hospicio.html' title='O Hospício não é Deus'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-537910238762125891</id><published>2009-04-17T12:58:00.001-03:00</published><updated>2009-04-17T13:01:43.476-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>Internet e Comportamento</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: center;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pesquisa mostra como jovens e adultos se comportam em redes sociais na internet&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;O Acessa São Paulo, programa de inclusão digital do governo do Estado, acaba de divulgar os resultados de um estudo que revela que seus usuários estão se comunicando mais por meio de sites de relacionamento do que e-mails. A conclusão estimulou uma nova pesquisa que pretende conhecer o perfil e o comportamento de adultos e adolescentes em redes sociais. Os dados foram coletados na Escola do Futuro da Universidade de São Paulo, nos municípios de São Paulo e Bragança Paulista. "Redes sociais são sites de relacionamento onde por meio de um perfil todos podem ver os amigos dos amigos. Seu uso pelos adolescentes determina o modo como se relacionam com as pessoas. Há uma produção cultural totalmente nova nascendo", resume Cacau Freire, coordenadora do Observatório da Cultura Digital e responsável pelo experimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;O estudo foi realizado por meio de entrevistas com grupos de adolescentes de 15 a 19 anos e adultos de 30 a 39 anos que acessavam o site de relacionamentos &lt;i&gt;Orkut&lt;/i&gt; nos computadores do Acessa São Paulo. Os adolescentes contaram, por exemplo, que criam muitos perfis nas redes de relacionamento e que não tinham problemas em fazer várias coisas ao mesmo tempo. "Muitos deles gostam de estudar ouvindo música e não estudam em casa por ser muito silencioso. Eles criam perfis diferentes para procurar empregos, namorar, conversar com os pais e os amigos", conta a pesquisadora. Quando perguntados se essa era uma atitude desonesta, os adolescentes disseram que as pessoas também assumem vários perfis na vida real, dependendo da situação, e que isso é normal. "Eles não tiveram problemas para dizer que a vida não é um livro aberto". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;Os adultos entrevistados desconfiam da rede e a associam com fraude e engano. A maioria deles tinha apenas um perfil no Orkut, com informações verdadeiras e contatos confiáveis. Para eles, os computadores do Acessa São Paulo não devem ser um local de diversão. Assim, ficaram constrangidos em dizer nos grupos de discussão que navegavam em sites de relacionamento. Para Cacau, adolescentes se comunicam mais por meio de redes sociais porque gostam de se ver na mensagem e também por elas serem mais fáceis de utilizar do que os e-mails. "Para eles, não é um fator crítico se expor", diz. Os jovens que participaram do estudo têm o hábito de pesquisar, sabem que terão que aprender por toda a vida e não vêem a escola como o único meio para adquirir conhecimento. "Eles aceitam a figura dos professores, mas aprendem com seus iguais, nos fóruns de discussão, nos sites de relacionamento. Para eles, a escola serve apenas como um meio para obter um diploma, o caminho oficial a seguir", diz Cacau. "Esses estudantes trazem informações e argumentação para a escola; têm mais tempo para pesquisar que os professores, cujo papel talvez seja orientar a discussão", completa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="interna-txt"&gt;O aprendizado em listas de discussão não divide temas em disciplinas específicas. "Os jovens estudam tudo ao mesmo tempo nas redes sociais", explica a coordenadora. Eles também têm mais facilidade para mudar de opiniões e aceitar que estão errados. "Para os adultos é mais difícil aprender, principalmente por meio de novas tecnologias, e mudar. Suas construções de conhecimento são mais profundas. Os adolescentes nasceram numa época de explosão de informações. Por isso, estão acostumados a aprender de uma forma muito tranqüila", finaliza Cacau. &lt;i&gt;(Da Agência USP de Notícias)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/pesquisa_mostra_como_jovens_e_adultos_se_comportam_em_redes_sociais_na_internet.html"&gt;Viver Mente e Cérebro&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-537910238762125891?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/537910238762125891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/537910238762125891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/04/internet-e-comportamento.html' title='Internet e Comportamento'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-4658786906853533167</id><published>2009-04-17T09:05:00.001-03:00</published><updated>2009-04-17T09:07:35.657-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>Eu Tive um Ataque de Pânico</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:180%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;"Desde que chegamos ao restaurante, senti que não estava bem. A respiração era desconfortável, precisava suspirar às vezes. Nos sentamos numa mesa ao fundo e logo nossos amigos chegaram, ocupando as cadeiras da saída. Comecei a sentir calor, bebi um pouco de água mineral, que graças a Deus (pensei na hora) tinha chegado rápido. Não melhorei. Disse ao meu marido: "Preciso sair um pouco!"; estava constrangida, tinha que fazer todos levantarem para que eu saísse, e, para piorar, minha amiga me disse: Você está bem? Está muito pálida! Não estou nada bem, acho que vou desmaiar.&lt;br /&gt;Disse isso e senti, inesquecível, que minha respiração tinha parado e meu coração disparou, cada vez mais. Não conseguia falar e todos se alarmaram. Meu marido me levou ao carro e acelerou para o hospital, que era logo ali, do outro lado da rodovia, mas pareceu muito distante. Chegamos ao pronto-socorro, meu marido disse que eu estava morrendo enquanto dava informações para a ficha de atendimento. Me levaram às pressas para a cardiologia, com muita falta de ar, as mãos formigando e paralisadas, o coração disparado, tinha dor no peito e tremia. O médico estava atendendo um senhor, que parecia mal, eu não queria mais ficar ali, onde estava meu marido? Quando o cardiologista me atendeu, já haviam medido minha pressão e me dado oxigênio. Ele perguntou "Quantos anos você tem?" e acho que nem consegui responder "28". Me examinou, retirou o oxigênio, e disse que estava tudo bem, pediu para que eu respirasse mais devagar. Me fizeram um eletrocardiograma ("só rotina" me disseram), meu marido, mais calmo, repetia o que o médico disse: "Respire mais devagar..." Quando me trouxeram um remédio eu já estava melhor, mas tomei mesmo assim. Era um calmante. "Seu coração é saudável, não há nenhum risco aparente." Disse o médico. Mas eu achei que ia morrer! Você teve um ataque de Pânico, é apenas ansiedade ... Me disse que era comum, que podia acontecer de novo ou não. Estava ainda nervosa quando saímos de lá, mas não passando mal, tive um pouco de vergonha, o médico me aconselhou consultar um psiquiatra. No caminho para casa, chorei um pouco ..." &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;       &lt;p  style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt; A paciente do relato acima foi atendida por mim há alguns anos. Tinha sido seu primeiro ataque e concluímos que apresentava um quadro de depressão leve já antes da crise. Iniciou tratamento com medicação antidepressiva que, como expliquei, também prevenia as crises. Teve melhora em poucas semanas e parou o medicamento. Meses após, voltou a piorar e a ter crises, várias. Voltou ao tratamento e aceitou fazer treino de controle respiratório com nossa terapeuta de ansiedade. Hoje está bem, suspendeu o medicamento sob minha orientação após um ano, tem crises leves a cada 6 ou 8 meses que maneja com a técnica de controle respiratório, o que dispensa a ida ao hospital, e por enquanto dispensa também a volta do antidepressivo. Seu diagnóstico: Transtorno do Pânico em comorbidade com episódio depressivo (este último já remitido).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Ter um &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;b&gt;ataque de Pânico&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; pode          acontecer com qualquer pessoa. Os médicos reconhecem um ataque          quando ocorrem os seguintes sintomas:&lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;ul  style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;b&gt;Crise            súbita de apreensão e intenso desconforto somático            em pessoa sem causa orgânica reconhecíve&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;l&lt;br /&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Falta            de ar intensa&lt;br /&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Dor            ou palpitação no peito ou garganta&lt;br /&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Tremor&lt;br /&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Formigamento            ou amortecimento de partes do corpo, especialmente a face, as mãos            e pés&lt;br /&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Sudorese&lt;br /&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Palidez&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Outros            sintomas físicos sem causa reconhecível&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;       &lt;p  style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt; Os sintomas podem incluir todos os itens acima ou apenas uma parte, mas precisam ter se instalado rapidamente (em crise), estar acompanhados de sinais de ansiedade (que o paciente muitas vezes não percebe) e não ter outra causa que explique sua ocorrência ou intensidade. Pessoas sadias tem ataques de pânico ocasionalmente, uma ou duas vezes na vida. Ainda pode ser o seu caso se foi o primeiro ataque e você não está acometido de depressão ou outro distúrbio ansioso. A maioria das pessoas que são atendidas em pronto-socorros, no entanto, fazem parte desse segundo grupo, especialmente os deprimidos. Quando a depressão ou outro distúrbio ansioso (ansiedade generalizada, fobia social, TOC e outros que não o pânico) são a causa dos ataques, as crises costumam ser espaçadas, a cada 15 ou 30 dias e frequentemente são facilitadas por alguma situação estressante. Se a depressão ou outro distúrbio ansioso não estão presentes, e as crises se repetem com freqüência, o diagnóstico é o transtorno do Pânico, um distúrbio ansioso onde as crises são muito mais freqüentes e mais espontâneas. Um paciente com pânico tende a ter crises no mínimo semanais, mais freqüentemente diárias ou a cada 2 a 3 dias.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p  style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;b&gt;O          que devo fazer?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você teve um ataque de pânico recentemente deve em primeiro lugar não se desesperar: todas as causas de crises são tratáveis e preveníveis e ser orientado por um psiquiatra ou psicoterapeuta cognitivo-comportamental pode ajudar a escolher o melhor tratamento. No caso de primeiro ataque em pessoa saudável, muitas vezes não é necessário tomar nenhuma atitude após o atendimento de emergência, e quando necessário para tranqüilizar o paciente, orientamos o treinamento respiratório como forma de capacitar a pessoa a manejar as crises com menos desconforto. A maioria das crises duraria apenas alguns minutos e não chegaria a ser forte caso a pessoa soubesse reconhecer que é um ataque de pânico, e não a iminência da morte, e se esforçasse em não ficar focado nos sintomas e sim em tentar respirar corretamente e relaxar o corpo. Para crises muito esparsas é o suficiente. Nos outros casos um psiquiatra ou clínico experiente em pânico devem orientar o tratamento. Para o transtorno do Pânico, uma vez que as crises são muito freqüentes, usamos com sucesso antidepressivos de ação serotonérgica pura ou combinada com ação noradrenérgica, em doses muitas vezes baixas, o que leva as crises ao espaçamento progressivo e diminuição da intensidade (cada vez menos sintomas) até que ocorra o bloqueio completo, em 45 ou 60 dias. Alguns pacientes podem usar também ansiolíticos (calmantes) para abrandar crises mais rapidamente. O treino respiratório também é realizado nesses casos, onde participa o terapeuta cognitivo-comportamental. Alguns pacientes, depois de várias crises, desenvolvem agorafobia, e esta complicação é tratada com psicoterapia cognitivo-comportamental estruturada. Caso haja depressão associada ou outro distúrbio ansioso, o psiquiatra irá adequar a escolha do tratamento à presença desse diagnóstico e à prevenção dos ataques, o mesmo acontecendo com a psicotarapia. Em todo caso, é necessário começar com um bom diagnóstico, o que torna necessário uma consulta ao especialista. Abaixo descrevemos a técnica do controle respiratório. É bastante simples mas precisa ser treinada para um bom desempenho, e em caso de dificuldade, a orientação de terapeuta cognitivo-comportamental no treinamento resolverá a maioria dos obstáculos ou erros de técnica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p  style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;b&gt;Relaxamento          respiratório:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p  style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;1.          Assuma uma postura relaxada.&lt;br /&gt;  2. Comece a diminuir a freqüência da respiração          e a profundidade, não respire mais que doze vezes por minuto.&lt;br /&gt;3. Não encha o peito, procure respirar provocando apenas o movimento abdominal, interrompendo a inspiração ao menor sinal de expansão do tórax.&lt;br /&gt;  4. Deixe de prestar atenção nas outras sensações          corporais, concentre-se na respiração.&lt;br /&gt;  5. Com a respiração sob controle, procure relaxar a musculatura.&lt;br /&gt;6. Volte à seqüência desde o início (postura, controle respiratório, desvio da atenção dos sintomas e relaxamento muscular) e a repita até voltar a se sentir bem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;              &lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:180%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;br /&gt;Caso          deseje fazer uma avaliação entre em contato:&lt;br /&gt;  Dr. André Astete - Psiquiatra&lt;br /&gt;  Psic. Carolline Mikosz - Psicóloga, terapeuta cognitivo-comportamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.cienciadamente.com.br/primapage/ataque.htm"&gt;Ciência da Mente&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-4658786906853533167?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/4658786906853533167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/4658786906853533167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/04/desde-que-chegamos-ao-restaurante-senti.html' title='Eu Tive um Ataque de Pânico'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-3043384843091162339</id><published>2009-04-17T09:04:00.000-03:00</published><updated>2009-04-17T09:05:17.747-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bel Cesar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>Encarar a Violência para ter Paz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;:: &lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: tahoma; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="mailto:belcesar@ajato.com.br"&gt;Bel Cesar&lt;/a&gt; ::&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: tahoma; font-size: 85%;"&gt;Ontem, recebi um e-mail de uma amiga contando uma fato trágico, que infelizmente tornou-se "mais um". Ela escreveu: "Hoje tive um dos dias mais tristes da minha vida. Uma funcionária muito querida perdeu o marido de uma forma trágica: assalto à mão armada durante o trabalho. A perda foi totalmente inesperada, embora, que aqui nesta cidade, a gente viva esperando que essas coisas nos aconteçam de uma hora para outra. Mãe de três filhos, sendo um de apenas 3 anos, esta mulher trabalha super bem, nunca faltou, nunca nos deixou na mão e sempre brincamos sobre a paixão que demonstrava sentir pelo marido. Ainda ontem ela brincava que ia tentar fazer um passeio surpresa com ele, mas a surpresa veio antes desta possibilidade. Surpresa que -confesso-, não me surpreende. Faz tempo que não consigo mais viver confortavelmente em São Paulo".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: tahoma; font-size: 85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: tahoma; font-size: 85%;"&gt; É difícil ler, escutar e reconhecer o quanto este depoimento toca diretamente a todos nós. Quando penso se isso acontecesse comigo, logo penso que enlouqueceria. Ontem, conversando com meu filho Lama Michel sobre este fato ocorrido, ele ficou em silêncio. De fato, parece que nada nos consola num momento como este. Depois, comentei que achava que não suportaria uma dor destas e ele retrucou que sim. Mudamos de assunto, mas o tema permaneceu em minha mente, senti vontade de me recolher, de ficar quieta, mas as atividades do cotidiano naturalmente nos levam a seguir em frente. No entanto, durante todo o dia, carreguei a sensação de desproteção e tristeza como uma forma de me abrir para o que esta experiência tem a me ensinar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: tahoma; font-size: 85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: tahoma; font-size: 85%;"&gt; Aos poucos, comecei a mudar o foco de minhas reflexões, até que consegui encarar a idéia de olhar este fato como mais um chamado para aceitar a inevitabilidade da morte. Afinal, faz parte de nosso desenvolvimento interior encarar os fatos de frente, cara a cara. Isso não quer dizer nos tornarmos frios diante do ocorrido, nem descrentes de que "não há nada a fazer", mas simplesmente nos abrirmos para acolher o sentimento mais vulnerável de todo ser humano: a dor diante da morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: tahoma; font-size: 85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: tahoma; font-size: 85%;"&gt; Lembrei da história de um discípulo que havia pedido ao seu mestre que lhe ensinasse a se preparar para lidar com sua própria morte. Os anos se passaram. Ele viu o noticiário da morte de milhares de pessoas durante um terremoto. Ele pensou: "Coisas da natureza". Depois, morreu seu vizinho. Ele pensou: "Coitado". Em seguida, morreu sua antiga e fiel cozinheira. Ele pensou: "Vou sentir falta dela". Até o dia em que se deu conta de que estava morrendo, e evocou seu mestre: "Você não me disse que ia me preparar para lidar com esse momento?". E o mestre respondeu: "Primeiro, te levei a ver a morte de milhares de pessoas, mas você não viu a sua. Depois, o seu vizinho. Você não viu a sua. Pensei que a perda da sua cozinheira o ajudaria a reconhecer a inevitabilidade da morte, mas mesmo assim você não encarou a sua. Bom, achei então que o método mais eficaz para ajudá-lo a encarar a sua morte seria a experiência direta com seu próprio processo de morte. Creio que só agora você está receptivo para aprender o que havia me pedido há tantos anos". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: tahoma; font-size: 85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: tahoma; font-size: 85%;"&gt; E assim vai. Quando minha mãe esteve gravemente doente e achei que ela fosse morrer, a mãe de minha amiga estava bem. Minha mãe superou sua crise e a mãe de minha amiga faleceu. Temos todos os dias oportunidades para encarar a finitude desta vida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: tahoma; font-size: 85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: tahoma; font-size: 85%;"&gt; Acompanhando pacientes que enfrentam a morte, o processo terminal de pessoas queridas e a dor da perda daqueles que nem conheço (como a tragédia que atingiu a funcionária de minha amiga), volto sempre para o mesmo ponto: quanto mais significativa se torna esta vida, menos arrependimento temos de não tê-la aproveitado e, assim, parece possível aceitar melhor nossa própria morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: tahoma; font-size: 85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: tahoma; font-size: 85%;"&gt; O Budismo nos ensina que a satisfação é o antídoto do apego. Neste sentido, estar satisfeito com a vida que levamos nos ajuda a nos desapegar do passado e a seguir em frente, até mesmo em direção à inevitabilidade de nossa própria morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: tahoma; font-size: 85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: tahoma; font-size: 85%;"&gt; Creio que, de imediato, esta reflexão não possa ajudar àqueles que estão lidando com o impacto de tragédias de uma morte inesperada e violenta, pois a dor da perda ainda precisa ser suavizada. Mas para nós, que escutamos as notícias das tragédias "alheias", podemos nos aproximar e dedicar um minuto de silêncio para aqueles que estão lidando diretamente com a dor da violência. Desta forma, algo acontece, dentro e fora de nós. Assim como Lama Gangchen nos fala tantas vezes: "As pessoas do século XXI precisam ser educadas a manter uma mente pacífica, de modo que possam agir de forma não-violenta a todo momento e em qualquer situação. A paz é sem dúvida o melhor investimento para nós, para a comunidade global e para as futuras gerações".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;table style="text-align: left; margin-left: 0px; margin-right: 0px; width: 524px; height: 96px;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;  &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://somostodosum.ig.com.br/terapeutas/foto/belP.jpg" align="left" /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51); font-family: tahoma; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.somostodosum.com.br/belcesar"&gt;Bel Cesar&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; é terapeuta e dedica-se ao atendimento de pacientes que enfrentam o processo da morte.&lt;br /&gt;Autora dos livros Viagem Interior ao Tibete, Morrer não se improvisa, &lt;a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=3156403&amp;amp;sid=018522979844530748697925&amp;amp;k5=1E6B140E"&gt;O livro das Emoções&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/produtos/produtos.asp?id=319"&gt;Mania de sofrer&lt;/a&gt; pela editora Gaia.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.vidadeclaraluz.com.br/"&gt;&lt;b&gt;Visite o Site&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Email: &lt;a href="mailto:belcesar@ajato.com.br"&gt;belcesar@ajato.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Todos os textos de Bel Cesar são publicados com sua autorização.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=08566"&gt;STUM&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-3043384843091162339?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/3043384843091162339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/3043384843091162339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/04/encarar-violencia-para-ter-paz.html' title='Encarar a Violência para ter Paz'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-2216987463251136104</id><published>2009-04-17T09:03:00.002-03:00</published><updated>2009-04-17T09:04:11.927-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Izabel Telles'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>A dor nos deixa mais alertas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;:: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt;&lt;b&gt;&lt;a href="mailto:"&gt;Izabel Telles&lt;/a&gt; ::&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt;Todas as manhãs ao acordar gosto muito de meditar. Mas medito de uma forma diferente. Pego o Tarô Zen do Mestre Osho, fecho meus olhos, embaralho vagarosamente mentalizando que lâmina vai sair para eu meditar o dia todo sobre seu conteúdo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Hoje me saiu o Sofrimento. Olhando para a carta, ela revelava a figura de um monge contraído sobre si mesmo, olhar triste, sentado num canto de um local escuro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Fui ler o que Mestre Osho diz desta imagem. E ele fala sobre a importância de tomarmos consciência da dor para podermos evoluir no caminho da nossa cura.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Reproduzo aqui um trecho do que está escrito no livro que orienta a interpretação das lâminas:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; "A dor não existe para fazê-lo infeliz: ela está aí para torná-lo mais consciente! E quando você se torna consciente, a infelicidade desaparece".&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Nos tempos em que vivemos não está difícil encontrar pessoas no estado de sofrimento: a traição da pessoa amada, a perda do emprego, a decepção, o distanciamento dos filhos, os males do corpo, as separações a que todos estamos expostos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Tenho visto isso todos os dias na minha prática: imagens de seres contorcidos, isolados, presos em gaiolas estreitas; corações transpassados por espadas, flechas, amarrados com espinhos ou arames farpados.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Imagens que a mente humana reproduz dos ícones que sempre viu nas igrejas católicas, por exemplo, onde o sofrimento é revelado em cenas de homens e mulheres transpassados por espadas, como São Sebastião ou o próprio Jesus Cristo que leva na cabeça uma coroa de espinhos: imagens de dor e sofrimento-limites.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Como nossa mente gosta muito de copiar, ela entende que esta imagem do coletivo pode bem qualificar o seu sofrimento pessoal e usa-a como indicador de seu estado de espírito.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Mestre Osho nos ensina que não temos que negar estas imagens, nem desprezar seu significado. Devemos usá-las para meditar sobre o que nos levou a atrair aquele ou aqueles sofrimentos, uma vez que somos totalmente responsáveis por tudo que nos acontece.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; E, para terminar, o Mestre nos envia este pensamento valioso: " Tempos de grande sofrimento trazem em si, potencialmente, tempos de grande transformação. Para que a transformação aconteça, porém, é preciso ir fundo às raízes da nossa dor, vivenciando-a exatamente como ela é, sem culpa e sem autopiedade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; Fique bem! E receba a luz da primavera que vibra em Portugal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;table style="width: 466px; height: 85px; text-align: left; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://somostodosum.ig.com.br/terapeutas/foto/tellesP.jpg" align="left" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.somostodosum.com.br/izabeltelles"&gt;Izabel Telles&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; é terapeuta holística e sensitiva formada pelo American Institute for Mental Imagery de Nova Iorque. Tem três livros publicados: "O outro lado da alma", pela Axis Mundi, "Feche os olhos e veja" e "&lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/voce/produtos.asp?vid=47,1&amp;amp;id=307"&gt;O livro das transformações&lt;/a&gt;" pela Editora Agora. &lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=998"&gt;O que são as Imagens Mentais?&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/d.asp?i=47"&gt;&lt;b&gt;VISITE MEU SITE&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:130%;"  &gt; &lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/testes/aurasoma2/principal.asp"&gt;&lt;b&gt;Faça o Exercício da cura da alma&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=08567"&gt;STUM&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-2216987463251136104?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/2216987463251136104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/2216987463251136104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/04/dor-nos-deixa-mais-alertas.html' title='A dor nos deixa mais alertas'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-2102137483641838348</id><published>2009-04-17T08:58:00.003-03:00</published><updated>2009-04-17T09:02:13.786-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><title type='text'>Aprenda a Dissolver Mágoas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; text-align: right; font-style: italic;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;por Patricia Gebrim (psicóloga e escritora)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div face="times new roman" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: times new roman;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: times new roman;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: center;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;"Precisamos parar de nos colocar no lugar de vítimas das situações. Mesmo quando a outra pessoa errou, nos enganou ou o que quer que seja, uma partezinha nossa permitiu que isso acontecesse. Assim, de nada adianta ficarmos repetindo infinitamente em nossas mentes e corações o ocorrido. Isso só nos aprisiona mais e mais"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É inevitável que vez ou outra na vida sejamos feridos pelas pessoas. Alguém nos engana, alguém nos trai, alguém nos trata com falta de desrespeito, desconsidera nossos sentimentos. .. eu sei que você já passou por isso em algum momento. Isso não quer dizer, necessariamente, que tenhamos que continuar carregando isso no peito pelo resto de nossas vidas, cultivando mágoas, como fazem tantas pessoas.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;Grande lago&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O nosso peito é como um grande lago, suave, ladeado por flores, pássaros e todos os tipos de vegetações. Quando alguém nos fere, é como se uma pedra fosse jogada no lago... tudo fica ondulado por alguns instantes, a superfície perde a limpidez, a água fica momentaneamente turva e o vento sopra de uma forma tão gélida que chega a doer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas depois de um tempo, o que naturalmente aconteceria?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A pedra atirada ficaria quieta em algum lugar lá no fundo do lago, uma prova de que vivemos intensamente, uma experiência de vida que veio para nos trazer sabedoria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A superfície da água voltaria a ficar lisa como um espelho, a areia levantada voltaria ao fundo e voltaríamos a sentir a plácida paz desse lago sagrado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas algumas pessoas não se conformam. Em vez de aprenderem com o que aconteceu e retornarem a seu estado natural de confiança na vida, querem encontrar a pedra atirada, que agora se encontra perdida lá no meio de seus lagos. E, se possível, gostariam de atirar a pedra de volta, bem no meio da testa do infeliz que ousou jogar a pedra no lago! Ficam andando de lá para cá dentro do lago, cultivando mágoas e pensamentos ruins, ondulando ainda mais a superfície, levantando cada vez mais areia, turvando a água, perturbando a própria paz. Cada vez que se lembram do que aconteceu e de quem as magoou, é como se jogassem novamente a pedra no lago, e de novo, e de novo, e de novo! E a todo momento comprovam o grande estrago que lhes foi causado, e dizem:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;_ Vê? Não consigo mais enxergar a minha imagem na superfície do lago!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;Mágoas infinitas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na verdade, a pessoa que nos magoou atirou, sim, a primeira pedra, &lt;u&gt;mas a forma como reagimos a isso é o que pode de verdade nos fazer mal&lt;/u&gt;. Continuamos impedindo que a paz aconteça, recriamos a mágoa infinitas vezes dentro de nós... &lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Por que fazemos isso?&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fazemos isso porque em algum lugar dentro de nós existe uma crença distorcida de que a vida deve ser sofrida, de que o sofrimento nos torna maiores, mais dignos. Se lá, no nosso íntimo, existisse a crença sorridente de que merecemos ser felizes _ simples assim _ não perderíamos tempo em nos atormentar dessa forma, em cultivar mágoas que só nos ferem. Se acreditássemos de verdade que merecemos a felicidade, deixaríamos a pedra lá, no fundo do lago, e sairíamos para encontrar algo melhor para fazer. Também cultivamos mágoas porque nos falta amor, amor por nós mesmos. E foi essa mesma falta de amor próprio que, provavelmente, acabou permitindo que o outro nos ferisse tanto. Quem ama a si mesmo não fica em relacionamentos desrespeitosos, é mais rápido em buscar aquilo que é bom e saudável. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Precisamos parar de nos colocar no lugar de vítimas das situações. Mesmo quando a outra pessoa errou, nos enganou ou o que quer que seja, uma partezinha nossa permitiu que isso acontecesse. Assim, de nada adianta ficarmos repetindo infinitamente em nossas mentes e corações o ocorrido. Isso só nos aprisiona mais e mais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Muito mais sábio seria tranquilizar a mente até que a superfície do lago voltasse a ser calma como um espelho. E então, sentados em frente a esse espelho, perguntaríamos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;_ Como posso aprender com o que aconteceu?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;_ Como posso evitar que volte a acontecer?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E depois, seria bom que ficássemos em silêncio, até que a resposta nos venha. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dessa maneira ao menos teremos encontrado algo de positivo em meio ao ocorrido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Imagine que as águas de seu lago sejam como um bálsamo sagrado capaz de curar e dissolver pedras. Permita que as mágoas sejam dissolvidas nessa energia que brota de seu coração. Não tenha pressa, leva certo tempo, eu sei, mas até mesmo os maiores rochedos podem ser dissolvidos pela suave persistência da água.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-2102137483641838348?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/2102137483641838348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/2102137483641838348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/04/aprenda-dissolver-magoas.html' title='Aprenda a Dissolver Mágoas'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-6313623813281272011</id><published>2009-04-15T08:40:00.004-03:00</published><updated>2009-04-15T09:03:43.275-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>Transtorno de Compulsão Alimentar</title><content type='html'>&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" valign="top"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; O Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica é uma atitude alimentar  caracterizada pela ocorrência de episódios de comer grandes quantidades de  comida em intervalos curtos de tempo, sensação de perda de controle sobre o ato  de comer e, em seguida, arrependimento de ter comido. Esses episódios de  hiperfagia são referidos na literatura internacional com o nome de &lt;i&gt;Binge  Eating&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" valign="top"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não se conclui ainda  se esta é uma nova doença alimentar emocional ou apenas um sintoma que pode  estar associado a algum outro transtorno alimentar ou à outras patologias  emocionais, como depressão atípica, ansiedade, transtorno do controle dos  impulsos ou algum dos transtornos do espectro impulsivo-compulsivo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De qualquer forma o  fenômeno merece toda consideração médica, já que aparece em aproximadamente 2%  da população geral e, particularmente, em cerca de 30% dos obesos que procuram  tratamento médico.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por outro lado,  arriscamos aqui uma correção: pode não se tratar de uma doença própria, um novo  transtorno mas sim, um sintoma novo (e melhor observado) de algum outro estado  ansioso-afetivo alterado. Por isso, escreveremos Compulsão Alimentar Periódica,  subtraindo propositadamente o termo “transtorno”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A compulsão  alimentar foi descrita por Stunkard (1) em 1959 estudando pessoas obesas. O  quadro é, em parte, muito semelhante à Bulimia. A diferença é que na Compulsão  Alimentar Periódica não há a necessidade de vomitar depois de comer bastante,  como acontece na Bulimia, onde também existem esses episódios de comer  exageradamente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aproveitando a  descrição no DSM.IV, a Bulimia se caracteriza por:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;A. Episódios recorrentes de  compulsão periódica. Um episódio de compulsão periódica é caracterizado por  ambos os seguintes aspectos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) ingestão, em um período limitado de tempo  (por ex., dentro de um período de 2 horas) de uma quantidade de alimentos  definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria durante um período  similar e sob circunstâncias similares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) um sentimento de falta de  controle sobre o comportamento alimentar durante o episódio (por ex., um  sentimento de incapacidade de parar de comer ou de controlar o que ou quanto  está comendo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como se vê, são  tênues os limites entre os sintomas da Compulsão Alimentar Periódica e da  Bulimia Nervosa. Mas há fortes argumentos contra tomar-se a Compulsão Alimentar  Periódica como um diagnóstico independente. Ele seria, antes, um sintoma de um  Transtorno Alimentar ou um sintoma de uma Depressão Atípica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Constata-se também,  em termos psicológicos, que os pacientes com Compulsão Alimentar Periódica  possuem auto-estima mais baixa e se preocupam mais com o peso e com a forma  física do corpo do que pessoas que também sejam obesas sem a Compulsão Alimentar  Periódica (Zwaan, 1996).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Hipóteses  das Causas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os &lt;a title="Transtornos Alimentares" href="http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?sec=94" target="_blank"&gt;Transtornos Alimentares&lt;/a&gt; têm causas múltiplas, envolvendo, como  quase sempre na psiquiatria, as predisposições genéticas e constitucionais, as  influências socioculturais e as vulnerabilidades psicológicas pessoais. Essas  são as condições que poderíamos colocar a Compulsão Alimentar Periódica.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Entre os fatores  genéticos predisponentes, destaca-se a história de transtorno alimentar e (ou)  transtorno do humor na família (transtorno de ansiedade, depressão). Entre  portadores de Compulsão Alimentar Periódica é comum existirem parentes de  primeiro grau também com transtorno alimentar ou quadros  depressivo-ansiosos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os fatores  sócio-culturais têm início nos padrões de relacionamento no ambiente familiar.  Há em nossa sociedade, e também na maioria dos ambientes familiares, extrema  valorização da estética corporal, do corpo magro (veja &lt;a title="Tirania do Corpo" href="http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=373&amp;amp;sec=94" target="_blank"&gt;Tirania do Corpo&lt;/a&gt;), atribuindo grande culpa para a pessoa que  não se encaixa no modelo estético desejável culturalmente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A cobrança exagerada  para o controle alimentar por parte dos familiares, a vigilância insistente  sobre a dieta, críticas pretensamente construtivas, comparações maldosas com  pessoas “esbeltas e elegantes” muitas vezes acabam causando efeito contrário do  que esperavam esses familiares, ou seja, a pessoa vigiada acaba desenvolvendo  algum transtorno alimentar e, entre eles, com muita freqüência a Compulsão  Alimentar Periódica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As vulnerabilidades  pessoais dizem respeito a determinados traços de personalidade, à fragilidades  emocionais pessoais decorrentes de eventos vitais significativos e,  biologicamente, a disfunções no metabolismo das monoaminas centrais, notadamente  serotonina, noradrenalina e dopamina. Entre os traços de personalidade  destaca-se o tipo de relacionamento sujeito-objeto (sujeito-comida), tais como  as características de avidez, de busca continuada de saciedade, da incapacidade  de protelação do prazer, entre outros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Considerações de  Classificação&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mais recentemente a  psiquiatria preocupou-se, como sempre e mais ou menos indevidamente, com a  tarefa de classificar esse sintoma, dando a capciosa idéia de doença. Na  descrição dos quadros psiquiátricos o &lt;a title="DSM.IV" href="http://virtualpsy.locaweb.com.br/dsm.php" target="_blank"&gt;DSM-IV&lt;/a&gt;  (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 4th. Edition), refere o  Episódio de Compulsão Alimentar como um dos componentes principais da Bulimia  Nervosa. Este Episódio de Compulsão Alimentar, como vimos, é também a  característica principal do denominado Transtorno da Compulsão Alimentar  Periódica.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Assim, dentro do  espírito classificatório dos manuais de psiquiatria a Compulsão Alimentar  Periódica seria um Transtorno Alimentar sem Outra Especificação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O sintoma de comer  exageradamente (hiperfagia) acontece em outros quadros além da Bulimia e da  Compulsão Alimentar Periódica. Alguns transtornos depressivos com  características atípicas, e normalmente de grau grave, podem determinar o  aparecimento de episódios de hiperfagia, resultando em grande variação no peso  da pessoa. Chega a 50% a concomitância da Compulsão Alimentar Periódica com  depressão (Borges, 2000). Nestes casos também as pessoas não têm o impulso de  vomitar depois do ato de comer exageradamente, como acontece na  Bulimia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por outro lado,  também é bastante sensato considerar esse descontrole do impulso de comer como  mais um tipo de &lt;a title="pelo DSM.IV" href="http://virtualpsy.locaweb.com.br/dsm_janela.php?cod=33" target="_blank"&gt;Transtorno do Controle dos Impulsos&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os psiquiatras,  entretanto, já se acostumaram a ver sintomas psiquiátricos se transformarem em  doenças psiquiátricas nas classificações internacionais. Entretanto, até agora,  a grande maioria dos diagnósticos psiquiátricos contemporâneos ainda não foi  descrita como categorias válidas de doenças, por si mesmas. Seria como, por  exemplo, considerar-se a embriaguez como vários estados patológicos; uma doença  caracterizada por tontura após a ingestão de álcool, outra por enjôo, outra por  euforia, sonolência, irritabilidade, e assim por diante. São todos sintomas  particularizados em cada pessoa de um mesmo estado: a embriaguez.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alguns autores têm,  sabiamente, proposto a inclusão da Compulsão Alimentar Periódica dentro do &lt;a title="Espectro Obsessivo-Impulsivo" href="http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=219&amp;amp;sec=98" target="_blank"&gt;espectro obsessivo-compulsivo&lt;/a&gt; (McElroy, 2000 Aqui o sintoma  chave seria a preocupação persistente sobre o peso, e o desejo de comer em  excesso ocorreria de maneira incontrolável e egodistônica, ou seja, casando  absoluta desaprovação e angústia no paciente, tal como acontece &lt;a title="TOC" href="http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=188&amp;amp;sec=98" target="_blank"&gt;Transtorno Obsessivo-Compulasivo&lt;/a&gt; (TOC). Com esse raciocínio, o  episódio de compulsão alimentar corresponderia ao ato compulsivo do TOC.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Compulsão  Alimentar Periódica e a Síndrome do Comer Noturno&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Stunkar, na década  de 1950 descreveu um transtorno alimentar-comportamental caracterizado por três  componentes principais: pouco apetite de manhã, comer excessivamente à tardinha  ou à noite e insônia. Stunkard observou também que a Síndrome do Comer Noturno  tendia a ser desencadeada pelo estresse e que seus sintomas diminuíam quando o  estresse era aliviado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em estudos  posteriores e muito detalhados (Birketvedt et al, 1999) mostraram que a Síndrome  do Comer Noturno aparece em 10% das pessoas que se tratam de obesidade e em 27%  daquelas submetidas à cirurgia para obesidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os episódios  compulsivos de comer (Binge Eating) aparecem apenas na Compulsão Alimentar  Periódica e não na Síndrome do Comer Noturno. Estes episódios de Binge Eating  não são motivados apenas uma fome fisicamente determinada, mas por um impulso  irrefreável de ingerir comida em grande quantidade. Pode se comer tudo que  estiver disponível, durante esses episódios, mesmo sem tomar o paladar como  critério, ou seja, são ingeridas comidas frias, alimentos doces misturados com  salgados, alimentos vencidos, e assim por diante. O que interessa mesmo é a  quantidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Síndrome do Comer  Noturno, por sua vez, se manifesta por comer excessivamente à tardinha ou à  noite, mas não compulsivamente, apenas por aumento da vontade de comer. Entre as  pessoas que sofrem de Compulsão Alimentar Periódica, 15% delas tem,  concomitantemente, a Síndrome do Comer Noturno (Dobrow, 2002).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um dado interessante  na Síndrome do Comer Noturno é que, em média, esses pacientes consumem 56% de  toda sua ingestão calórica diária no período noturno, entre as 22 e 6 horas, ao  passo que a população geral consume aproximadamente apenas 15% da ingestão  calórica diária nesse período.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma das  características da Síndrome do Comer Noturno é sua associação com a obesidade,  depressão, baixa auto-estima e diminuição da fome diurna. Os pacientes obesos  com Síndrome do Comer Noturno têm menos êxito nos programas de redução de peso  do que pacientes obesos sem a Síndrome do Comer Noturno.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Prevalência&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na população geral a  prevalência de Compulsão Alimentar Periódica é em torno de 1,5%, porém, entre os  pacientes obesos essa prevalência é bem maior, até 30%.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Além da obesidade, a  Compulsão Alimentar Periódica usualmente está associado também a outros  transtornos alimentares, tais como as perturbações da imagem corporal (veja &lt;a title="Dismórfico Corporal" href="http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=390&amp;amp;sec=98" target="_blank"&gt;Transtorno Dismórfico Corporal e Muscular&lt;/a&gt;) e a outros  transtornos emocionais em geral, tais como a depressão, ansiedade e  impulsividade (&lt;a title="Espectro Impulsivo-Compulsivo" href="http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=219&amp;amp;sec=98" target="_blank"&gt;Transtornos do Espectro Impulsivo-Compulsivo&lt;/a&gt;) . O Compulsão  Alimentar Periódica acomete pessoas de todas as raças, sendo mais comum entre as  mulheres, na proporção de três mulheres para cada dois homens, e o início do  quadro geralmente é no final da adolescência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Tratamento&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O tratamento para a  Compulsão Alimentar Periódica é múltiplo, devendo envolver o uso de  medicamentos, intervenções psicológicas e nutricionais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De uma maneira  geral, três classes de medicamentos têm sido estudadas em ensaios controlados  com placebo em pacientes com Compulsão Alimentar Periódica. Os &lt;a title="Antidepressivos" href="http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=379&amp;amp;sec=61" target="_blank"&gt;antidepressivos&lt;/a&gt;, particularmente os inibidores seletivos de  recaptação da serotonina (ISRS) são uma classe farmacológica bastante estudada  para esta condição (Devlin, 1996).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p face="georgia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p face="georgia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Assim sendo, o  tratamento farmacológico para esse transtorno deve começar com um antidepressivo  inibidor seletivo da recaptação da serotonina, como por exemplo, a fluoxetina,  fluvoxamina, sertralina e o citalopram têm sido capazes de reduzir  significativamente o comportamento de compulsão alimentar e o peso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p face="georgia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p face="georgia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As doses desses  antidepressivos devem ser as mesmas utilizadas no tratamento da bulimia nervosa  e da depressão maior, levando-se em consideração que, para pacientes bulímicas,  existem diferenças significativas para melhor, sobre a compulsão alimentar,  quando se utiliza 60 mg diários ao invés dos tradicionais 20 mg.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p face="georgia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p face="georgia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p face="georgia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ultimamente a &lt;a title="Sibutramina" href="http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?sec=61&amp;amp;art=291" target="_blank"&gt;sibutramina&lt;/a&gt;, uma substância utilizada em programas de perda de  peso por aumentar a sensação de saciedade parece ter importante papel no  tratamento da Compulsão Alimentar Periódica (Pappelbaum, 2001), assim como os  anti-impulsivos (&lt;a title="Estabilizadores do Humor" href="http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?sec=61&amp;amp;art=284" target="_blank"&gt;Estabilizadores do Humor&lt;/a&gt;), representados na psiquiatria pelos  anticonvulsivantes, tais como oxcarbazepina, topiramatos, lamotrigina, ácido  valpróico ou divalproato de sódio que também são bastante úteis neste  tratamento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p face="georgia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p face="georgia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma curiosidade no  tratamento da Compulsão Alimentar Periódica observada nos primeiros estudos, foi  a forte resposta ao placebo nestes pacientes. (veja &lt;a title="Placebo" href="http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=250&amp;amp;sec=39" target="_blank"&gt;O Placebo e a Arte de Curar&lt;/a&gt;) (Jenike , 1997). Mas esta alta  resposta, entretanto, não é um fenômeno exclusivo da Compulsão Alimentar  Periódica. Ela é característica de grande parte dos transtornos psiquiátricos,  como é o caso, por exemplo, da Fobia Social.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p face="georgia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p face="georgia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em relação ao tempo  de tratamento, não existem estudos que estabeleçam claramente quando o  tratamento deve ser interrompido, mas, de modo geral, é recomendável que se  continue o tratamento por, no mínimo, um ano depois do desaparecimento dos  sintomas. Mais recentemente, algumas drogas utilizadas para obesidade têm sido  tentadas e vêm apresentando alguma eficácia na Compulsão Alimentar Periódica. É  o caso da sibutramina, um agente antiobesidade, e o topiramato, um estabilizador  do humor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p face="georgia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p face="georgia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;para  referir:&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ballone GJ&lt;/b&gt; - &lt;em&gt;Transtorno Compulsão Alimentar  Periódica&lt;/em&gt; - in. PsiqWeb, Internet, disponível em &lt;a href="http://www.psiqweb.med.br/"&gt;&lt;b&gt;www.psiqweb.med.br&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, revisto em  2006&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-6313623813281272011?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/6313623813281272011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/6313623813281272011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/04/transtorno-de-compulsao-alimentar.html' title='Transtorno de Compulsão Alimentar'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-3133410054598438833</id><published>2009-04-15T08:16:00.002-03:00</published><updated>2009-04-15T08:18:46.183-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>A Arte de Ouvir</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 1cm; margin-left: 20px; margin-right: 20px; color: rgb(0, 0, 102);font-family:times new roman;"&gt;                         &lt;span style="font-size:130%;"&gt;De todos os sentidos, o mais importante para a aprendizagem do amor, do viver juntos e da cidadania&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; é a audição.                          Disse o escritor sagrado: &lt;i&gt;“No princípio era o Verbo”.                         &lt;/i&gt; Eu acrescento: &lt;i&gt;“Antes do Verbo  era o silêncio.”                         &lt;/i&gt;É do silêncio que nasce o ouvir. Só posso ouvir a palavra se meus ruídos interiores forem silenciados. Só posso ouvir a verdade do outro se eu parar de tagarelar. Quem fala muito não ouve. Sabem disso os poetas, esses seres de fala mínima. Eles falam, sim. Para ouvir as vozes do silêncio. Veja esse poema de Fernando Pessoa, dirigido a um poeta: “&lt;i&gt;Cessa o &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;i&gt;teu canto! Cessa, que, enquanto o ouvi, ouvia uma outra voz como que vindo nos interstícios do brando encanto com que o teu canto vinha até nós. Ouvi-te e ouvia-a no mesmo tempo e diferentes, juntas a cantar. E a melodia que não havia se agora a lembro, faz-me chorar...”&lt;/i&gt; A magia do poema não está nas palavras do poeta. Está nos interstícios silenciosos que há entre as suas palavras. É nesse silêncio que se ouve a melodia que não havia. Aí a magia acontece: a melodia me faz chorar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 1cm; margin-left: 20px; margin-right: 20px; color: rgb(0, 0, 102);font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 1cm; margin-left: 20px; margin-right: 20px; color: rgb(0, 0, 102);font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                         &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 1cm; margin-left: 20px; margin-right: 20px; color: rgb(0, 0, 102);font-family:times new roman;"&gt;                         &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não nos sentimos em casa no silêncio. Quando a conversa para por não haver o que dizer tratamos logo de falar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; qualquer coisa, para por um fim no silêncio. Vez por outra tenho vontade de escrever um ensaio sobre a psicologia dos elevadores. Ali estamos, nós dois, fechados naquele cubículo. Um diante do outro. Olhamos nos olhos um do outro? Ou olhamos para o chão? Nada temos a falar. Esse silêncio, é como se fosse uma ofensa. Aí falamos sobre o tempo. Mas nós dois bem sabemos que se trata de uma farsa para encher o tempo até que o elevador pare.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 1cm; margin-left: 20px; margin-right: 20px; color: rgb(0, 0, 102);font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                         &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 1cm; margin-left: 20px; margin-right: 20px; color: rgb(0, 0, 102);font-family:times new roman;"&gt;                         &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os orientais entendem melhor do que nós. Se não me engano o nome do filme é “Aconteceu em Tóquio”. Duas velhinhas se visitavam. Por horas ficavam juntas, sem dizer uma única palavra. Nada diziam porque no seu silêncio morava um mundo. Faziam silêncio não por não ter nada a dizer, mas porque o que tinham a dizer não cabia em palavras. A filosofia ocidental é obcecada pela questão do Ser. A filosofia oriental, pela questão do Vazio, do Nada. É no Vazio da jarra que se colocam flores.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 1cm; margin-left: 20px; margin-right: 20px; color: rgb(0, 0, 102);font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                         &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 1cm; margin-left: 20px; margin-right: 20px; color: rgb(0, 0, 102);font-family:times new roman;"&gt;                         &lt;span style="font-size:130%;"&gt;O aprendizado do ouvir não se encontra em nossos currículos. A prática educativa tradicional se inicia com a palavra do professor. A menininha, Andréa, voltava do seu primeiro dia na creche. “&lt;i&gt;Como é a professora?”&lt;/i&gt;,                          sua mãe lhe perguntou. Ao que ela respondeu: “&lt;i&gt;Ela                          grita...” &lt;/i&gt;Não bastava que a professora falasse. Ela gritava. Não me lembro de que minha primeira professora, Da. Clotilde, tivesse jamais gritado. Mas me lembro dos gritos esganiçados que vinham da sala ao lado. Um único grito enche o espaço de medo. Na escola a violência começa com estupros verbais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 1cm; margin-left: 20px; margin-right: 20px; color: rgb(0, 0, 102);font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;                         &lt;/p&gt;                         &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 1cm; margin-left: 20px; margin-right: 20px; color: rgb(0, 0, 102);font-family:times new roman;"&gt;                         &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Milan                          Kundera conta a estória de Tamina, uma garçonete. “&lt;i&gt;Todo mundo gosta de Tamina. Porque ela sabe ouvir o que lhe contam. Mas será que ela ouve mesmo? Não sei... O que conta é que ela não interrompe a fala. Vocês sabem o que acontece quando duas pessoas falam. Uma fala e outra lhe corta a palavra: ‘é exatamente como eu, eu...’ e começa a falar de si até que a primeira consiga por sua vez cortar: ‘é exatamente como eu, eu...’Essa frase ‘é exatamente como eu...’ parece ser uma maneira de continuar a reflexão do outro, mas é um engodo. É uma revolta brutal contra uma violência brutal: um esforço para libertar o nosso ouvido da escravidão e ocupar à força o ouvido do adversário. Pois toda a vida do homem entre os seus semelhantes nada mais é do que um combate para se apossar do ouvido do outro...”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 1cm; margin-left: 20px; margin-right: 20px; color: rgb(0, 0, 102);font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 1cm; margin-left: 20px; margin-right: 20px; color: rgb(0, 0, 102);font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                         &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 1cm; margin-left: 20px; margin-right: 20px; color: rgb(0, 0, 102);font-family:times new roman;"&gt;                         &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Será que era isso que acontecia na escola tradicional? O professor se apossando do ouvido do aluno ( pois não é essa a sua missão?), penetrando-o com a sua fala fálica e estuprando-o com a força da autoridade e a ameaça de castigos, sem se dar conta de que no ouvido silencioso do aluno há uma melodia que se toca. Talvez seja essa a razão porque há tantos cursos de oratória, procurados por políticos e executivos, mas não haja cursos de escutarória. Todo mundo quer falar. Ninguém quer ouvir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 1cm; margin-left: 20px; margin-right: 20px; color: rgb(0, 0, 102);font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 1cm; margin-left: 20px; margin-right: 20px; color: rgb(0, 0, 102);font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                         &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 1cm; margin-left: 20px; margin-right: 20px; color: rgb(0, 0, 102);font-family:times new roman;"&gt;                         &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Todo mundo quer ser escutado. (Como não há quem os escute, os adultos procuram um psicanalista, profissional pago do escutar.) Toda criança também quer ser escutada. Encontrei, na revista pedagógica italiana “Cem Mondialità” a sugestão de que, antes de se iniciarem as atividades de ensino e aprendizagem, os professores se dedicassem por semanas, talvez meses, a simplesmente ouvir as crianças. No silêncio das crianças há um programa de vida: sonhos. É dos sonhos que nasce a inteligência. A inteligência é a ferramenta que o corpo usa para transformar os seus sonhos em realidade. É preciso escutar as crianças para que a sua inteligência desabroche.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 1cm; margin-left: 20px; margin-right: 20px; color: rgb(0, 0, 102);font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 1cm; margin-left: 20px; margin-right: 20px; color: rgb(0, 0, 102);font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                         &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 1cm; margin-left: 20px; margin-right: 20px; color: rgb(0, 0, 102);font-family:times new roman;"&gt;                         &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sugiro então aos professores que, ao lado da sua justa preocupação com o falar claro, tenham também uma justa preocupação com o escutar claro. Amamos não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A escuta bonita é um bom colo para uma criança se assentar...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 1cm; margin-left: 20px; margin-right: 20px; color: rgb(0, 0, 102);font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 102); font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;RUBEM ALVES&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7382894748291061854-3133410054598438833?l=portalpsicologando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/3133410054598438833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7382894748291061854/posts/default/3133410054598438833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portalpsicologando.blogspot.com/2009/04/arte-de-ouvir.html' title='A Arte de Ouvir'/><author><name>Crystal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05145664371404358678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7382894748291061854.post-2990521649923724352</id><published>2009-04-14T21:41:00.003-03:00</published><updated>2009-04-14T21:44:52.276-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícia'/><title type='text'>Lista  enumera "10 pecados" de psicólogos e analistas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;" id="articleBy"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt; &lt;b&gt;FLÁVIA MANTOVANI&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;da &lt;b&gt;Folha de S.Paulo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; A dona de casa Elisandra Bonfim, 28, fez terapia durante 12 anos. Teve duas psicólogas, chegou a ter sessões todos os dias da semana e gostava do processo. Mas diz que, com a última delas, que a atendeu por cinco anos, nunca teve coragem de ir para o divã. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Tinha medo de que a terapeuta dormisse, pois ela bocejava com frequência. "Acho que ela estava cansada naquela época, mas eu ficava muito incomodada com isso, pois acontecia em quase toda sessão. Cheguei a falar com ela, mas nada mudou", conta. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Outro problema era o fato de a profissional olhar demais para o relógio. "Sei que não pode passar da hora, mas eu ficava irritada com isso. Às vezes eu estava contando alguma coisa, tinha vários sentimentos envolvidos ali", lembra. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nem por isso a terapeuta era pontual, diz Elisandra. Uma vez, chegou quando faltavam só dez minutos para o fim da sessão -foi preciso remarcar o encontro e voltar outro dia. "Ficava ansiosa, na expectativa. Tudo o que tinha planejado falar sumia da minha mente." &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;As atitudes descritas por Elisandra são algumas das citadas em uma lista que traz 12 maus hábitos que todo terapeuta deveria 
